JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

domingo, 28 de novembro de 2010

VERSO DE ALDO NEVES


Eu estava falando com o poeta Aldo Neves, no bar de Mixirica sobre o clima de final de ano, quando o poeta imediatamente fez:

Até o Semblante Muda
Na Pomba Branca da Paz
O Pais Abraçando os Filhos
Os Filhos Abraçando os Pais
O Ódio Perdendo Espaço
O Amor Crescendo Mais

VERSO DE FENELON DANTAS

A caridade agora é nosso assunto
A gente deve doar enquanto deve
Que depois de morrer não há quem leve
Um tostão de dinheiro que tem junto
Não há bolso pra roupa de defunto
Nem caneta pra tampa de caixão
Que Deus só cobra o pedágio dos que vão
Quando a carga da fé está vencida
Um pedaço de pão conforta a vida
D’um mendigo que sofre pelo um pão
                                                  (Fenelon Dantas)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O QUE É QUE ME RESTA FAzER MAIS?



O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS


(Josa Rabêlo)

Viajei por este mundão inteiro
Naveguei os sete mares que existe
Alegrei a quem  encontrei triste
Monte Everest, eu conquistei primeiro
Fui criador do primeiro de janeiro
Do calendário dos dias atuais
Conheço todas as florestas tropicais
Descobri o planeta de Plutão
Ensinei a Luiz fazer Baião
E o que é que me falta fazer mais?

A espada de Joana D’arc eu forjei
De Tomas Edson fui colaborador
Ensinei Rui Barbosa ser orador
Os concílios da católica organizei
Em Nicéia e Trento me formei
Pra defender esses dogmas atuais
Reuni Sacerdotes e Cardeais
Para que ao povo trouxessem sua Luz
Fiz tudo isso em nome de Jesus
E o que é que me falta fazer mais?

Já cantei em todo esse arrebol
Dei em tudo que é poeta violeiro
Ensinei a Pinto do Monteiro
Fui inventor da camisa cachecol
Para o Brasil eu trouxe Futebol
Junto a Charles Muller bom rapaz
Nesse esporte o Brasil tem bom cartaz
Tem o título de Penta-Campeão
Fui assistente do grande Felipão
E o que é que me falta fazer mais?

Do Filósofo Sócrates, Conselheiro
De Cristóvão Colombo, Capitão
Da estória de Maria e João
Escrevi e ganhei logo o primeiro
Prêmio que um poeta estrangeiro
Queria ganhar e esforçou-se até de mais
Fui tutor de Dom Pedro sofri demais
Antes dele assumir esta nação
E na empreita Bonifácio deu-me mão
E o que é que me falta fazer mais?

De Alexandre, o Grande, fui Guerreiro
Na Roma dos Césares , Senador
Do império Britânico, Opositor
E na África do Sul cheguei primeiro
Do Mahatman eu fui seu conselheiro
Ajudei esse santo até demais
A livrar seu País pregando a Paz,
Usando o diálogo e consciência
Fazendo uso da não violência
E o que é que falta fazer mais?

Com Lutter King marchei mais d”uma vez
Defendendo sua tese em questão
De lutar pelo Negro, seu irmão
Dei a ele de conselho mais de três
Mais o próprio dos conselhos se desfez
Defedendo os assuntos principais
Contra os preconceitos raciais
E até hoje o seu nome é lembrado
Grande mártir que foi assassinado
E o que é que falta fazer mais?

Naveguei com os fenícios há
Mais de dez mil anos que passô
E a Santos Dumont o inventô
D’uma máquina que andava pelo ar
Ajudei esse homem quando na
Criação do avião pra ser capaz
De entrar pra história e nunca mais
Ser esquecido devido a invenção
Batizei-o de O Pai da Aviação
E o que é que me falta fazer mais?

Quando eu descobri penicilina
Essa criação eu não patenteei
A febre amarela eu erradiquei
Fui um mestre, um às da medicina
Contra à ditadura fui pra cima
Dos palanques e passei para os jornais
Pra mulheres, fui motivos de ais
E pra minha missão ficar completa
Inventei eu de um dia ser poeta
E o que é que me resta fazer mais?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SONETO DE SEBASTIÃO SIQUERA (BEIJO)

TRANSFORMAÇÃO

 Hoje cedo um espelho me mostrava
O meu rosto bastante diferente,
Foi o tempo passando eu não notava
Mesmo tendo o espelho em minha frente.

