JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

POETA GILMAR LEITE

Poema inédito para deguste do paladar sensível
Abraços
Gilmar Leite
 
       Delírios Campesinos

No jardim delicado da natura
Onde a vida se expressa com leveza
Um aroma com lívida destreza
Mostra o mundo da forma mais pura
Cada flor sobre a cama da candura
Oferece o seu corpo virginal
Recebendo um abraço natural
Do sereno com toques pequeninos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

Lindos cálices das flores matinais
Formam poços do liquido perfume
Quando é noite o pequeno vaga-lume
Tomam banhos nas águas de cristais.
Colibris fazem vôos divinais
Sobre os lírios de forma magistral
Vê-se um mundo na luz fenomenal
Ofertando seus toques mais grã-finos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

Borboletas de cores encantadas
Sobre os lírios dão beijos delicados
As essências escorem pelos prados
Como fossem levezas de mil fadas.
Lindas flores são todas conquistadas
Ofertando um desejo genital
Até mesmo o tristonho bacurau
Fica alegre e feliz como os meninos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

As abelhas em bandos coloridos
Se escondem sob o cálice das flores
No cantinho praticam mil amores
Demonstrando o prazer pelos gemidos.
As sementes despertam estampidos
Expressando o seu canto divinal
A natura se estende num varal
Revelando mil sonhos cristalinos
O perfume dos lírios campesinos
Tem essências de um ser angelical.

                                  Gilmar Leite
 

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

POETA ALDO NEVES

Mote: Verediano da Serrinha
Glosas: Aldo Neves

O desgosto foi tanto que chorei
Vendo as plantas na roça se acabando
O feijão da vazante está muchando
As batatas também não arranquei
Cinco quilos de milho que eu plantei
Não chegou a soltar nem o pendão
E muito pouco mostrou o esporão
Entre as brechas do risco do arado
Seca a palha do milho bonecado
Na quentura do fogo do verão

Hora triste que eu sei é pra o vaqueiro
Vendo a vaca com fome já caída
Um bezerro berrando na bebida
Um restante de lama com mal cheiro
Sem ter água no fundo d'um barreiro 
A parede Marcada com um rachão
A boiada berrando sem ração
E o fantasma da seca do seu lado
Seca a palha do milho bonecado
Na quentura da fogo do verão

Sertanejo faz vez de andarilho
Sente o vento da seca lhe empurrando
Numa chuva de pranto se molhando
Vendo o sol apagando o último brilho
Lá curva ele acena pra o seu filho
Que ficou lhe olhando do portão
A saudade preenche o matulão
E pelo homem sem sorte é carregado
Seca apalha do milho bonecado
Na quentura da fogo do verão

terça-feira, 11 de outubro de 2011

LIVROS DE POESIA À VENDA!!!!

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MOACIR QUEIROZ

CORPO DE MOACIR QUEIROZ É VELADO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA
 
Acontecerá hoje às cinco da tarde no Cemitério São Judas Tadeu o sepultamento do comerciante Moacir Queiroz, que faleceu ontem à tarde vítima de um infarto fulminante. O corpo está sendo velado no início da Rua Gustavo Fittipaldi, em Afogados da Ingazeira.
Em atividade no ramo de supermercados há vários anos, Moacir era pai dos também comerciantes "Júnior Queiroz" e Fabiano Queiroz. Moacir estava trabalhando quando sofreu o infarto. Foi levado às pressas para a Casa de Saúde e de lá levado para o Hospital Regional Emília Câmara, onde já chegcir e queou sem vida. A Rede do Povo, rede de supermercados da cidade decretou luto.
 
 
Por Nill Júnior
 
O Blog do Josa Rabêlo e Família lamenta a morte do comerciante Moacir Queiroz e solidariza-se à família enlutada.
Este blogueiro residiu seis anos em Afogados da Ingazeira e era freguês de Moacir Queiroz, tendo recibido bom atendimento e atenção durante esse período.
Postado por Josa Rabêlo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MAIS UM MOTE AOS POETAS DE PLANTÃO

Se eu nunca soubesse disso
era feliz sem saber*
Mote e Glosas: Ismael Gaião
Amigos, poetas glosadores, eis um mote que criei para expor algumas de minhas indignações. Para começar, fiz essas duas modestas estrofes e espero que vocês façam suas pérolas poéticas neste mesmo mote.
Vi juízes condenados,
Por atitudes malinas,
Ao seduzirem meninas
Em troca de alguns trocados.
Porém esses magistrados,
Nunca mais irão sofrer,
Pois passaram a receber
Sem prestar nenhum serviço…
“Se eu nunca soubesse disso.
Era feliz sem saber.”
Corruptos e ilegais,
Com suas fichas extensas,
Vendedores de sentenças,
Pra gangs e marginais.
Ganham doze mil mensais
Só pra viver de lazer
E a gente no desprazer
É quem paga tudo isso…
“Se eu nunca soubesse disso
Era feliz sem saber.”
 
