Meus olhos lagrimejando
Feito chuva à madrugada
E um pedinte na calçada
Suas moedas contando
Pediu a quem foi passando
Que de manhã prometeu
Mas a tarde se esqueceu
De quem estava sentado
Meu choro agora é calado
Só quem escuta sou eu
(Aldo Neves)
cansei de pedir ajuda
a quem não quer ajudar
prefiro me conformar
a minha sorte não muda
espero que não me iluda
e esqueça o que aconteceu
minha esperança morreu
meu luto ta decretado
meu choro agora é calado
só quem escuta sou eu
(Dekiane)
Eu guardei dentro do peito
Um alguém que eu queria
O seu amor eu pedia
Mas depois vi foi sem jeito
Sem querer hoje eu aceito
Porque o destino é meu
Meu coração já sofreu
Mas o amor foi enterrado
Meu choro agora é calado
Só quem escuta sou eu
(Janio Leite)
JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
VERSOS DO POETA WELLINGTON VICENTE
MARCAS
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
(Mote de Bira Marcolino)
As torres da minha infância
Já se perderam de vista
Uma nuvem saudosista
Aumenta mais minha ânsia
Com tamanha relevância
Que em tal situação
Vou buscar na oração
Cura pra senilidade
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
A minha mente inda guarda
As imagens do passado
Do meu sertão adorado
Que ficou na retaguarda
Cabeleira, outrora parda,
Hoje parece algodão.
Só a minha inspiração
Aumentou mais da metade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
A saudade, moça branca,
Acoitou-se no meu peito
Fechando a porta dum jeito
Que não tem quem quebre a tranca.
Só a poesia franca
Percebe a minha aflição
A rima, com seu condão,
Mantém minha liberdade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho-RO, 1° de agosto de 2010.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
SHOW DE LOSTIBA NO PARADA OBRIGATÓRIA, DIA 01/08/2010 - POSTAGEM EM CONSTRUÇÃO
PEDRO PETRÔNIO & TATAINA RABÊLO
ESTE BLOGUEIRO & ESPOSA
COMPADRE KLEBER GOMES & COMADRE NARA
ESTE BLOGUEIRO, COMPADRE CID JEAN E COMPADRE KLEBER GOMES
ESTE BLOGUEIRO E SEU FILHO DANNILO RABÊLO

LOSTIBA O MAIOR SERESTEIRO DO BRASIL
MAIS UM FLASH DOS AMIGOS
ANA CLARA DE COMPADRE KLEBER E COMADRE NARA
CICI DE FELIPE, GORETE E AMIGA
GALERA CURTINDO NA CALÇADA DO BAR
PEDRO PETRONIO COM A MÃO ERGUIDA, NARA, ANINHA E COMPADRE KLEBER
CRÔNICA DE ROSANA JATOBÁ
Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos. ..
Rosana Jatobá
Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN
sábado, 31 de julho de 2010
OBRA PRIMA DO POETA ZÉ DE MARIANO - TABIRA - PE
CONQUISTA DE POBRE
Zé de Mariano:
UMA CASA DE TAIPA, UM CANDEEIRO
LAMBUZADO DE GÁS, UM TAMBORETE,
UMA FOICE, UMA FACA E UM TRINCHETE,
UM PEDAÇO DE FUMO E UM TABAQUEIRO,
UMA PORCA FUÇANDO NO TERREIRO,
UM CACHORRO LATINDO NO OITÃO,
UMA GATA OU UM GATO BEM LADRÃO,
DESCOBRINDO A PANELA DE XERÉM,
PRA ROUBAR A METADE DO QUE TEM
NA COZINHA DA CASA DE SEU JOÃO.
CADA CANTO DA SALA UMA ARMADOR
COM UMA REDE FUBENTA PENDURADA,
O MARTELO DOS RESTOS DE UMA ENXADA,
UMA LATA DE ZINCO E UM CAVADOR.
