VENTO
Vento que voa, vai, vem e varre
Mesmo vento que leva a juventude
Embora leve e traga, e às vezes mude
Não há muro que a sua força esbarre
Quero te pedir que quando voltares
Devolva-me os sonhos de criança
Ah, quero tambem toda a esperança
Que ondas levaram aos fundos mares
Que tragas tambem minha mãe querida
Que um dia se foi no frescor da vida
Ela me faz muita falta. De verdade!
Caso não me atendas, até entendo.
Uma coisa apenas, não compreendo
Porque insiste em trazer tanta saudade...
JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
FRASE DA SEMANA
"Não há progresso sem mudança. E, quem não consegue se mudar a si mesmo, acaba por não mudar coisa alguma".
(George Bernard Shaw)
POETA DA SEMANA
EU
(Marcos Maia)
O meu olhar se perde na lembrança.
Vivo o presente, mas tenho meu passado
como uma marca, no peito sou marcado,
pra no futuro lembrar com segurança.
Fiz com o amor um pacto, uma aliança
que ele me tenha sempre e ao meu lado
conduza o meu destino apaixonado.
Que eu nunca fique só, sem esperança.
E nesse meu presente o meu destino
é rota de emoção. Sou eu menino
sonhando, descobrindo o que fazer.
Meu tempo é força, é minha mente
capaz de renascer. É a semente
que lá plantei e agora vou colher.
================================
Soneto para um Brasileiro
(Marcos Maia)
Nobre poeta, o mundo anda tristonho
pelos caminhos que ele construiu
e em cada canto, um canto já ruiu
deixando o mundo triste e medonho.
A natureza perdeu o olhar risonho
mas ainda está presente, não fugiu.
O céu, que o homem tanto poluiu
ainda é infinito, ainda é sonho...
Porém aqui na terra, os habitantes
destroem a vida e as coisas importantes.
Sociologicamente, pior fato não há
Valores do viver e a dignidade
que não se zela mais e a sociedade
acostumou-se assim e assim será.
================================
Invés de mim
(Marcos Maia)
Eu sou um pouco de tudo
que se fez recentemente.
Girau de esconder causos
e lixos, que se guarda em casa
com preguiça de jogar fora.
Sou flor de mussambê
que rompe estação,
na lama e no beco,
e quando seca a flor, joga
sementes no chão, que nasce.
Sou um ator quer espera o texto.
Uma sombra na coxia que assusta
o diretor e a platéia o pede e o quer.
Sou vento dentro de casa, que
ninguém sabe de onde veio.
Sou coisa feita, que se tem
e se quer distante da sala de visitas.
Sou o sonho de quem quer dormir
e sente insônia. Sou eu mesmo!!!
Um pouco de tudo, um todo do nada.
Um jeito esquisito que se acopla
e que faz a vida andar, sem fila...
====================================
PAPAI NOEL (1)
Marcos Maia
Papai Noel, aqui muita criança
vive na rua, também, pedindo esmola.
Várias não têm direito a uma escola,
outras perderam o resto de esperança.
Quando é Natal e a sua imagem avança
dando presentes a sua corriola
e o pobre sem brinquedos na sacola
só ganha a ilusão, não tem lembrança.
Então Papai Noel, não alimente
a ganância comercial e indecente
que relega os mais pobres à sua sorte.
Nos deixe em paz, não crie mais fantasia
que frustra, que maltrata e angustia
pode ficar ai, no Pólo Norte.
================================
Retrato do pecado
Sempre que passa por perto de mim
eu fico observando a sua vinda.
Seios perfeitos, corpo, cara linda...
Um jeito de andar que não tem fim.
Quando aparece relembra um querubim
e em cada perna uma imagem finda
numa taça de amor a que se brinda
como se eu fosse a saia de cetim.
E quando segue a vista se aprofunda
nas suas ancas que vão formar a bunda;
fenomenal retrato do pecado.
