JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
POETA NENEM PATRIOTA
Uma crônica de Ademar Rafael.
Extraída do blog de Alexandre Morais [Cultura e coisa tal]
Em recente entrevista para Fernando Pires e Luciano Bezerra, o poeta Diomedes Mariano afirmou que a maior certificação de um cantador é fazer uma cantoria em Itapetim e ser convidado para fazer outra.
A esta sábia assertiva do amigo Dió, acrescento: “A maior certificação de um poeta e ter versos de sua autoria recitados por Nenen Patriota”. Nenen nasceu em Itapetim e sua estreita “tarrafa crítica” retém somente o que é bom. Um verso que por ele for aprovado caminha sozinho pelo mundo.
Os eventos culturais que carregam consigo a impressão digital de Nenen Patriota são sinônimos de sucesso e perenidade. A fórmula utilizada por ele tem ingredientes próprios, constituem uma marca.
Neste ano Nenen publicou “Casebres, Castelos e Catedrais”, obra esta que alcança o mesmo patamar de “Carne e Alma” do seu conterrâneo Rogaciano Leite e “Palavras ao Plenilúnio”, de João Batista de Siqueira – Canção.
Além de ser uma obra poética de alto nível é didática em “Desvendando a história/A história desvendada”, é patriótica em “Pernambuco; Nação cultural”, é auto-afirmativa em “Viagem Condoreira”, é mundial em “Arquitetos de bravura”, é solidária em “A essência de um andarilho”, é imortal em “Meus imortais”, é filosófica em “Nega-te a ti mesmo”, finalmente é tudo em tudo.
A crônica poética “Charles, meu irmão” Nenen não escreveu apenas com o coração, fez da cada palavra uma artéria, de cada frase uma veia e do conjunto um sistema circulatório imaterial. Os astros conspiram em favor do autor, o conteúdo tira-nos da dor da perda do colega e do amigo e transporta-nos para um campo onde pode habitar exclusivamente a paz e o amor.
Somente um poeta da grandeza de Nenen Patriota poderia reunir em torno de um projeto pessoas como Mirian Correia, Sheila Patriota Leite, Margarida Silva, Geraldo Bezerra Júnior, Vinícius Gregório, Mário Leite Gomes Júnior, Helder Piancó, Pirraia e Tôta. Os textos inseridos no livro são oriundos da alma de cada autor, transitam em outra esfera.
Caro amigo Nenen, tenho absoluta certeza que o Pajeú, nas suas incontáveis madrugadas poéticas, vai à obra “Onde tu tá Neném”, de Luís Bandeira, extrai “... Tenho tantas frases pra te agradar...” e balbucia exclusivamente para você.
"QUEM NÃO CHORA, NÃO MAMA! ANUNCIADA OPERAÇÃO TAPA-BURACOS NAS PEs DO PAJEÚ/MOXOTÓ
| GOVERNADOR DETERMINA TAPA BURACO NAS PEs SERTANEJAS |
Segundo o secretário, dado o esgotamento do tempo de vida útil dessas rodovias (média de 30 anos), todas elas serão refeitas. Mas enquanto não se faz a licitação para refazê-las, a solução é o “tapa-buraco”. A “operação” deverá ter início na próxima segunda-feira por meio do distrito rodoviário do município de Sertânia. A informação é do blog de Inaldo Sampaio. |
Por Nill Júnior EM TEMPO: SE NÃO REALIZAREM A OPERAÇÃO TAPA-BURACOS, ESTAREMOS A POSTOS PARA COLOCAR A "BOCA NO TROMBONE" Josa Rabêlo |
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
DEVOLVA MEU VIOLÃO!!!
O poeta Paulo Rabêlo pede ao poeta Hércules Nunes que devolva-lhe o violão:
Devolva Meu Violão
Não quero a voz que ecoou
Rebentando uma ferida
Não quero a lagrima caída
Que o pé da mesa ensopou.
Não quero quem magoou
Este pobre coração,
Nem quero que a solidão
Sirva de métrica em meu verso
Mas humildemente peço
Devolva me Violão
Um professor sem escola
Agnaldo sem seu grito
Um juiz sem ter apito
Um craque sem sua bola
Um mendigo sem esmola
Da Vinci sem sua mão
Um namoro sem paixão
Motorista sem estrada
Herculino sem bicada
Sou eu sem meu violão
Tenho pedido a Jesus
Que a droga saia do trilho
E mãe que perdeu seu filho
Lhe mostre um pouco de luz
Rezado pra o Santa Cruz
Sair desta humilhação.
Que toque seu coração
E que a divina providencia
Mexa em sua consciência
E devolva meu violão
Pra que prego sem martelo
Pra que poeta sem glosa
Pra que enxada pra Josa
Princesa sem ter castelo
Rapadura pra banguelo
Pra que Mauro com tostão
Pra que reza para o cão.
Mesmo sem ter serventia
Esqueça da covardia
E devolva meu violão.
“ peço ao meu cantor perfeito
Meu parceiro, meu irmão
Já que o figo não tem jeito
Devolva meu violão.
Paulo Rabelo. 03/08/2011.
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