JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

terça-feira, 17 de agosto de 2010

VERSOS DO POETA WELLIGTON VICENTE


Fiz um túnel na cela da saudade


Pra tentar escapar da solidão.



(Mote do poeta Lima Júnior)



Recebi a sentença ainda moço

Pela lei mais severa de Cupido

Mesmo sem o histórico de bandido

Vivo preso neste feio calabouço

Bem na frente da cela existe um fosso

Onde uma valente guarnição

Se reveza em escala de plantão.

Nem o sol pode entrar em minha grade!

Fiz um túnel na cela da saudade

Pra tentar escapar da solidão.



Recorri, mas perdi nos tribunais.

Já não tenho esperanças como antes:

Dez motivos tenho como os agravantes

E nem cinco atenuantes tenho mais.

Com os poucos contatos pessoais

Consegui um pedaço de formão,

Toda noite, em silêncio, cavo o chão,

Falta um metro para a minha liberdade!

Fiz um túnel na cela da saudade

Pra tentar escapar da solidão.



Glosas: Wellington Vicente

Porto Velho, 13 de agosto de 2010.

MOBILIZAÇÃO TELEFONIA GSM PARA TUPARETAMA



QUASE 2000 MIL DIAS SEM TELEFONIA CELULAR GSM EM TUPARETAMA

Quando um dia a TIM criar


Vergonha e discernimento

Talves acabe o tormento

Do uso do celular

Quando um dia ela implantar

Pra nossa felicidade

GSM à vontade

133 que atenda agente

EU lhe peço huimildemente

TELEFONIA NA CIDADE!



S.O.S.. TELEFONIA CELULAR - ESTAMOS ISOLADOS DA CIDADE, DO BRASIL E DO MUNDO, UMA VEZ QUE A TIM INFORMA À ANATEL QUE TEMOS O ACESSO GSM, O QUE NÃO É VERDADE, E A ANATEL NÃO FAZ NADA PRA MUDAR A SITUAÇÃO.

PARTICIPE DA GRANDE MOBILIZAÇÃO EM PROL DA INSTALAÇÃO DA TELEFONIA CELULAR GSM EM TUPARETAMA-PE! DIA 06/0910, ÀS 09:00 DA MANHÃ!
ENTREM NESSA MOBILIZAÇÃO - TELEFONIA GSM EM TUPARETAMA - PE URGENTE!


SDS.: POÉTICAS PAJEUZEIRAS

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TIM - A VERGONHA EM TELEFONIA CELULAR - CRÔNICA EM CONSTRUÇÃO


Estamos há quase 2000 mil dias sem telefonia celular em Tuparetama.
É incrível porque a ANATEL FOI INFORMADA POR DIVERSAS E DIVERSAS VEZES e o que consta na Própria ANATEL, segundo informações da mentirosa TIM, que Tuparetama tem cobertura via telefonia celular... A ANATEL, segundo "comentários", tem a informação desta cobertura, que não existe...Enquanto isso, ficamos nós tuparetamenses isolados da Cidade, do Estado e do Mundo...
Já foi tentado de tudo via: Políticos, apelos, denúcias , etc, e ficamos a Deus dará.... Pergunto eu?
Quando é que essa empresa vai honrar os compromissos e colocar a telefonia celular via gsm? Uma vez que, todas as cidades, sem exceção, que circundam Tuparetama, já tem essa prestação de serviço.
Lula! Eduardo! Poder Legislativo! Judiciário! Onde estão vocês para garantir um DIREITO QUE É NOSSO?
(Josemar Rabêlo de Vasconcelos)
P.S.: Já enviei vários E-mails para a rede Globo, ASA BRANCA, PORTAL DA GLOBO, e até agora nada!
S.O.S.,  precisamos da TELEFONIA CELULAR EM NOSSA CIDADE
TODA E QUALQUER OPINIÃO À FAVOR OU CONTRA, SERÁ BEM VINDA!
(NÃO ME PREOCUPA A AÇÃO DOS MAUS, E SIM, O SILÊNCIO DOS BONS! Martin Luther King

terça-feira, 10 de agosto de 2010

SONETO DO POETA PAULO RABÊLO

Poeta Paulo Rabêlo


Sempre Com Você



Estarei com você no sonho terno
No pesadelo estarei se for preciso
Estarei com você se for inferno
Estarei com você se paraíso.


Nas manhãs mais românticas de inferno
Estarei com você no seu sorriso
Mas se o pranto pra te servi de terno
O teu lenço será meu improviso


Se um dia, a caso em teu caminho
Tu sentires fome de carinho
Minha pele será teu alimento

Se não tiver ninguém ao seu redor
E a caso pensares que estais só,
Estarei com você no pensamento.

(Paulo Rabêlo)

Um forte abraço. – poeta.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

MAIS UMA SARAIVADA DE VERSOS

Meus olhos lagrimejando
Feito chuva à madrugada
E um pedinte na calçada
Suas moedas contando
Pediu a quem foi passando
Que de manhã prometeu
Mas a tarde se esqueceu
De quem estava sentado
Meu choro agora é calado
Só quem escuta sou eu
(Aldo Neves)

 cansei de pedir ajuda
a quem não quer ajudar
prefiro me conformar
a minha sorte não muda
espero que não me iluda
e esqueça o que aconteceu
minha esperança morreu
meu luto ta decretado
meu choro agora é calado
só quem escuta sou eu
(Dekiane)

 Eu guardei dentro do peito
Um alguém que eu queria
O seu amor eu pedia
Mas depois vi foi sem jeito
Sem querer hoje eu aceito
Porque o destino é meu
Meu coração já sofreu
Mas o amor foi enterrado
Meu choro agora é calado
Só quem escuta sou eu
(Janio Leite)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

VERSOS DO POETA WELLINGTON VICENTE


MARCAS




O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.

