JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
segunda-feira, 7 de junho de 2010
VERSO DO POETA HÉRCULES NUNES
O poeta, vendo um amigo seu, que costumeiramente é alegre, muito triste fez:
Quem olhar pra essa face tão sombria
Emanada de prantos e lamentos
Vitimada de incontáveis tormentos
Nem parece que foi feliz um dia
Só restou no lugar da alegria
O pesar de um futuro sem visão
Condenada a eterna escuridão
E a chorar quando alguém se compadece
O semblante em seu rosto resplandece
A tristeza que tem seu coração
VERSO DE JÂNIO lEITE
O sertão ta diferente
O tempo está mudando
Chuva querendo cair
O clima ta esfriando
E o sertanejo se alegra
Com a chuva que vem chegando
quinta-feira, 3 de junho de 2010
VERSOS DO POETA ALDO NEVES
Quem nasceu em minha terra
Ouve um chocalho tocando
Vê um vaqueiro aboiando
Acordando um pé de Serra
E a ovelha que berra
Na "amanhecença" do dia
A passarada que pia
Na flor do mandacaru
Quem nasce no pajeú
Tem o "gen" da poesia
Mote: Josa Rabêlo
Glosa: Aldo Neves
Meu relógio de infância não dá hora
Sem querer, o ponteiro foi quebrado
Vivo eu recordando meu passado
Vou seguir meu sofrer de mundo afora
Todo velho precisa de escora
E também vou usar o meu bastão
Eu não sei, ninguém diz, aonde estão?
Meus catorze, meus quinze de idade
Quando a gente magoa uma saudade
Incomoda demais um coração
Mote: manoel filó
Glosa: Aldo Neves
Meu relógio da infância
VERSO DO POETA JANIO LEITE
Um rouxinol pendurado
Na algaroba se inclina
O rabo fica pra baixo
E a cabeça pra cima
Facilitando o poeta
Completar a sua rima
domingo, 30 de maio de 2010
VERSOS E VERSÕES
Vim lhe dá meus parabéns
Seu blog tá arretadocom gente grande e de estirpe
poeta muito afamado
eu me tiro desse meio
pois fico até com receio
ou melhor, envergonhado
É questão de alguns instantes
expandir o seu "redil"
pois vendo seus visitantes
já já se chega nos 1000
(Felipe Jr.)
Poeta Felipe Junior
É grande minha alegria
Receber seus elogios
Me incentiva à cada dia
Defender nosso repente
A alma de nossa gente
A divina Poesia
(Josa Rabêlo)
A Nomarada de um amigo ligou pra ele dizendo que a caixinha de saudades dela tava vazia e, a pédidos , o poeta Janio Leite fez:
Você pode dizer que está vazia
Eu não sei por que tenta se enganar
Pois saudade é difícil de acabar
Não vai ser de uma noite para um dia
Pois o amor era forte que havia
Entre a gente, mas vi foi falsidade
Eu queria sentir só a metade
Da saudade que tu sente por eu
É que ela me serve de museu
Pra guardar meu romance de saudade
O meu peito ele hoje ta repleto
De tristeza, de dor e de carinho
Mas tristonho e carente vou sozinho
E o meu eu de saudades está completo
Sem ninguém pra viver sob meu teto
Procurei quem eu quis, mas na verdade
Esse alguém só queria era maldade
E pra mim nada disso me valeu
É que ela me serve de museu
Pra guardar meu romance de saudade
Mote: Mariana TeleS
Glosa: Janio Leite
Eu tentei te apagar do pensamento
Mas se tudo me lembra de você
Pois a mim o que resta é padecer
Aceitando em meu peito esse tormento
Pois só penso em você todo momento
E com isso eu só vivo judiado
Pois eu sei que não tenho ela ao meu lado
Vou tentar conviver com a realidade
Um pincel de lembrança é a saudade
De quem vive a imagem do passado
Mote: Renato Santos
Esse amor que acontece entre a gente
Só compete a nós dois e mais ninguém
Entre nós todo instante a paixão vem
Como chama de fogo bem ardente
Os carinhos trocados lentamente
O cochicho gostoso ao pé do ouvido
Se alguém sentir isso até duvido
Que não goste de amar e ser amado
Se amar escondido for pecado
Ninguém reze por mim que estou perdido
Mote: Heleno Louro
Glosa; Janio leite
SONETO DO POETA PAULO RABÊLO PARA SEU FILHO ANDRÉ
PARABÉNS A ANDRÉ, A MINHA VIDA
FAZ SENTIDO DEPOIS QUE TU NASCEU
E A MAGIA DO AMOR É PERCEBIDA
TODA VEZ QUE SE ENCONTRA, TU E EU
O AMOR POR UM FILHO É SEM MEDIDA
FOI EM VÃO QUEM TENTOU MEDIR O MEU
NO IMAGINÁRIO UM TRENA ESTENDIA
NO ESPAÇO INFINITO, MAS NÃO DEU
QUERO VER UM SORRISO NO TEU ROSTO
DIA VINTE É SÓ SEU, RIA A GOSTO
TE VER FELIZ É SOMENTE O QUE PRECISO
NEM ME LEMBRO SE UM DIA JÁ FOI TRISTE
APOSENTO OS TRAUMAS QUE EXISTE
NA MAGIA INFINITA DE UM SORRISO.