Quando a fonte de ilusões me alimentava
Passei os anos a tudo indiferente.
Enquanto lento, o tempo passava.
deixando a tinta que o transforma a gente.

Com a distância dos meus vintes anos
E já a sombra de alguns desenganos
Porque a vida se termina assim

Com as diferenças que o início pinta
É bom que o homem na velhice sinta
Antecipadas as impressões do fim.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VERSOS DE ALDO NEVES NO ENCONTRO DA "RABELADA" SÁBADO E DOMINGO, DIAS 19 E 20 DE NOVEMBRO DE 2010

O POETA ALDO NEVES FEZ ESSA OBRA PRIMA NO ALPENDRE DA CASA, DE SÍTIO, DE TEREZINHA RABELO...


ESSE ALPENDRE POR NÓS É VISITADO
E ESSA CASA TÃO SIMPLES FICOU BELA
ONDE O VENTO PENETRA NA JANELA
LAGARTIXAS PASSEIAM NO TELHADO
ENCONTREI UMA IMAGEM DO PASSADO
ENCOSTADO A UM CHIQUEIRO DE GALINHA
E BEM PERTINHO DA PORTA DA COZINHA
A PANELA POR FOGO JÁ TINGIDA
TUDO QUANDO FAREMOS NESTA VIDA
É EM TORNO DE DONA TEREZINHA
(ALDO NEVES)

... NA CALÇADA DE DONA TEREZINHA RABÊLO FOI ASSIM...

OUTRO ENCONTRO VAI SER MUITO CUSTOSO
MISTURANDO A RESSACA COM BEBIDA
VENDO A PRAÇA ENFEITANDO A AVENIDA
E COM DIRCEU NUM DISCURSO MAJESTOSO
ELE ALÉM DE POETA É CAPRICHOSO          
E O SEU PESO DE VERSOS DEU NO MEU
UMA ESTRELA SUBIU O CÉU DESCEU
N O SEMBLANTE ENRUGADO O CHORO INVADE
E TODO MUNDO SOLUÇA COM SAUDADE
NA SÁIDA DO POVO DE DIRCEU


MOTE: FICA O DIA MAIS BONITO
            NA PRESENÇA DE DIRCEU
GLOSA: ALDO NEVES






DIRCEU JÁ NASCEU FORMADO
NAS AULAS DA NATUREZA
VENDO UM CÃO QUE AMOLA A PRESA
SENTINDO UM PEBA ENCOVADO
O VENTO ESFRIANDO O PRADO
DEPOIS QUE AMANHECEU
MEIO DIA O SOL PENDEU
E UM NAMBU DEU UM APITO
FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU

QUEM NASCEU NA MINHA TERRA
OUVIU  CHOCALHO TOCANDO
JÁ VIU VAQUEIRO ABOIANDO
PERTO DO SOPÉ DA SERRA
VENDO UM DIA QUE SE ENCERRA
E DEPOIS QUE ESCURECEU
TRAVESSOU RIO  QUE ENCHEU
PENDURADO NUM CAMBITO
FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU

DIRCEU DEIXOU SUA CAMA
PARTIU COMO VETERANO
NÃO VAI PASSAR MAIS UM ANO
SEM VIR Á TUPARETAMA
ONDE O VERSO SE DERRAMA
IGUAL COPO QUE ENCHEU
QUE O DONO LHE ESQUECEU
MAIS DEPOIS FICOU AFLITO
FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU

SONETO DE ZÉ ADALBERTO


PISTOLEIRO!!!


CEGO DE GANÂNCIA QUE TÊM COMO GUIA
O DINHEIRO SUJO SEU MAIOR TRIBUTO
ANDA ACOBERTADO PELA COVARDIA
DERRAMANDO SANGUE E ESPALHANDO LUTO

APÓS CADA ATO DE SELVAGERIA
RETORNA AO MANDANTE RECEBE E ASTUTO
SAI DE BOLSO CHEIO E DE ALMA VAZIA
DEVENDO A JESUS E SEM PAZ UM MINUTO

ÁGIL NO GATILHO, FRIO NA TOCAIA
EM SUA EMBOSCADA NÃO HÁ QUEM NÃO CAIA
NÃO É AUTUADO, MAIS MATANDO ATUA

NAS ALTAS CALADAS AGE ÁS ESCONDIDAS
FECHANDO NEGÓCIOS, PONDO PREÇOS EM VIDAS
DEUS ESTÁ SABENDO QUANTO CUSTA A SUA...