* Publicado no Jornal da Besta Fubana (www.luizberto.com), em 09 de outubro de 2011, na coluna Colcha de Retalhos.

É muito difícil a gente
Lidar com o nosso irmão
Porque a ingratidão
Nos fere maldosamente
Não há quem fique contente
Quando maltratam você
Inda mais sem merecer
Passar por tudo isso
"Se eu nunca soubesse disso
Era feliz sem saber."
(Josa Rabêlo)


9º BALAIO CULTURAL

A 9ª Edição do Balaio Cultural de Tuparetama foi um verdadeiro sucesso. Muitos apologistas, declamadores de todas as idades, atrações musicais e uma platéia entusiástica acompanhando tudo com muita atenção.
Simplicidade, carinho e amor à cultura foram pontos predominantes na noitada Poética Cultural.















FOTOS DO BLOG TÁRCIO VIU ASSIM 2

domingo, 9 de outubro de 2011

FRASE DA SEMANA

"Não é nossa condição social, mas a qualidade de nossa alma que nos torna felizes."
(Voltaire)

POETA ALUÍSIO LOPES

QUASE GEMENDO CANTAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                        I
FOI NAQUELA VEZ PRIMEIRA
NAQUELA SALA MODESTA
NÃO ERA CLIMA DE FESTA
NÃO SERIA A DERRADEIRA  
NUMA NOITE, APÓS A FEIRA                                                      SEM LUAR, SEM VIOLÃO
FALANDO QUASE EM CANÇÃO
DOLENTE, A VOZ  SOLFEJAVA
QUASE EM GEMIDOS CANTAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                        II
LEMBRO QUE PAUSADAMENTE
GLOSAVA O MEU MENESTREL
A VOZ DOCE, IRMÃ DO MEL
SINGULAR GESTO PRESENTE
DA VAIDADE AUSENTE
MAS PERTO DO CORAÇÃO
NO PALCO DA EMOÇÃO
UMA GOTA ACORTINAVA
QUASE EM GEMIDOS CANTAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                      III
TUDO FOI TÃO DE REPENTE
NO DESVENDAR DO MISTÉRIO
SEIS HORAS NO CEMITÉRIO
UM SABIÁ TRISTEMENTE
EM OUTRA FEITA, PRESENTE
COPO TREMENDO NA MÃO
VOZ EMBARGADA AO REFRÃO
UM ÉBRIO AO LADO CHORAVA
QUASE EM GEMIDOS CANTAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                    VI
AVE CANORA LATEJA
A VEIA DO SEU PESCOÇO
DO BOLSO PUXA O ESBOÇO
OS OLHOS NELE, CRAVEJA
NOSSOS CORAÇÕES, DARDEJA
PASSAGENS D’OUTRA ESTAÇÃO
DECANTAVA EM PRECISÃO
CHORANDO, O PAPEL MOLHAVA
QUASE EM GEMIDOS CANTAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                        V
ANOITE VAI SE ESVAINDO
A TOSCA LUZ SE AQUEBRANTA
A CRIANÇA SE ENCANTA
O  QUADRO VAI PRODUZINDO
O PENSAMENTO FUGINDO
SE APROXIMA DO BALCÃO
PEQUENINO, PÉS NO CHÃO
AQUELE POETA OLHAVA
QUASE EM GEMIDOS CANTAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                     VI
A TEZ QUASE ORIENTAL
OS OLHOS ÉBRIOS DE PAZ
NO SEU RECLAME ELE TRAZ
O SABIÁ PRO QUINTAL
FALA EM DEUS E NUM  PORTAL
DA MÃE DE CRISTO, A MISSÃO
QUE O DE  BOM CORAÇÃO
A GLÓRIA ETERNA ALCANÇAVA
AGORA ELE SOLUÇAVA...
NOSSO PÁSSARO CANCÃO
                         VII
E... MUITO BEM, MUITO BEM!
DIZIA O GÊNIO INOCENTE
COM CUIDADO, DULCEMENTE
PRA NÃO MALTRATAR ALGUÉM
SE POR ACASO TAMBÉM
UMA PESSOA EM QUESTÃO
MOSTRASSE ESCRITO OU CANÇÃO
COM A CABEÇA APROVAVA
E TUDO BONITO ACHAVA
NOSSO PÁSSARO CANCÃO

