JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
terça-feira, 30 de novembro de 2010
VERSOS DE JOSA RABELO
Temas: MÃE
Homenagem às Mães
Mãe presença Divinal
Na família o alicerce
Toda Mãe boa merece
Tudo de bom, nada de mal
No seu Amor Maternal
Possui grande coração
Não existe dimensão
Nem trena pra ser medida
É a melhor coisa da vida
Mãe não tem comparação
Ela passa aflição
Quando a gente tá doente
Fica pertinho da gente
Faz reza, faz oração,
Prepara medicação
Tráz biscoito e papa quente
E sorrindo de contente
Devido aos esforços seus
Fica agradecendo a Deus
Por não nos ver mais doente
Quando mãe chega se sente
Mais brilho no firmamento
Dá o primeiro alimento
No nascimento d’agente
Ela está sempre presente
Em qualquer situação
Se estou certo ou sem razão
Ou mesmo um condenado
Ela fica do meu lado
Nem que custe a salvação
Agradeço de coração
O que Deus já tem me dado
Ter minha Mãe do meu lado
Em qualquer situação
É grande a minha emoção
Esta homenagem prestar
A todas quero abraçar
Mães puras de boas almas
A todas eu peço palmas
VIVA AS MÃES DESTE LUGAR!
de Josemar Rabêlo de Vasconcelos
Transnordestina transforma Salgueiro
Valor Econômico - 30/11/2010
Ainda decifrando os muitos horizontes abertos pelo primeiro emprego, a estudante Cyntia Carolina de Souza, de 18 anos, só tem uma certeza imediata: quer consumir. Perguntada sobre o que vai mal em Salgueiro, cidade de 56 mil habitantes no sertão de Pernambuco, ela só se lembrou da torturante demora na conclusão das obras do primeiro shopping center local. "Estou muito ansiosa", afirmou a estudante, que trabalha há quatro meses no controle de qualidade da fábrica de dormentes de Salgueiro, com salário de R$ 792 mensais.
Para desespero de Cyntia, o Salgueiro Shopping só deve ficar pronto em novembro de 2011. O local vai abrigar uma praça de alimentação e 50 lojas, entre as quais já estão garantidas marcas nacionalmente conhecidas, como O Boticário, Americanas e Sorvetes Nestlé. "Também estou negociando com um banco internacional a instalação de uma agência, mas ainda não posso adiantar detalhes", afirmou o empresário Eugênio Muniz, que está colocando do próprio bolso 60% dos R$ 10 milhões investidos no shopping.
O empreendimento é mais uma aposta do empresário em Salgueiro, sua terra natal. Bastante conhecido na região, Muniz também é dono da varejista Tradição, que vende móveis e eletrodomésticos em 38 lojas espalhadas pelo sertão nordestino. Segundo ele, os negócios vão muito bem em todas as praças, mas é em Salgueiro que se colhe os melhores frutos. "Meu faturamento dobrou aqui nos últimos dois anos, mesmo com a chegada de redes concorrentes", relatou.
O dinamismo econômico pelo qual passa a região Nordeste, puxado pela alta vertiginosa da renda e do consumo, é singular em Salgueiro. Localizada em um ponto geograficamente estratégico do Nordeste, a cidade se transformou em um imenso canteiro de obras, com destaque para os projetos da ferrovia Transnordestina e de transposição do Rio São Francisco. "Salgueiro é o lugar onde todo mundo ganha", resume o dentista Julio Cezar Cruz, que nos últimos dois anos ganhou mais de 30 concorrentes, porém viu seu consultório aumentar os lucros em 30%.
Emancipado em 1864, o município está exatamente no cruzamento entre as movimentadas rodovias BR-232 e BR-116 e fica a menos de 600 quilômetros de todas as capitais do Nordeste, com exceção de São Luís (MA). O potencial dessa localização para o setor logístico ganhou força com a definição do traçado da Transnordestina, que colocou Salgueiro como principal entroncamento da ferrovia. A cidade será passagem obrigatória para se chegar a qualquer um dos três extremos da ferrovia, que são os portos de Suape (PE) e Pecém (CE) e o município de Eliseu Martins (PI).
Segundo o prefeito de Salgueiro, Marcones Libório de Sá (PSB), cerca de R$ 70 milhões irão para os cofres municipais neste ano, um crescimento de 52% em relação a 2009. A arrecadação com o Imposto Sobre Serviços (ISS) deve aumentar impressionantes 275%, para R$ 7,5 milhões. Com a valorização dos imóveis, o IPTU vai dobrar. "Quando assumimos, em janeiro de 2009, a receita própria representava 9% da arrecadação total. Este ano vai chegar próximo de 20%", calculou o prefeito.
O principal projeto instalado em Salgueiro é o canteiro central da Transnordestina, cujas obras estão hoje no pico de atividade. Somente a construtora Odebrecht, que toca o empreendimento na região, está empregando mais de 3 mil pessoas na cidade. Além da transposição do São Francisco, há ainda obras de uma fábrica de computadores, de uma adutora, de pavimentação de ruas, entre muitas outras. De acordo com o prefeito, cerca de 15 mil pessoas estão trabalhando em todos esses projetos.
Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam um crescimento de 102% na geração líquida de empregos em Salgueiro entre janeiro e outubro deste ano. Mais de 90% dos novos postos de trabalho com carteira assinada foram gerados no setor da construção civil, que sofre com a falta de mão de obra.
Um dos prejudicados por essa escassez é Julio Cesar Vasconcelos, de 26 anos, também natural da cidade. Após estudar Hotelaria no Recife, ele abandonou um emprego de recepcionista na capital pernambucana para ser empreendedor em sua terra natal. Há um ano e cinco meses, comanda um concorrido restaurante de beira de estrada. A primeira ampliação já está em andamento, mas a obra parou por falta de pedreiro. "Já era pra ter concluído faz tempo", queixa-se.
Animado com as oportunidades na região, ele agora quer abrir um hotel em Salgueiro, outra carência local. Reclama, no entanto, da supervalorização das terras e dos imóveis. "Há terrenos que valiam R$ 5 mil e hoje estão pedindo R$ 100 mil", conta o empresário, em um misto de perplexidade e frustração. O prefeito também está atônito: "O dono do imóvel onde fica um posto de saúde nosso quer aumentar o aluguel de R$ 600 para R$ 2 mil de uma tacada só", conta.
Feliz com a situação está Fernando Parente, único corretor de imóveis de Salgueiro, hoje com pinta de celebridade. Cauteloso em revelar números de sua ascensão na pirâmide social, ele diz que seu faturamento dobrou no último ano e meio. Hoje Fernando administra uma significativa lista de espera por imóveis para locação e compra na cidade. "O preço médio dos aluguéis triplicou. O dos imóveis comerciais também. Um ponto que era alugado por R$ 1 mil, foi recentemente alugado por R$ 6 mil", relata.
O boom imobiliário de Salgueiro vem da imensa procura das empresas com obras na cidade. Sem leitos de hotel suficientes, muitas buscam casas para acomodar seus funcionários. Diante do potencial de valorização dos imóveis, até mesmo os engenheiros que estão temporariamente morando na cidade já começaram a comprar terras nos arredores.
De acordo com o prefeito, o último levantamento feito em Salgueiro apontou para a existência de apenas 840 leitos de hotel na cidade, número deveras insuficiente para os padrões atuais, ainda mais em se tratando de acomodações mais confortáveis, voltadas aos profissionais de escalões superiores que visitam a cidade.
De olho neste nicho, a ex-professora Socorro Borba está investindo R$ 1 milhão na expansão do seu Salgueiro Plaza Hotel. O número de suítes passou de 32 para 58. "Nenhuma área do comércio em Salgueiro tem do que reclamar", garante Socorro.
Assim como os demais empresários da cidade, Socorro não acredita na existência de uma bolha em Salgueiro. Uma eventual diminuição do movimento após a conclusão das principais obras, em dezembro de 2012, já está nos cálculos. Porém, todos acreditam que o desenvolvimento veio para ficar.
A principal aposta é o projeto, já em fase inicial, de construção de uma plataforma logística multimodal, que servirá para troca de cargas entre os caminhões e os trens da Transnordestina. O "porto seco", como é chamado o empreendimento, ficará em uma área de 347 hectares e está aguardando licença ambiental para instalação do canteiro de obras.
Responsável pelo projeto, a Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper) quer criar ali um polo logístico e agroindustrial. Além da localização estratégica, o porto seco poderia atrair, por exemplo, indústrias interessadas em beneficiar os grãos que chegarão mais baratos pela ferrovia. De acordo com o presidente do órgão, Jenner Guimarães, o governo estadual está em negociações avançadas com alguns grupos que atuam no setor, porém preferiu não adiantar os nomes.
Outra prioridade é definir como será a gestão da plataforma, cujo projeto também prevê a construção de um aeroporto de cargas. O presidente da AD Diper informou que poderão ser adotados os formatos de concessão pura ou de parceria público-privada (PPP).
Postado por TERROR DO NORDESTE
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
SONETO DE GILMAR LEITE
O Jardim de uma Poetisa
À poetisa Rachel Rabelo
Os teus versos têm cores madrigais,
O perfume que exala nas campinas,
O frescor das gotículas cristalinas
Dando os beijos nas flores aromais.
As palavras têm tons angelicais
Na candura de estrofes bem divinas,
Onde o riso mais puro das meninas
São teus versos com luzes matinais.
Os sonetos que brotam do teu peito
São os lírios do sonho mais perfeito,
Exalando das pétalas teu perfume.