E no duelo ardente dos quadris
o meu olhar insiste em ser feliz,
embora sendo, assim, mal-educado.
(Marcos Maia)
====================================
Distúrbio mental
Hoje me peguei a procurar
estrelas em pleno dia,
como se não soubesse
que elas estão dormindo.
E se não houvesse noite,
como eu saberia das estrelas?
Talvez o sol me dissesse,
pela falta do encanto.
E nós iríamos procurá-las
sempre de dia... (marcos Maia)
(Marcos Maia)
O meu olhar se perde na lembrança.
Vivo o presente, mas tenho meu passado
como uma marca, no peito sou marcado,
pra no futuro lembrar com segurança.
Fiz com o amor um pacto, uma aliança
que ele me tenha sempre e ao meu lado
conduza o meu destino apaixonado.
Que eu nunca fique só, sem esperança.
E nesse meu presente o meu destino
é rota de emoção. Sou eu menino
sonhando, descobrindo o que fazer.
Meu tempo é força, é minha mente
capaz de renascer. É a semente
que lá plantei e agora vou colher.
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Soneto para um Brasileiro
(Marcos Maia)
Nobre poeta, o mundo anda tristonho
pelos caminhos que ele construiu
e em cada canto, um canto já ruiu
deixando o mundo triste e medonho.
A natureza perdeu o olhar risonho
mas ainda está presente, não fugiu.
O céu, que o homem tanto poluiu
ainda é infinito, ainda é sonho...
Porém aqui na terra, os habitantes
destroem a vida e as coisas importantes.
Sociologicamente, pior fato não há
Valores do viver e a dignidade
que não se zela mais e a sociedade
acostumou-se assim e assim será.
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Invés de mim
(Marcos Maia)
Eu sou um pouco de tudo
que se fez recentemente.
Girau de esconder causos
e lixos, que se guarda em casa
com preguiça de jogar fora.
Sou flor de mussambê
que rompe estação,
na lama e no beco,
e quando seca a flor, joga
sementes no chão, que nasce.
Sou um ator quer espera o texto.
Uma sombra na coxia que assusta
o diretor e a platéia o pede e o quer.
Sou vento dentro de casa, que
ninguém sabe de onde veio.
Sou coisa feita, que se tem
e se quer distante da sala de visitas.
Sou o sonho de quem quer dormir
e sente insônia. Sou eu mesmo!!!
Um pouco de tudo, um todo do nada.
Um jeito esquisito que se acopla
e que faz a vida andar, sem fila...
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PAPAI NOEL (1)
Marcos Maia
Papai Noel, aqui muita criança
vive na rua, também, pedindo esmola.
Várias não têm direito a uma escola,
outras perderam o resto de esperança.
Quando é Natal e a sua imagem avança
dando presentes a sua corriola
e o pobre sem brinquedos na sacola
só ganha a ilusão, não tem lembrança.
Então Papai Noel, não alimente
a ganância comercial e indecente
que relega os mais pobres à sua sorte.
Nos deixe em paz, não crie mais fantasia
que frustra, que maltrata e angustia
pode ficar ai, no Pólo Norte.
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Retrato do pecado
Sempre que passa por perto de mim
eu fico observando a sua vinda.
Seios perfeitos, corpo, cara linda...
Um jeito de andar que não tem fim.
Quando aparece relembra um querubim
e em cada perna uma imagem finda
numa taça de amor a que se brinda
como se eu fosse a saia de cetim.
E quando segue a vista se aprofunda
nas suas ancas que vão formar a bunda;
fenomenal retrato do pecado.
E no duelo ardente dos quadris
o meu olhar insiste em ser feliz,
embora sendo, assim, mal-educado.
(Marcos Maia)
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Distúrbio mental
Hoje me peguei a procurar
estrelas em pleno dia,
como se não soubesse
que elas estão dormindo.
E se não houvesse noite,
como eu saberia das estrelas?
Talvez o sol me dissesse,
pela falta do encanto.