A IMAGEM PINTADA DO SENHOR;
TEM UM RÁDIO DE PILHA E UM ‘ATAJÉ’,
UM ANZOL DE TRAÍRA E UM JERERÉ
PENDURADO NO CAIBRO DA CHOUPANA,
UMA MESA DE TÁBUA DE UMBURANA
E UMA CUIA QUEBRADA DE CUITÉ.
TEM UM POTE COBERTO COM UM PRATO,
UMA IMAGEM DE SANTA CATARINA,
CADA PORTA DE QUARTO UMA CORTINA,
UMA MALA DE LADO COM UM BURACO,
UM COLCHÃO DE CAPIM FEITO DE SACO
COM UMAS MANCHAS DE MIJO DE MENINO...
UM LENÇOL VELHO, FRACO, SUJO E FINO,
COSTURADO COM LINHA DE ALGODÃO
E NO PREGO UM PEDAÇO DE CORDÃO
PENDURANDO UMA IMAGEM DO DIVINO.
BACAMARTE, ESPINGARDA SOCA-SOCA,
RATOEIRA, CHIBANCA, FOICE E PÁ,
SELA VELHA, CANGALHA, CAÇUÁ,
UMA VARA COMPRIDA DE TABOCA,
UMA TUIA DE MUDA DE MANDIOCA,
UMA RUMA DE VAJENS DE FEIJÃO,
UM CHIQUEIRO NO MURO COM UM CAPÃO
E A RAPOSA DO LADO CURIANDO,
DOIS MENINOS COM OS OLHOS REMELANDO
E AS BOCHECHAS MELADAS DE CARVÃO.
Zé de Mariano:
UMA CASA DE TAIPA, UM CANDEEIRO
LAMBUZADO DE GÁS, UM TAMBORETE,
UMA FOICE, UMA FACA E UM TRINCHETE,
UM PEDAÇO DE FUMO E UM TABAQUEIRO,
UMA PORCA FUÇANDO NO TERREIRO,
UM CACHORRO LATINDO NO OITÃO,
UMA GATA OU UM GATO BEM LADRÃO,
DESCOBRINDO A PANELA DE XERÉM,
PRA ROUBAR A METADE DO QUE TEM
NA COZINHA DA CASA DE SEU JOÃO.
CADA CANTO DA SALA UMA ARMADOR
COM UMA REDE FUBENTA PENDURADA,
O MARTELO DOS RESTOS DE UMA ENXADA,
UMA LATA DE ZINCO E UM CAVADOR.
A IMAGEM PINTADA DO SENHOR;
TEM UM RÁDIO DE PILHA E UM ‘ATAJÉ’,
UM ANZOL DE TRAÍRA E UM JERERÉ
PENDURADO NO CAIBRO DA CHOUPANA,
UMA MESA DE TÁBUA DE UMBURANA
E UMA CUIA QUEBRADA DE CUITÉ.
TEM UM POTE COBERTO COM UM PRATO,
UMA IMAGEM DE SANTA CATARINA,
CADA PORTA DE QUARTO UMA CORTINA,
UMA MALA DE LADO COM UM BURACO,
UM COLCHÃO DE CAPIM FEITO DE SACO
COM UMAS MANCHAS DE MIJO DE MENINO...
UM LENÇOL VELHO, FRACO, SUJO E FINO,
COSTURADO COM LINHA DE ALGODÃO
E NO PREGO UM PEDAÇO DE CORDÃO
PENDURANDO UMA IMAGEM DO DIVINO.
BACAMARTE, ESPINGARDA SOCA-SOCA,
RATOEIRA, CHIBANCA, FOICE E PÁ,
SELA VELHA, CANGALHA, CAÇUÁ,
UMA VARA COMPRIDA DE TABOCA,
UMA TUIA DE MUDA DE MANDIOCA,
UMA RUMA DE VAJENS DE FEIJÃO,
UM CHIQUEIRO NO MURO COM UM CAPÃO
E A RAPOSA DO LADO CURIANDO,
DOIS MENINOS COM OS OLHOS REMELANDO
E AS BOCHECHAS MELADAS DE CARVÃO.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
ATÉ QUANDO - S.O.S TELEFONIA MÓVEL
DO SITE: TÁRCIO VIU ASSIM
HÁ QUANTOS DIAS ESTAMOS SEM CELULAR
Há 1611 dias Tuparetama está sem telefonia móvel. Nem politicos, nem autoridades, nem governo do estado nem ANATEL conseguem fazer com que as teles cumpram a lei. Continuamos privados do direito de comunicação e do acesso à rede de celulares.
