JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

VEIA POÉTICA FEMININA



É preciso extrair a pura essência
Existente em nós e em nossas vidas,
Pois assim sentiremos resistência
Ao encontrarmos sensações perdidas.

Enxergar o escuro em transparência,
Ouvir o som nas notas produzidas.
Saciar o sabor da existência,
Cheirar a luta nas canções contidas.

Tocar a alma, a forma, o instrumento.
Amar a vida, a fé e o sentimento,
Que é necessário para prosseguir…

Pois, se não houver sonhos construídos,
Qual o sentido em ter os sentidos
E não usá-los pra saber sentir?

Isabelly Moreira - São José do Egito
Postado por Kerlle de Magalhães

ALERTA TUPARETAMA, SAO JOSÉ, BREJINHO E ITAPETIM!!! VAMOS FAZER O MESMO!!!!

PROTESTO BLOQUEIA PE-90 EM VERTENTES

Por volta das 05h00min desta segunda-feira, dia 05 de setembro, a PE-90 - no trecho que passa pela cidade de Vertentes, no agreste de Pernambuco, foi bloqueada por um protesto articulado por moradores da área.
Os manifestantes pedem melhorias na pista. Para fechar a via, eles atearam fogo em pneus. Segundo os moradores, a PE-90 está cheia de buracos e por isso vários acidentes estavam acontecendo no local.
Além de dar acesso a Vertentes, a pista também liga as cidades de Toritama e Frei Miguelinho, ambas no agreste do Estado.
Do: Jornal Agreste Notícia


"QUALQUER SEMELHANÇA COM A PE 275 NÃO É MERA COINCIDÊNCIA".
Josa Rabêlo

8º BALAIO CULTURAL DE TUPARETAMA






























quarta-feira, 7 de setembro de 2011

VERSOS E SONETOS

NO DEVOLVA O VIOLÃO...


No tocante ao instrumento
Cante seresteiro amigo
E amenize o castigo
Que um dos hálibes é sentimento
Romantismo é o argumento
Pra que no meio dessa ação
O Doutor diga: Oh cidadão
A decisão é sensata
Toque e faça serenata
Não devolva o violão 
 (Poeta José Queiroz)


Já sentado na cadeira do ancião
Vejo a sombra da velhice que chegou
Expulsando a juventude que voou
Na passagem do impetuoso furacão
 E hoje em dia quem olhar minha feição
Ver que o tempo agiu sem piedade
Porque as Rugas o que contam na verdade
 São capítulos de uma vida que passou
 Veio o vento veloz e desmanchou
O cenário da minha mocidade


Mote: Vanja Rodrigues
Glosa: Poeta José Queiroz

<<< Estrofe do Dia >>>
Canto a chuva de janeiro,
brisa fria, vento brando,
e um galo preto cantando
no palanque  do poleiro,
o menino no terreiro
correndo atrás da menina,
e a mãe com a vara fina
correndo atrás pra açoitar;
quando falta o que cantar
a natureza me ensina.
–Louro Branco/CE–
<<< Soneto do Dia >>>
A CASA DO POETA.
–Odir Milanez da Cunha/PB– 
Uma casa de verde ensombreada.
entre sebes de flores, sem cancelas,
sem posseiro, sem porta e sem janelas.
De móveis muito pouco, um quase nada.

 
A mesa, de madeira descorada,
seis cadeiras, um centro, algumas velas,
a cozinha, sem fogo e sem panelas,
um quarto, e uma cama abandonada.

 
Sobre a mesa, recados enfadonhos,
amarfanhados livros e panfletos,
escritos vários, lentos e tardonhos.

 
Aparentando vãos e obsoletos,
os seus espaços abarrotam sonhos.
A casa está repleta de sonetos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DEVOLVA, DEVOLVA NÃO!!

Não pensei que um militar
Fosse fazer o que fez
Me enganei desta vez
Por isso vou comentar
Que ele pode roubar
Assim digo com afinco
O meu violão sumiu
E o militar infringiu
O artigo um cinco cinco

Às vezes fico pensando
Se devolvo o violão
Porém temo a solidão
Chegar me atormentando
Quando estou nele tocando
Eu ameniso a saudade
Me vem a tranquilidade
Dando paz ao coração
Não devolvo o violão
Nem perdendo a Liberdade
 (Sebastião Siqueira, Beijo)

Pode ser que me falte piedade
Pois a "briga" está fora dos padrões
Sei também que a nossa amizade
Vale mais que 300 violões
Mas não quero causar desilusões
Se um dia entregar o violão
Como fica os poetas de plantão?
Janio, Josa, Aluísio, Hélio Ferreira...
... Resolví continuar com  a brincadeira
Insistindo: eu não vou devolver não!