PAULO RABELO (20/08/2005)
NO PRIMEIRO ANO DE ANDRÉ, QUE COMPLETA ANO NO DIA 20 DE AGOSTO.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
VERSOS DE JANIO LEITE
O MONSTRO DA VIOLÊNCIA
ASSOMBRA A POMBA DA PAZ
Mote: Josa Rabêlo
Glosa: Janio Leite
Nós vemos diariamente
As cenas mais obscuras
Crimes, roubos e torturas
Assombrando nossa gente
Segurança ninguém sente
Vive com um medo voraz
O tempo de hoje traz
Um amanha sem decência
O monstro da violência
Assombra a pomba da paz
Não se pode mais viver
Uma vida sossegada
Só se anda na calçada
Vendo a hora acontecer
Um crime sem perceber
E a justiça nada faz
Pra deter os marginais
Vivemos nesta carência
E o monstro da violência
Assombra a pomba da paz
De amor e paixão to padecendo
Carregando essa magoa em meu peito
Já tentei escapar de todo jeito
Quando penso que não, ta florescendo
Fica dentro do peito remuendo
Me deixando em bastante agonia
Se tornou companheira dia-a-dia
Se alojou em meu eu e fez morada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia
(Janio Leite)
ASSOMBRA A POMBA DA PAZ
Mote: Josa Rabêlo
Glosa: Janio Leite
Nós vemos diariamente
As cenas mais obscuras
Crimes, roubos e torturas
Assombrando nossa gente
Segurança ninguém sente
Vive com um medo voraz
O tempo de hoje traz
Um amanha sem decência
O monstro da violência
Assombra a pomba da paz
Não se pode mais viver
Uma vida sossegada
Só se anda na calçada
Vendo a hora acontecer
Um crime sem perceber
E a justiça nada faz
Pra deter os marginais
Vivemos nesta carência
E o monstro da violência
Assombra a pomba da paz
De amor e paixão to padecendo
Carregando essa magoa em meu peito
Já tentei escapar de todo jeito
Quando penso que não, ta florescendo
Fica dentro do peito remuendo
Me deixando em bastante agonia
Se tornou companheira dia-a-dia
Se alojou em meu eu e fez morada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia
(Janio Leite)
terça-feira, 25 de maio de 2010
PEDRO FERNANDES
Daqui vejo um gerimum
Já molhado pela brisa
Meu pai suado na roça
No barro que mais deslisa
E o carrapicho agarrado
No remendo da camisa
Zé Viola
Essa imagem canaliza
o chafariz da emoção
sinto a torneira dos olhos
pingando lágrima no chão
cada pingo uma saudade
que eu sinto do meu sertão.
Pedro Fernandes
segunda-feira, 24 de maio de 2010
ZÉ VIOLA
Cantando com Valdir Teles, no Sítio Serrinha, falando nas saudades de outrora o poeta disse:
Daqui vejo um gerimum
Já molhado pela brisa
Meu pai suado na roça
No barro que mais deslisa
E o carrapicho agarrado
No remendo da camisa
Assinar:
Postagens (Atom)












