JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O QUE É QUE ME RESTA FAzER MAIS?
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS
(Josa Rabêlo)
Viajei por este mundão inteiro
Naveguei os sete mares que existe
Alegrei a quem encontrei triste
Monte Everest, eu conquistei primeiro
Fui criador do primeiro de janeiro
Do calendário dos dias atuais
Conheço todas as florestas tropicais
Descobri o planeta de Plutão
Ensinei a Luiz fazer Baião
E o que é que me falta fazer mais?
A espada de Joana D’arc eu forjei
De Tomas Edson fui colaborador
Ensinei Rui Barbosa ser orador
Os concílios da católica organizei
Em Nicéia e Trento me formei
Pra defender esses dogmas atuais
Reuni Sacerdotes e Cardeais
Para que ao povo trouxessem sua Luz
Fiz tudo isso em nome de Jesus
E o que é que me falta fazer mais?
Já cantei em todo esse arrebol
Dei em tudo que é poeta violeiro
Ensinei a Pinto do Monteiro
Fui inventor da camisa cachecol
Para o Brasil eu trouxe Futebol
Junto a Charles Muller bom rapaz
Nesse esporte o Brasil tem bom cartaz
Tem o título de Penta-Campeão
Fui assistente do grande Felipão
E o que é que me falta fazer mais?
Do Filósofo Sócrates, Conselheiro
De Cristóvão Colombo, Capitão
Da estória de Maria e João
Escrevi e ganhei logo o primeiro
Prêmio que um poeta estrangeiro
Queria ganhar e esforçou-se até de mais
Fui tutor de Dom Pedro sofri demais
Antes dele assumir esta nação
E na empreita Bonifácio deu-me mão
E o que é que me falta fazer mais?
De Alexandre, o Grande, fui Guerreiro
Na Roma dos Césares , Senador
Do império Britânico, Opositor
E na África do Sul cheguei primeiro
Do Mahatman eu fui seu conselheiro
Ajudei esse santo até demais
A livrar seu País pregando a Paz,
Usando o diálogo e consciência
Fazendo uso da não violência
E o que é que falta fazer mais?
Com Lutter King marchei mais d”uma vez
Defendendo sua tese em questão
De lutar pelo Negro, seu irmão
Dei a ele de conselho mais de três
Mais o próprio dos conselhos se desfez
Defedendo os assuntos principais
Contra os preconceitos raciais
E até hoje o seu nome é lembrado
Grande mártir que foi assassinado
E o que é que falta fazer mais?
Naveguei com os fenícios há
Mais de dez mil anos que passô
E a Santos Dumont o inventô
D’uma máquina que andava pelo ar
Ajudei esse homem quando na
Criação do avião pra ser capaz
De entrar pra história e nunca mais
Ser esquecido devido a invenção
Batizei-o de O Pai da Aviação
E o que é que me falta fazer mais?
Quando eu descobri penicilina
Essa criação eu não patenteei
A febre amarela eu erradiquei
Fui um mestre, um às da medicina
Contra à ditadura fui pra cima
Dos palanques e passei para os jornais
Pra mulheres, fui motivos de ais
E pra minha missão ficar completa
Inventei eu de um dia ser poeta
E o que é que me resta fazer mais?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
SONETO DE SEBASTIÃO SIQUERA (BEIJO)
TRANSFORMAÇÃO
Hoje cedo um espelho me mostrava
O meu rosto bastante diferente,
Foi o tempo passando eu não notava
Mesmo tendo o espelho em minha frente.
Quando a fonte de ilusões me alimentava
Passei os anos a tudo indiferente.
Enquanto lento, o tempo passava.
deixando a tinta que o transforma a gente.
Com a distância dos meus vintes anos
E já a sombra de alguns desenganos
Porque a vida se termina assim
Com as diferenças que o início pinta
É bom que o homem na velhice sinta
Antecipadas as impressões do fim.
Hoje cedo um espelho me mostrava
O meu rosto bastante diferente,
Foi o tempo passando eu não notava
Mesmo tendo o espelho em minha frente.
Quando a fonte de ilusões me alimentava
Passei os anos a tudo indiferente.
Enquanto lento, o tempo passava.
deixando a tinta que o transforma a gente.
Com a distância dos meus vintes anos
E já a sombra de alguns desenganos
Porque a vida se termina assim
Com as diferenças que o início pinta
É bom que o homem na velhice sinta
Antecipadas as impressões do fim.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
VERSOS DE ALDO NEVES NO ENCONTRO DA "RABELADA" SÁBADO E DOMINGO, DIAS 19 E 20 DE NOVEMBRO DE 2010
ESSE ALPENDRE POR NÓS É VISITADO
E ESSA CASA TÃO SIMPLES FICOU BELA
ONDE O VENTO PENETRA NA JANELA
LAGARTIXAS PASSEIAM NO TELHADO
ENCONTREI UMA IMAGEM DO PASSADO
ENCOSTADO A UM CHIQUEIRO DE GALINHA
E BEM PERTINHO DA PORTA DA COZINHA
A PANELA POR FOGO JÁ TINGIDA
TUDO QUANDO FAREMOS NESTA VIDA
É EM TORNO DE DONA TEREZINHA
(ALDO NEVES)
... NA CALÇADA DE DONA TEREZINHA RABÊLO FOI ASSIM...
... NA CALÇADA DE DONA TEREZINHA RABÊLO FOI ASSIM...
OUTRO ENCONTRO VAI SER MUITO CUSTOSO
MISTURANDO A RESSACA COM BEBIDA
VENDO A PRAÇA ENFEITANDO A AVENIDA
E COM DIRCEU NUM DISCURSO MAJESTOSO
ELE ALÉM DE POETA É CAPRICHOSO
E O SEU PESO DE VERSOS DEU NO MEU
UMA ESTRELA SUBIU O CÉU DESCEU
N O SEMBLANTE ENRUGADO O CHORO INVADE
E TODO MUNDO SOLUÇA COM SAUDADE
NA SÁIDA DO POVO DE DIRCEU
MOTE: FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU
GLOSA: ALDO NEVES
DIRCEU JÁ NASCEU FORMADO
NAS AULAS DA NATUREZA
VENDO UM CÃO QUE AMOLA A PRESA
SENTINDO UM PEBA ENCOVADO
O VENTO ESFRIANDO O PRADO
DEPOIS QUE AMANHECEU
MEIO DIA O SOL PENDEU
E UM NAMBU DEU UM APITO
FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU
QUEM NASCEU NA MINHA TERRA
OUVIU CHOCALHO TOCANDO
JÁ VIU VAQUEIRO ABOIANDO
PERTO DO SOPÉ DA SERRA
VENDO UM DIA QUE SE ENCERRA
E DEPOIS QUE ESCURECEU
TRAVESSOU RIO QUE ENCHEU
PENDURADO NUM CAMBITO
FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU
DIRCEU DEIXOU SUA CAMA
PARTIU COMO VETERANO
NÃO VAI PASSAR MAIS UM ANO
SEM VIR Á TUPARETAMA
ONDE O VERSO SE DERRAMA
IGUAL COPO QUE ENCHEU
QUE O DONO LHE ESQUECEU
MAIS DEPOIS FICOU AFLITO
FICA O DIA MAIS BONITO
NA PRESENÇA DE DIRCEU
SONETO DE ZÉ ADALBERTO
PISTOLEIRO!!!
CEGO DE GANÂNCIA QUE TÊM COMO GUIA
O DINHEIRO SUJO SEU MAIOR TRIBUTO
ANDA ACOBERTADO PELA COVARDIA
DERRAMANDO SANGUE E ESPALHANDO LUTO
APÓS CADA ATO DE SELVAGERIA
RETORNA AO MANDANTE RECEBE E ASTUTO
SAI DE BOLSO CHEIO E DE ALMA VAZIA
DEVENDO A JESUS E SEM PAZ UM MINUTO
ÁGIL NO GATILHO, FRIO NA TOCAIA
EM SUA EMBOSCADA NÃO HÁ QUEM NÃO CAIA
NÃO É AUTUADO, MAIS MATANDO ATUA
NAS ALTAS CALADAS AGE ÁS ESCONDIDAS
FECHANDO NEGÓCIOS, PONDO PREÇOS EM VIDAS
DEUS ESTÁ SABENDO QUANTO CUSTA A SUA...
CEGO DE GANÂNCIA QUE TÊM COMO GUIA
O DINHEIRO SUJO SEU MAIOR TRIBUTO
ANDA ACOBERTADO PELA COVARDIA
DERRAMANDO SANGUE E ESPALHANDO LUTO
APÓS CADA ATO DE SELVAGERIA
RETORNA AO MANDANTE RECEBE E ASTUTO
SAI DE BOLSO CHEIO E DE ALMA VAZIA
DEVENDO A JESUS E SEM PAZ UM MINUTO
ÁGIL NO GATILHO, FRIO NA TOCAIA
EM SUA EMBOSCADA NÃO HÁ QUEM NÃO CAIA
NÃO É AUTUADO, MAIS MATANDO ATUA
NAS ALTAS CALADAS AGE ÁS ESCONDIDAS
FECHANDO NEGÓCIOS, PONDO PREÇOS EM VIDAS
DEUS ESTÁ SABENDO QUANTO CUSTA A SUA...
SONETO E VERSOS DE MARIANA TELES
A poetisa fez para o seu pai, Valdir Telles, esa obra prima da poesia?
Hoje eu volto meu pai,buscando abrigo
Embalada por dores e tormentos
A saudade guiando os passos lentos
Que o corpo dirige ao lar antigo
Os fracassos meu pai,voltam comigo...
Na tempestade dos antigos ventos
Onde o meu pranto lavou os momentos
Que eu desejava pai,estar contigo...
Buscando a pureza que vem dos teus braços
Manchada na tinta da cor dos fracassos
Trago minha benção,que abraçar-te vai...
Com os olhos rasos,o pranto caindo
Os lábios fechados se abrem sorrindo
Contemplando a dádiva de chamar-te: PAI .
Embalada por dores e tormentos
A saudade guiando os passos lentos
Que o corpo dirige ao lar antigo
Os fracassos meu pai,voltam comigo...
Na tempestade dos antigos ventos
Onde o meu pranto lavou os momentos
Que eu desejava pai,estar contigo...
Buscando a pureza que vem dos teus braços
Manchada na tinta da cor dos fracassos
Trago minha benção,que abraçar-te vai...
Com os olhos rasos,o pranto caindo
Os lábios fechados se abrem sorrindo
Contemplando a dádiva de chamar-te: PAI .
Quando a lua desfila,eu entro em cena
Dividindo com ela o mesmo brilho
O meu corpo refém de um andarilho
Que jurou me amar,talvez por pena
Eu que a ele entreguei de forma plena
A mais santa das minhas formosuras
Rasurando os perfis das escrituras
Selpultando o silencio em meu gemido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
O cabelo hoje branco representa
O pincél prateado da idade
Uma brecha da minha mocidade
Se escondendo na casa dos setenta
Cada lua que morre,a dor aumenta
Derramando o meu pranto em doses puras
Eu que antes fui musa das costuras
Resta um bico mal feito em meu vestido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Eu não tive direito á um anél
Mas, a faixa de misse já foi minha
Eu que andei coroada por rainha
Hoje guardo a história de um bordel
O meu beijo que antes tinha mel
Eu de tanto oferta-lo fiz misturas
Que hoje em dia as bocas mais impuras
Cospem fel no meu lábio poluído
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Restam ecos de sons em meus ouvidos
Na ressaca de antigas madrugadas
O meu corpo embalado por passadas
No compasso da dor meus gemidos
Os meus sonhos morreram proibidos
Enterrados em várias sepulturas
Entre as covas que guardam antigas juras
Onde o tempo jurado foi perdido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Na poeira da santa madrugada
Quando a noite se veste de negrume
O meu corpo despido de perfume
Adormece na beira da calçada
Na frieza da brisa serenada
No orvalho das matas mais escuras
Os meus dedos desfilam ás procuras
De um pedaço de corpo ainda despido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
No altar dos pecados eu fui santa
Fiz do riso um portal pra minhas dores
Meu querer se perdeu dos meus amores
Ir buscá-lo pra mim,não adianta
Como a seca sepulta a cor da planta
A beleza morreu entre as canduras
Eu troquei a pureza nas loucuras
Num retalho de amor mal dividido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Na ressaca de antigas madrugadas
O meu corpo embalado por passadas
No compasso da dor meus gemidos
Os meus sonhos morreram proibidos
Enterrados em várias sepulturas
Entre as covas que guardam antigas juras
Onde o tempo jurado foi perdido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Na poeira da santa madrugada
Quando a noite se veste de negrume
O meu corpo despido de perfume
Adormece na beira da calçada
Na frieza da brisa serenada
No orvalho das matas mais escuras
Os meus dedos desfilam ás procuras
De um pedaço de corpo ainda despido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
No altar dos pecados eu fui santa
Fiz do riso um portal pra minhas dores
Meu querer se perdeu dos meus amores
Ir buscá-lo pra mim,não adianta
Como a seca sepulta a cor da planta
A beleza morreu entre as canduras
Eu troquei a pureza nas loucuras
Num retalho de amor mal dividido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Em um templo de juras e promessas
No andor que carrega fantasias
Eu fui Eva num hedem de poesias
Uma atriz atuando em várias peças
Mas, ao fim do espetáculo as remessas
Da tristeza e do pranto fez misturas
Desenhando um capitulo de torturas
Que pra o púlblico de hoje é proibido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Quando a noite se pinta em suas cores
O meu pranto ao descer,é mais ligeiro
Sob o claro da luz de um candeeiro
Eu acendo uma restra em minhas dores
Alguns versos narrando meus amores
Aliviam as minhas desventuras
Uma dose de dor banhando as juras
E um resto de sonho não vivido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
No andor que carrega fantasias
Eu fui Eva num hedem de poesias
Uma atriz atuando em várias peças
Mas, ao fim do espetáculo as remessas
Da tristeza e do pranto fez misturas
Desenhando um capitulo de torturas
Que pra o púlblico de hoje é proibido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Quando a noite se pinta em suas cores
O meu pranto ao descer,é mais ligeiro
Sob o claro da luz de um candeeiro
Eu acendo uma restra em minhas dores
Alguns versos narrando meus amores
Aliviam as minhas desventuras
Uma dose de dor banhando as juras
E um resto de sonho não vivido
O silencio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
sábado, 20 de novembro de 2010
TUDO QUANTO EU SOFRI NA MINHA VIDA/FOI POR CAUSA DA TUA INGRATIDÃO
MOTE: TUDO QUANTO EU SOFRI NA VIDA
FOI POR CAUSA DA TUA INGRATIDÃO
GLOSA: ALDO NEVES
Seu perfume inda está no travesseiro
E sua foto enfeitando a minha cama
Se a distância é castigo pra quem ama
Vou viver castigado o tempo inteiro
Que amor não se compra com dinheiro
Nem saudade se apaga com a mão
Todo homem que age sem razão
Ele apanha, se acalma e não revida
TUDO QUANTO EU SOFRI NA MINHA VIDA
FOI POR CAUSA DA TUA INGATIDÃO
FOI POR CAUSA DA TUA INGRATIDÃO
GLOSA: ALDO NEVES
Seu perfume inda está no travesseiro
E sua foto enfeitando a minha cama
Se a distância é castigo pra quem ama
Vou viver castigado o tempo inteiro
Que amor não se compra com dinheiro
Nem saudade se apaga com a mão
Todo homem que age sem razão
Ele apanha, se acalma e não revida
TUDO QUANTO EU SOFRI NA MINHA VIDA
FOI POR CAUSA DA TUA INGATIDÃO
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
DEDÉ MONTEIRO
POETA DEDÉ MONTEIRO PREMIADO PELO SONETO EM VÍDEO: AS QUATRO VELAS-
Matéria do Blog do Belmontense http://belmontepe.blogspot.com/
Poeta Cícero Moraes.
Matéria do Blog do Belmontense http://belmontepe.blogspot.com/
Poeta Cícero Moraes.
domingo, 7 de novembro de 2010
Calem a boca, Nordestinos!
Leiam esse texto na íntegra, é magnífico!
Calem a boca, Nordestinos!
Por José Barbosa Junior
As eleições de 2010 trouxeram à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura. E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros à força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país. Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!
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