(Mote de Bira Marcolino)

As torres da minha infância
Já se perderam de vista
Uma nuvem saudosista
Aumenta mais minha ânsia
Com tamanha relevância
Que em tal situação
Vou buscar na oração
Cura pra senilidade
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.


A minha mente inda guarda
As imagens do passado
Do meu sertão adorado
Que ficou na retaguarda
Cabeleira, outrora parda,
Hoje parece algodão.
Só a minha inspiração
Aumentou mais da metade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.


A saudade, moça branca,
Acoitou-se no meu peito
Fechando a porta dum jeito
Que não tem quem quebre a tranca.
Só a poesia franca
Percebe a minha aflição
A rima, com seu condão,
Mantém minha liberdade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.


Glosas: Wellington Vicente

Porto Velho-RO, 1° de agosto de 2010.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SHOW DE LOSTIBA NO PARADA OBRIGATÓRIA, DIA 01/08/2010 - POSTAGEM EM CONSTRUÇÃO

PEDRO PETRÔNIO & TATAINA RABÊLO
ESTE BLOGUEIRO & ESPOSA
COMPADRE KLEBER GOMES & COMADRE NARA
ESTE BLOGUEIRO, COMPADRE CID JEAN E COMPADRE KLEBER GOMES
ESTE BLOGUEIRO E SEU FILHO DANNILO RABÊLO



LOSTIBA O MAIOR SERESTEIRO DO BRASIL
MAIS UM FLASH DOS AMIGOS
ANA CLARA DE COMPADRE KLEBER E COMADRE NARA
CICI DE FELIPE, GORETE E AMIGA
GALERA CURTINDO NA CALÇADA DO BAR
PEDRO PETRONIO COM A MÃO ERGUIDA, NARA, ANINHA E COMPADRE KLEBER

CRÔNICA DE ROSANA JATOBÁ



Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.


Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!

-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.

-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.

-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?

-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.

-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.

-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.

Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:

"O teu cabelo não nega, mulata

Porque és mulata na cor

Mas como a cor não pega, mulata

Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.

O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:

'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).

Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".

Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!

Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...

Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".

Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.

O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

-Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.

PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos. ..

Rosana Jatobá

Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.

Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN

sábado, 31 de julho de 2010

OBRA PRIMA DO POETA ZÉ DE MARIANO - TABIRA - PE

CONQUISTA DE POBRE


Zé de Mariano:

UMA CASA DE TAIPA, UM CANDEEIRO

LAMBUZADO DE GÁS, UM TAMBORETE,

UMA FOICE, UMA FACA E UM TRINCHETE,

UM PEDAÇO DE FUMO E UM TABAQUEIRO,

UMA PORCA FUÇANDO NO TERREIRO,

UM CACHORRO LATINDO NO OITÃO,

UMA GATA OU UM GATO BEM LADRÃO,

DESCOBRINDO A PANELA DE XERÉM,

PRA ROUBAR A METADE DO QUE TEM

NA COZINHA DA CASA DE SEU JOÃO.



CADA CANTO DA SALA UMA ARMADOR

COM UMA REDE FUBENTA PENDURADA,

O MARTELO DOS RESTOS DE UMA ENXADA,

UMA LATA DE ZINCO E UM CAVADOR.

A IMAGEM PINTADA DO SENHOR;

TEM UM RÁDIO DE PILHA E UM ‘ATAJÉ’,

UM ANZOL DE TRAÍRA E UM JERERÉ

PENDURADO NO CAIBRO DA CHOUPANA,

UMA MESA DE TÁBUA DE UMBURANA

E UMA CUIA QUEBRADA DE CUITÉ.













TEM UM POTE COBERTO COM UM PRATO,

UMA IMAGEM DE SANTA CATARINA,

CADA PORTA DE QUARTO UMA CORTINA,

UMA MALA DE LADO COM UM BURACO,

UM COLCHÃO DE CAPIM FEITO DE SACO

COM UMAS MANCHAS DE MIJO DE MENINO...

UM LENÇOL VELHO, FRACO, SUJO E FINO,

COSTURADO COM LINHA DE ALGODÃO

E NO PREGO UM PEDAÇO DE CORDÃO

PENDURANDO UMA IMAGEM DO DIVINO.



BACAMARTE, ESPINGARDA SOCA-SOCA,

RATOEIRA, CHIBANCA, FOICE E PÁ,

SELA VELHA, CANGALHA, CAÇUÁ,

UMA VARA COMPRIDA DE TABOCA,

UMA TUIA DE MUDA DE MANDIOCA,

UMA RUMA DE VAJENS DE FEIJÃO,

UM CHIQUEIRO NO MURO COM UM CAPÃO

E A RAPOSA DO LADO CURIANDO,

DOIS MENINOS COM OS OLHOS REMELANDO

E AS BOCHECHAS MELADAS DE CARVÃO.