VAMOS AUMENTAR OS ELOS DESSA CORRENTE, DIVULGUEM NOS SEUS BLLOGS, SITES TWITERS, ETC.
HÁ QUANTOS DIAS ESTAMOS SEM CELULAR
Há 1611 dias Tuparetama está sem telefonia móvel. Nem politicos, nem autoridades, nem governo do estado nem ANATEL conseguem fazer com que as teles cumpram a lei. Continuamos privados do direito de comunicação e do acesso à rede de celulares.
VAMOS AUMENTAR OS ELOS DESSA CORRENTE, DIVULGUEM NOS SEUS BLLOGS, SITES TWITERS, ETC.
SONETO DO POETA JANIO LEITE PARA A SUA AVÓ
Vovó...
És exemplo de vida e resistência
Mulher forte na sua trajetória
Foste um marco por toda existência
Seu passado pra nós hoje é história
Continuas a viver com persistência
Alcançando e vivendo esta vitória
Pois criastes a família com decência
És pilastra da vida tu és glória
Teu semblante é semblante de guerreira
De mulher, de amiga e companheira
Que uniu tudo isso num ser só
Tens o amor em seu rosto estampado
Sentimento que jamais foi ocultado
Como mãe, como amiga ou como avó...
Janio Leite – 17/06/2010
VERSOS DE JOÃO PARAIBANO
Doutor eu sei que errei
Por dois fatos, dama e porre
Por amor se mata e morre
Eu não morri nem matei
Apenas não respeitei
Um ambiente de classe
Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo
Estou preso porque amo
Quanto mais se odiasse
Poeta mesmo ofendido
Ainda oferece afeto
Faz pena dormi no teto
Da morada de um bandido
Se humilha, faz pedido
Ninguém escuta a voz sua
Não ver o sol nem a lua
Padece o maior desprezo
Pra que um poeta preso
Com tantos ladrões na rua
Sei que não sou marginal
Mas com ciúmes de alguém
Pedi pra fazer o bem
Acabei fazendo o mal
Eu tenho casa e quintal
Portão, cortina e janela
Deixei pra dormir na sela
Com a minha cabeça lesa
Só sabe a cruz quanto pesa
Quem ta carregando ela
Doutor se eu perder o nome
Não acho mais quem me empreste
A minha mulher não veste
Os filhos que tem não come
A minha fama se some
Para nunca mais voltar
Não querendo lhe comprar
Humildemente eu lhe peço
Se puder rasgue o processo
Deixe o poeta cantar
(João Paraibano)
terça-feira, 27 de julho de 2010
SONETO MAGNÍFICO
Eu insisto, por mais que você guarde
Raiva queixas, malícias frustrações
Quando a gente persiste nunca é tarde
Pra vencer essas indignações
Não precisa de grito nem alarde
Basta ser fiel nas conclusões
Se você não agir como covarde
Haverei de provar minhas razões.
Se insistes em regra antagônicas
Para curar as minhas dores crônicas
Vou buscar o remédio do além
E quando for declarar a minha perda
Deixe eu ser um zero a esquerda
Pra não ser dividido com ninguém .
“ Geraldo Alves “
Raiva queixas, malícias frustrações
Quando a gente persiste nunca é tarde
Pra vencer essas indignações
Não precisa de grito nem alarde
Basta ser fiel nas conclusões
Se você não agir como covarde
Haverei de provar minhas razões.
Se insistes em regra antagônicas
Para curar as minhas dores crônicas
Vou buscar o remédio do além
E quando for declarar a minha perda
Deixe eu ser um zero a esquerda
Pra não ser dividido com ninguém .
“ Geraldo Alves “
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