SONETO E VERSOS DE MARIANA TELES






A poetisa fez para o seu pai, Valdir Telles, esa obra prima da poesia?




Hoje eu volto meu pai,buscando abrigo
Embalada por dores e tormentos
A saudade guiando os passos lentos
Que o corpo dirige ao lar antigo

Os fracassos meu pai,voltam comigo...
Na tempestade dos antigos ventos
Onde o meu pranto lavou os momentos
Que eu desejava pai,estar contigo...

Buscando a pureza que vem dos teus braços
Manchada na tinta da cor dos fracassos
Trago minha benção,que abraçar-te vai...

Com os olhos rasos,o pranto caindo
Os lábios fechados se abrem sorrindo
Contemplando a dádiva de chamar-te: PAI .

Quando a lua desfila,eu entro em cena
Dividindo com ela o mesmo brilho
O meu corpo refém de um andarilho
Que jurou me amar,talvez por pena
Eu que a ele entreguei de forma plena
A mais santa das minhas formosuras
Rasurando os perfis das escrituras
Selpultando o silencio em meu gemido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

O cabelo hoje branco representa
O pincél prateado da idade
Uma brecha da minha mocidade
Se escondendo na casa dos setenta
Cada lua que morre,a dor aumenta
Derramando o meu pranto em doses puras
Eu que antes fui musa das costuras
Resta um bico mal feito em meu vestido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Eu não tive direito á um anél
Mas, a faixa de misse já foi minha
Eu que andei coroada por rainha
Hoje guardo a história de um bordel
O meu beijo que antes tinha mel
Eu de tanto oferta-lo fiz misturas
Que hoje em dia as bocas mais impuras
Cospem fel no meu lábio poluído
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Restam ecos de sons em meus ouvidos
Na ressaca de antigas madrugadas
O meu corpo embalado por passadas
No compasso da dor meus gemidos
Os meus sonhos morreram proibidos
Enterrados em várias sepulturas
Entre as covas que guardam antigas juras
Onde o tempo jurado foi perdido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Na poeira da santa madrugada
Quando a noite se veste de negrume
O meu corpo despido de perfume
Adormece na beira da calçada
Na frieza da brisa serenada
No orvalho das matas mais escuras
Os meus dedos desfilam ás procuras
De um pedaço de corpo ainda despido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

No altar dos pecados eu fui santa
Fiz do riso um portal pra minhas dores
Meu querer se perdeu dos meus amores
Ir buscá-lo pra mim,não adianta
Como a seca sepulta a cor da planta
A beleza morreu entre as canduras
Eu troquei a pureza nas loucuras
Num retalho de amor mal dividido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Em um templo de juras e promessas
No andor que carrega fantasias
Eu fui Eva num hedem de poesias
Uma atriz atuando em várias peças
Mas, ao fim do espetáculo as remessas
Da tristeza e do pranto fez misturas
Desenhando um capitulo de torturas
Que pra o púlblico de hoje é proibido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Quando a noite se pinta em suas cores
O meu pranto ao descer,é mais ligeiro
Sob o claro da luz de um candeeiro
Eu acendo uma restra em minhas dores
Alguns versos narrando meus amores
Aliviam as minhas desventuras
Uma dose de dor banhando as juras
E um resto de sonho não vivido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras







sábado, 20 de novembro de 2010

TUDO QUANTO EU SOFRI NA MINHA VIDA/FOI POR CAUSA DA TUA INGRATIDÃO

MOTE: TUDO QUANTO EU SOFRI NA VIDA
             FOI POR CAUSA DA TUA INGRATIDÃO
GLOSA: ALDO NEVES

Seu perfume inda está no travesseiro
E sua foto enfeitando a minha cama
Se a distância é castigo pra quem ama
Vou viver castigado o tempo inteiro
Que amor não se compra com dinheiro
Nem saudade se apaga com a mão
Todo homem que age sem razão
Ele apanha, se acalma e não revida
TUDO QUANTO EU SOFRI NA MINHA VIDA
FOI POR CAUSA DA TUA INGATIDÃO