Ao andar no jardim dos teus poemas,
Encontramos essências de alfazemas
Com fulgores dum lindo vaga-lume.
domingo, 28 de novembro de 2010
VERSO DE ALDO NEVES
Eu estava falando com o poeta Aldo Neves, no bar de Mixirica sobre o clima de final de ano, quando o poeta imediatamente fez:
Até o Semblante Muda
Na Pomba Branca da Paz
O Pais Abraçando os Filhos
Os Filhos Abraçando os Pais
O Ódio Perdendo Espaço
O Amor Crescendo Mais
VERSO DE FENELON DANTAS
A caridade agora é nosso assunto
A gente deve doar enquanto deve
Que depois de morrer não há quem leve
Um tostão de dinheiro que tem junto
Não há bolso pra roupa de defunto
Nem caneta pra tampa de caixão
Que Deus só cobra o pedágio dos que vão
Quando a carga da fé está vencida
Um pedaço de pão conforta a vida
D’um mendigo que sofre pelo um pão
(Fenelon Dantas)
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O QUE É QUE ME RESTA FAzER MAIS?
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS
(Josa Rabêlo)
Viajei por este mundão inteiro
Naveguei os sete mares que existe
Alegrei a quem encontrei triste
Monte Everest, eu conquistei primeiro
Fui criador do primeiro de janeiro
Do calendário dos dias atuais
Conheço todas as florestas tropicais
Descobri o planeta de Plutão
Ensinei a Luiz fazer Baião
E o que é que me falta fazer mais?
A espada de Joana D’arc eu forjei
De Tomas Edson fui colaborador
Ensinei Rui Barbosa ser orador
Os concílios da católica organizei
Em Nicéia e Trento me formei
Pra defender esses dogmas atuais
Reuni Sacerdotes e Cardeais
Para que ao povo trouxessem sua Luz
Fiz tudo isso em nome de Jesus
E o que é que me falta fazer mais?
Já cantei em todo esse arrebol
Dei em tudo que é poeta violeiro
Ensinei a Pinto do Monteiro
Fui inventor da camisa cachecol
Para o Brasil eu trouxe Futebol
Junto a Charles Muller bom rapaz
Nesse esporte o Brasil tem bom cartaz
Tem o título de Penta-Campeão
Fui assistente do grande Felipão
E o que é que me falta fazer mais?
Do Filósofo Sócrates, Conselheiro
De Cristóvão Colombo, Capitão
Da estória de Maria e João
Escrevi e ganhei logo o primeiro
Prêmio que um poeta estrangeiro
Queria ganhar e esforçou-se até de mais
Fui tutor de Dom Pedro sofri demais
Antes dele assumir esta nação
E na empreita Bonifácio deu-me mão
E o que é que me falta fazer mais?
De Alexandre, o Grande, fui Guerreiro
Na Roma dos Césares , Senador
Do império Britânico, Opositor
E na África do Sul cheguei primeiro
Do Mahatman eu fui seu conselheiro
Ajudei esse santo até demais
A livrar seu País pregando a Paz,
Usando o diálogo e consciência
Fazendo uso da não violência
E o que é que falta fazer mais?
Com Lutter King marchei mais d”uma vez
Defendendo sua tese em questão
De lutar pelo Negro, seu irmão
Dei a ele de conselho mais de três
Mais o próprio dos conselhos se desfez
Defedendo os assuntos principais
Contra os preconceitos raciais
E até hoje o seu nome é lembrado
Grande mártir que foi assassinado
E o que é que falta fazer mais?
Naveguei com os fenícios há
Mais de dez mil anos que passô
E a Santos Dumont o inventô
D’uma máquina que andava pelo ar
Ajudei esse homem quando na
Criação do avião pra ser capaz
De entrar pra história e nunca mais
Ser esquecido devido a invenção
Batizei-o de O Pai da Aviação
E o que é que me falta fazer mais?
Quando eu descobri penicilina
Essa criação eu não patenteei
A febre amarela eu erradiquei
Fui um mestre, um às da medicina
Contra à ditadura fui pra cima
Dos palanques e passei para os jornais
Pra mulheres, fui motivos de ais
E pra minha missão ficar completa
Inventei eu de um dia ser poeta
E o que é que me resta fazer mais?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
SONETO DE SEBASTIÃO SIQUERA (BEIJO)
TRANSFORMAÇÃO
Hoje cedo um espelho me mostrava
O meu rosto bastante diferente,
Foi o tempo passando eu não notava
Mesmo tendo o espelho em minha frente.
Quando a fonte de ilusões me alimentava
Passei os anos a tudo indiferente.
Enquanto lento, o tempo passava.
deixando a tinta que o transforma a gente.
Com a distância dos meus vintes anos
E já a sombra de alguns desenganos
Porque a vida se termina assim
Com as diferenças que o início pinta
É bom que o homem na velhice sinta
Antecipadas as impressões do fim.
Hoje cedo um espelho me mostrava
O meu rosto bastante diferente,
Foi o tempo passando eu não notava
Mesmo tendo o espelho em minha frente.
Quando a fonte de ilusões me alimentava
Passei os anos a tudo indiferente.
Enquanto lento, o tempo passava.
deixando a tinta que o transforma a gente.
Com a distância dos meus vintes anos
E já a sombra de alguns desenganos
Porque a vida se termina assim
Com as diferenças que o início pinta
É bom que o homem na velhice sinta
Antecipadas as impressões do fim.
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