(Hércules Nunes, herdeiro "por livre e expotânea pressão" do violão)

 Amizade tão pura e verdadeira
No meu ver ela só tende aumentar
Não vai ser por questão de ciumeira
Que ela vá vir um dia se acabar
Então Paulo, trate de se conformar
De uma vez, cuide logo em abrir mão
E pra tu é só mais uma separação
Que você vai botar na sua sacola
Meu conselho é que arranje outra viola
Que esse aqui, ele num volta mais não!!! 

(Janio Leite)

domingo, 4 de setembro de 2011

TEMA DA SEMANA AOS POETAS DE PLANTÃO

MOTE: RESTA UM PALCO PRA EU CANTAR SAUDADE
              NO ALPENDRE DA CASA DE MEUS PAIS
                                (VANJA RODRIGUES)


Minha infância, tão bela e tão saudosa
Que a passagem do tempo carregou
Meu castelo de sonhos derrubou,
D’uma forma cruel e desastrosa
Uma canção de tão melodiosa
Vem lembrar meus irmãos e nunca mais
Se escuta escorados nos portais
Uma frase de amor e de verdade
Resta um palco pra eu cantar saudade
No alpendre da casa de meus pais.
(Josa Rabêlo)


RESTA UM PALCO PRA EU CANTAR SAUDADE
NO ALPENDRE DA CASA DOS MEUS PAIS

Ainda vejo o meu pai lá no terreiro
Quando ele tirava da memória
Uma pilhéria, um conto, uma estória
Sob a lua ou na luz de um candeeiro
De um rei, dum príncipe ou dum guerreiro
Ainda lembro as estórias nos quintais
De tão longe, dos tempos medievais
Vem meu tempo de sonho e tenra idade
Resta um palco pra eu cantar saudade
No alpendre da casa dos meus pais



Nas estórias de lutas de um vaqueiro
Ainda vejo as sobras do passado
Quando eu olho defronte lembro o gado
Descansar na sombra de um juazeiro
Lembro ainda do cachorro trigueiro
Que corria também com os animais
Na batida das cancelas dos currais
Ouço o aboio do tempo sem maldade
Resta um palco pra eu cantar saudade
No alpendre da casa dos meus pais


Petrolina/PE, 04.09.2011
Hélio Ferreira
                              

FRASE DA SEMANA

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente". 
(Soren Kierkegaard)

POETA DA SEMANA


Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu

Os caminhos que escolhi
As curvas são sinuosas
As retas são perigosas
Nas mesmas eu mim perdi
De chorar já desisti
Pois isso nada valeu
Meu lamento emudeceu
Pela mágoa sufocado
Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu . 

As decisões que tomei
Sempre ouvi o coração
Deixei de lado a razão
Foi só por isso q’errei
Mas só agora é que sei
Tudo o que aconteceu
Não foi dado o q’era meu.
Quando deviam ter dado
Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu.

O meu projeto de vida
Fui obrigado a mudar
Tendo que antecipar
A hora da despedida
Contendo a lágrima caída
Vertida do pranto meu
Foi o que a vida mim deu
Por ter o caminho errado
Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu.

Pra sorrir falta motivo
Mas sobra se é pra chorar
Tentando o choro ocultar
É dessa forma que eu vivo
A vida mim fez cativo
O tempo bom se escondeu
O prazer desapareceu
Deixando o pranto ocultado
Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu .

Confiei em quem jamais                            
Devia ter confiado
Hoje estou sendo cobrado
Um juro alto demais
De pagar sou incapaz
Reclamar nada valeu
Quem se fez amigo meu
Melhor se fosse intrigado
Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu

Os sonhos da juventude
Perdi ao longo dos anos
Alterei todos os planos
Só fui até onde pude
Sem ter a mesma saúde
Nem meu suposto apogeu
Será o futuro meu
Prestar conta do passado
Meu choro hoje é calado
Só quem escuta sou eu.

(Poeta Pedro Rabêlo)