Aluisio Lopes, 07 de Outubro de 2011 

 ( a primeira vez que vi o poeta)

POETAS DA SEMANA

Repente tecnológico para seu deleite


A letra desta peça raríssima, obra da dupla de repentistas 'Os Nonatos', composta por Raimundo Nonato, da Paraíba, e Nonato Costa, cearense foi a vencedora do Desafio de Cantadores em 2005. Eis então o inusitado e criativo decassílabo cujo mote é 'O planeta movido a internet é escravo da tecnologia'.

O PLANETA MOVIDO A INTERNET É ESCRAVO DA TECNOLOGIA

O visor como tela de TV,
O teclado acessível como book
Pra maiúsculo ou minúsculo é Caps 'Look' (Lock)
Pra mandar imprimir é Control P
Com o micro'' Sansung e LG
E os programas que a Apple financia
A indústria da datilografia
Nunca mais vai fazer máquina Olivetti
E o planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Quem se pluga em milésimo de segundo
E se conecta ao portal e seus asseclas
Basta apenas tocar numa das teclas
Que o visor nos transporta a outros mundos
Desde a terra dos solos mais fecundos
Ao espaço onde o vácuo se inicia
Quem formata depois cola,  copia
E prende o mundo na grade de um disquete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

A indústria se autodestruindo
Descartou o compacto e LP
Veio o surto da febre do CD  
Mal chegou e já está saindo
MD não há mais ninguém pedindo
Nu''a DAT gravar ninguém confia
Fita BASF tem pouca serventia
E ninguém quer mais nem ver videocassete
E o planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Brasil SAT é mais uma criação
Que nos nossos vizinhos deu insônia
O Sivam espiona a Amazônia
Evitando que haja outro espião
É por via satélite a transmissão
Que não tem transmissão por outra via
Uma antena seqüestra a sintonia
Pra DirecTV, Sky e Net
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Transatlânticos no mar fazem cruzeiros
E pelos micros das multinacionais
Hoje tem conferências virtuais
Com os executivos estrangeiros
O email é correio sem carteiros,
Tanto guarda mensagem como envia
Os robôs usam chip e bateria
E videogame é brinquedo de pivete
E o planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Cibernética na prática e no papel
Deixa os seres online e ganham IBOPE
Com Word tem Palm e laptop
E ainda mais PowerPoint e Excel
É possível quem mora em Israel
Pelo Messenger teclar com a Bahia
Se os autômatos ganharem rebeldia
Tenho medo que a máquina nos delete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Pra prever terremotos e tufões
Os sismógrafos têm números numa escala
E o trem-bala é veloz como uma bala
Numa linha arrastando dez vagões
No Japão e na China as construções
Já suportam tremor e ventania
Torre, ponte, edifício, rodovia
São perfeitos do jeito da maquete
E o planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Nosso pouso na lua foi suave,
Um robô foi a Marte e se deu bem
Estão querendo ir ao Sol, mas o Sol tem
De calor um problema muito grave
Mas a NASA não tem espaçonave
Que suporte essa carga de energia,
Se for feita de fibra, se desfia,
E de alumínio o monstrengo se derrete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia


Motorola trocou técnica e conselho,
Nokia e Siemens galgaram patamares
Já estão fora de moda os celulares
que têm câmera e visor infravermelho
Reduzindo o tamanho de aparelho,
A Pantech fez mais do que devia
Que a memória de um chip não podia
ser mais grossa que a lâmina de um Gillete
E o planeta movido a internet
É escravo da tecnologia                                
           
Hoje a Bombardier não fere as leis
e a Embraer mãe de Sênecas e Tucanos
Invísivel aos radares há dois anos,
já existe avião que a Sukhoi fez
É da Nasa o XA-43
que voando tem mais autonomia
Um piloto automático opera e guia
O Airbus e o 747
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia