JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
quarta-feira, 27 de julho de 2011
VERSO DO DIA!
Mestres da poesia!
No sertão quando ainda é bem cedinho
No curral um garrote solta um urro
Um vaqueiro aboiando sela um burro
Uma ave com o bico faz seu ninho
Um preá treme a ponta do focinho
Como um cego tocando um realejo
Uma velha num tacho espreme um “quejo”
Chega a graxa escorrega na cozinha
Uma terra bonita como a minha
Eu procuro, procuro, mas não vejo.
Mestre Manoel Xudú.
SONETO VERDADEIRO
Mestres da poesia!
Continuidade
Giuseppe Ghiaroni
Existe um cão que ladra quando eu passo,
como se visse um bêbado, um mendigo.
E, no entanto, esse cão foi meu amigo
como tantos amigos que ainda faço.
como se visse um bêbado, um mendigo.
E, no entanto, esse cão foi meu amigo
como tantos amigos que ainda faço.
À noite, com que alegre estardalhaço
vinha encontrar-me no portão antigo,
enquanto a dona vinha ter comigo
e, sorrindo, apoiava-se ao meu braço.
vinha encontrar-me no portão antigo,
enquanto a dona vinha ter comigo
e, sorrindo, apoiava-se ao meu braço.
Hoje ele faz a outro a mesma festa
e ela o mesmo carinho, tão honesta
como se nem notasse a transição.
e ela o mesmo carinho, tão honesta
como se nem notasse a transição.
Eu rio dessa triste brincadeira.
mas quando uma mulher é traiçoeira
não se pode confiar nem no seu cão!
mas quando uma mulher é traiçoeira
não se pode confiar nem no seu cão!
Do blog de Jorge Filó
VEM AÍ!!!!!!!!
Em breve!!!
Próximo dia 05, teremos mais uma GRANDE festa para a poesia no nosso Espaço Cultural Cachaçaria Matulão, onde teremos, como de costume, a presença de vários nomes da nossa arte, das nossas raízes culturais.
Poetas, declamadores, cantadores, músicos e apologistas, se farão presentes para homenagear esse grande poeta pajeuzeiro, Mestre Nenen Patriota, pela passagem do lançamento do seu já aclamado livro “Casebres, Castelos e Catedrais”
Tai uma pequena mostra de sua verve.
Itapetim
Minha origem, meu berço, meu começo
A partida e o ponto inicial
Manjedoura e quem eu guardo apreço
Minha terra, meu campo, meu trigal.
A partida e o ponto inicial
Manjedoura e quem eu guardo apreço
Minha terra, meu campo, meu trigal.
Só três anos ali meu endereço
Outro berço foi meu manancial
Pedras soltas – confesso – não esqueço
Que de mim tu és a fonte vital.
Outro berço foi meu manancial
Pedras soltas – confesso – não esqueço
Que de mim tu és a fonte vital.
Não me culpe pelo distanciamento
Porque sei ter o reconhecimento
Á primeira semente germinada.
Porque sei ter o reconhecimento
Á primeira semente germinada.
Foi aí que surgiu a minha vida
Sou somente uma pedra removida
Que o destino jogou em outra estrada.
Sou somente uma pedra removida
Que o destino jogou em outra estrada.
Nenen Patriota.
Do livro Casebres, Castelos e Catedrais.
Aguardem mais informações.
DO BLOG DE JORGE FILÓ
POETA DUDU MORAIS
UM COPO DE COCA COLA ( Dudu Moraes)
Outra bebida me atrasa
por isso eu fico distante
Prefiro refrigerante
Com carne assada na brasa
tudo isso me dá asa
meu pensamento decola
Fiz desse vício uma escola
Na qual me matriculei
Depois que me viciei
num copo de coca cola
Gostei logo de início
quando provei a danada
"tumei" ela bem gelada
pra alimentar o vício
pra eu largar da difícil
porque mulher só da bola
pro "caba" que desenrola
boa lábia e compromisso
e eu faço tudo isso
num copo de coca cola
depois que eu tomo o primeiro
viajo pra outro mundo
aí eu tomo o segundo
e em seguida o terceiro
pensando que "tou" solteiro
mancho de batom a gola
a mulher se descontrola
e eu me faço de inocente
mas apanho consciente
num copo de cola cola
a bebedeira não pára
porque da coca eu preciso
só no dia que eu tô liso
eu paro de encher a cara
como é coisa rara
eu ficar liso de esmola
eu "desenbaio" a viola
canto verso dia inteiro
arrecadando dinheiro
pra um copo de coca cola
com dinheiro embolsado
me destino para o bar
e por sorte ou por azar
senta uma turma do lado
e uma moça de namorado
que o mesmo não lhe consola
pois o assunto ou é bola
ou que bebe desde sexta
e eu com essa cara de besta
num copo de coca cola
eu não critico a cachaça
cada um faz o que quer
mas por ser fã de mulher
eu num bebo essa desgraça
pois uma mulher que passa
maquiagem põe argola
não quer ter na sua cola
um cabra de tola cheia
se agarra até com o mais feio
mas que bebeu coca cola
diante tanta vantagem
eu vivo assim sossegado
por nem viver ressacado
nem conversando bobagem
bebo só conta pabulagem
que é rico tem corolla
que ja passou na degola
e que ja bebeu mil venenos
mas, se eu mentir e bem menos
num copo de coca cola.
Dudu Morais poeta Tabirense.
Postado por Kerlle de Magalhães
por isso eu fico distante
Prefiro refrigerante
Com carne assada na brasa
tudo isso me dá asa
meu pensamento decola
Fiz desse vício uma escola
Na qual me matriculei
Depois que me viciei
num copo de coca cola
Gostei logo de início
quando provei a danada
"tumei" ela bem gelada
pra alimentar o vício
pra eu largar da difícil
porque mulher só da bola
pro "caba" que desenrola
boa lábia e compromisso
e eu faço tudo isso
num copo de coca cola
depois que eu tomo o primeiro
viajo pra outro mundo
aí eu tomo o segundo
e em seguida o terceiro
pensando que "tou" solteiro
mancho de batom a gola
a mulher se descontrola
e eu me faço de inocente
mas apanho consciente
num copo de cola cola
a bebedeira não pára
porque da coca eu preciso
só no dia que eu tô liso
eu paro de encher a cara
como é coisa rara
eu ficar liso de esmola
eu "desenbaio" a viola
canto verso dia inteiro
arrecadando dinheiro
pra um copo de coca cola
com dinheiro embolsado
me destino para o bar
e por sorte ou por azar
senta uma turma do lado
e uma moça de namorado
que o mesmo não lhe consola
pois o assunto ou é bola
ou que bebe desde sexta
e eu com essa cara de besta
num copo de coca cola
eu não critico a cachaça
cada um faz o que quer
mas por ser fã de mulher
eu num bebo essa desgraça
pois uma mulher que passa
maquiagem põe argola
não quer ter na sua cola
um cabra de tola cheia
se agarra até com o mais feio
mas que bebeu coca cola
diante tanta vantagem
eu vivo assim sossegado
por nem viver ressacado
nem conversando bobagem
bebo só conta pabulagem
que é rico tem corolla
que ja passou na degola
e que ja bebeu mil venenos
mas, se eu mentir e bem menos
num copo de coca cola.
Dudu Morais poeta Tabirense.
terça-feira, 26 de julho de 2011
ESTRADAS DO PAJEÚ... SITUAÇÃO CALAMITOSA!!!!!
| O MAPA DAS ESTRADAS SERTANEJAS |
O radialista Anchieta Santos (Pajeú e Cidade FM) fez um amplo "raio x" das estradas sertanejas que prova o porquê de tantas críticas ao tema na região. Além dos atuais problemas, outra constatação é da falta de agilidade e inúmeras promessas do Departamento de Estradas e Rodagens - DER e Secretaria de Transportes. Veja o resumo da situação das estradas que cortam boa parte do Sertão de Pernambuco : PE- 320 : É a principal estrada do Pajeú, cortando nove municípios da região: Brejinho, São Jose do Egito, Tabira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Triunfo, Calumbi e Serra Talhada. A ordem de serviço foi assinada em março de 2010 pelo Governador Eduardo Campos e pelo Secretário de Transportes em ato realizado com festa em São Jose do Egito. Com atraso de vários meses, a obra foi iniciada pela Empresa EIT em São José do Egito. O percurso até Tabira foi concluído. Hoje, o percurso continua sem sinalização e com alguns buracos que começaram a surgir. Entre Tabira e Afogados da Ingazeira, a EIT construiu apenas um pequeno trecho saindo de Tabira e outro pequeno saindo de Afogados, trecho que talvez não some quatro quilômetros dos vinte da via. Foi retirado o asfalto em seis lugares deixando a estrada hoje em situação critica. Alem dos inúmeros buracos onde existe asfalto, as áreas sem asfalto estão muito piores. Entre Afogados e Carnaiba, inúmeros são os buracos, mas em situação não tão grave quanto entre Afogados e Tabira. Entre Carnaiba e Serra Talhada, já com a empresa G & F Engenharia, que substituiu a EIT (que alegando falta de pagamento abandonou a obra), o trabalho avançou em vários lugares. Entre São José do Egito e Brejinho nada foi feito. Principais criticas contra a PE-320: A demora para começar a obra; A paralisação pelo abandono da EIT; Os buracos que surgiram no novo asfalto; O abandono entre Tabira e Afogados; A promessa do Secretário Isaltino Nascimento de que até junho/2011 a obra estaria concluída; A promessa do Secretário de vir à região conhecer a realidade das estradas sem nunca tê-la cumprido; A promessa do Secretário em entrevista na Rádio Comunitária Cultura FM de Tabira de deslocar uma equipe para o trecho da PE-320 entre Tabira e Afogados a mais de 20 dias. Até agora a equipe não chegou; A falta de acostamento numa rodovia de tanto movimento; As cercas dos proprietários de terra não respeitam a distância da pista de rolamento; A EIT entre São José do Egito e Tabira e até em alguns trechos entre Tabira e Afogados fez acostamento e recuo das cercas. A G&F não faz e diz que o contrato é apenas para fazer a pista de rolamento. O contrato é outro? Falta de satisfação do Secretário ao povo da região sobre as estradas. PE 292 : Entre Afogados da Ingazeira e Sertânia ![]() Inúmeros buracos tomam a via. Uma operação tapa buraco foi iniciada num trecho de 43 km. Em 40 dias foram feitos menos de cinco quilômetros. É uma caçamba de asfalto por dia. Se um buraco consumir todo material, os trabalhadores vão embora e só retornam no dia seguinte com a mesma quantidade. Quando vamos terminar? Quando chegar ao final, lá no começo, a via estará tomada por buracos outra vez. A noticia que chegou na Radio Pajeu sábado é de que o Projeto da obra da PE- 292 será licitado. Daí até chegar a licitação da obra em si, quando teremos o fim do sofrimento da nossa gente com tantos buracos? PE 275 : Entre São José do Egito e Tuparetama Buracos em todo o trecho e muitos acidentes. São 18 quilômetros de buracos PEs : De Quixaba e Ingazeira Foram concluídas no ano passado. Inauguradas este ano pelo Governador. Na inauguração chamou a atenção o mato tomando de conta do acostamento. Com o inverno as duas PEs se transformaram em corredores. PE de São Jose do Egito a Ouro Velho (PB) : São 28 km de buracos PE entre Brejinho e a divisa com a PB : A prefeitura foi quem tapou os buracos. PE entre Itapetim e o Distrito de São Vicente Conhecida como rodovia do repente, a obra está paralisada. Três pontes ficaram sem ser concluídas. PE de Quixaba a Lagoa da Cruz, divisa com a Paraíba: Paralisada. |
Por Nill Júnior |
segunda-feira, 25 de julho de 2011
IMPORTANTÍSSIMO
3 UTILIDADES ESCONDIDAS DO SEU CELULAR (Importante Repassar)
CONHEÇA AS TRÊS UTILIDADES QUE ESTÃO ESCONDIDAS EM SEU CELULAR.
03 coisas que você nunca soube sobre seu celular.
Será útil manter essas informações com você.
Existem algumas coisas que podem ser feitas em caso de emergência.
Seu celular é uma ferramenta que pode salvar sua vida.
Veja o que ele pode fazer por você:
Emergência I
O número universal de emergência para celular é 112
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente!
Emergência II *3370#
Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas: *3370#
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.
Emergência III *#06#
Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#
Um código de 15 dígitos aparecerá.. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular.
PS: Essas informações não são conhecidas, por isso passe para seus amigos e familiares.
03 coisas que você nunca soube sobre seu celular.
Será útil manter essas informações com você.
Existem algumas coisas que podem ser feitas em caso de emergência.
Seu celular é uma ferramenta que pode salvar sua vida.
Veja o que ele pode fazer por você:
Emergência I
O número universal de emergência para celular é 112
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente!
Emergência II *3370#
Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas: *3370#
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.
Emergência III *#06#
Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#
Um código de 15 dígitos aparecerá.. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular.
PS: Essas informações não são conhecidas, por isso passe para seus amigos e familiares.
RECEBI POR E-MAIL, TÔ REPASSANDO!
O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro
e o levaram para a delegacia.
D - Delegado
L - Ladrão
D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter
o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L - Não era para mim não. Era para vender.
D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o
comércio estabelecido. Sem-vergonha!
L - Mas eu vendia mais caro.
D - Mais caro?
L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e
as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos
enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L - Os ovos das minhas eu pintava.
D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no
tom do delegado...)
D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não
espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a
aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus.
Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema.
Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..
D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas.
Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui
exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de
alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado
mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava
confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não
está milionário?
L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda
e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L - Às vezes. Sabe como é.
D - Não sei não, excelência. Me explique.
L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma
coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo
uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me
sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso,
finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.
D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...
Luis Fernando Veríssimo.
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro
e o levaram para a delegacia.
D - Delegado
L - Ladrão
D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter
o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L - Não era para mim não. Era para vender.
D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o
comércio estabelecido. Sem-vergonha!
L - Mas eu vendia mais caro.
D - Mais caro?
L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e
as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos
enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L - Os ovos das minhas eu pintava.
D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no
tom do delegado...)
D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não
espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a
aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus.
Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema.
Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..
D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas.
Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui
exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de
alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado
mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava
confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não
está milionário?
L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda
e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L - Às vezes. Sabe como é.
D - Não sei não, excelência. Me explique.
L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma
coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo
uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me
sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso,
finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.
D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...
Luis Fernando Veríssimo.
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