E nós iríamos procurá-las
sempre de dia... (marcos Maia)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
MINHA QUERIDA CIDADE, MINHA QUERIDA IGREJA!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
TROVAS MARAVILHOSAS E VERSOS MAGNÍFICOS
MADRUGADA
A madrugada é o instante
em que o sol, com ousadia,
induz a noite – gestante –
a dar à luz... novo dia!
–Jaime Pina da Silveira/SP–Uma Trova Nacional
Teu ciúme, cortando os laços
do nosso amor, me magoa...
Mas meu amor abre os braços
e, por amor, te perdoa!
do nosso amor, me magoa...
Mas meu amor abre os braços
e, por amor, te perdoa!
–João Freire Filho/RJ–
Uma Trova Potiguar
Desponta sereno o dia,
e o meu sonho, sem demora,
enche o mundo de poesia
ao romper da linda aurora!
–Eva Yanni Garcia/RN–E Suas Trovas Ficaram
Se meu sonho, na lembrança,
foi ponte que se desfez,
estendo o braço à esperança
e faço a ponte outra vez!...
–Adelir Machado/RJ–Estrofe do Dia
Gosto de falar de mato,
picada de muriçoca,
preá escondido em loca
galinha, guiné e pato;
briga de cachorro e gato,
cadeira de balançar,
a rede pra se deitar
na latada ou no oitão;
quanto mais canto o sertão
mais tem sertão pra cantar!
–Júnior Adelino/PB–
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
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CLARO 87 9112-1929
POETA LIMA JR.
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CLARO 87 9112-1929
POETA LIMA JR.
domingo, 23 de outubro de 2011
FRASE DA SEMANA
"O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma. Não tenha medo de errar, pois você aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro".
(Franklin D. Roosevelt)
POETAS DA SEMANA
20 de OUTUBRO DIA DO POETA - VERSOS DE CLÉCIO RIMAS

"Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia"
Nascer em Serra Talhada
Ser radicado em Tabira
Respeitar a macambira
Pisar na terra molhada
Gostar de uma namorada
Ver na feira a freguesia
Entender a fantasia
Pra fazer glosa e repente
Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia
Brincar descalço no chão
Armar a minha arataca
Comer o bago da jaca
Fazer dum cedro, alçapão
Misturar sopa com pão
Na janta que mãe fazia
E no amanhecer do dia
Mirar o sol no nascente
Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia!
Caçar com meu pai no mato
Fazer curral de sabugo
Nunca escapar dum verdugo
Sempre que eu fui insensato
Fazer remendo em sapato
Pra calçar na serventia
Acordar com a sinfonia
Da passarada contente
Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia!
"Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia"
Nascer em Serra Talhada
Ser radicado em Tabira
Respeitar a macambira
Pisar na terra molhada
Gostar de uma namorada
Ver na feira a freguesia
Entender a fantasia
Pra fazer glosa e repente
Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia
Brincar descalço no chão
Armar a minha arataca
Comer o bago da jaca
Fazer dum cedro, alçapão
Misturar sopa com pão
Na janta que mãe fazia
E no amanhecer do dia
Mirar o sol no nascente
Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia!
Caçar com meu pai no mato
Fazer curral de sabugo
Nunca escapar dum verdugo
Sempre que eu fui insensato
Fazer remendo em sapato
Pra calçar na serventia
Acordar com a sinfonia
Da passarada contente
Isso foi suficiente
Pra eu fazer poesia!
Nada é pior do que,
ver a casa destruída;
visitar um irmão preso,
rezar pra mãe falecida,
do pai não saber o nome,
um filho chorar de fome
e a casa não ter comida.
Abel Araújo
Nada é pior do que,
ver a casa destruída;
visitar um irmão preso,
rezar pra mãe falecida,
do pai não saber o nome,
um filho chorar de fome
e a casa não ter comida.
Abel Araújo
ver a casa destruída;
visitar um irmão preso,
rezar pra mãe falecida,
do pai não saber o nome,
um filho chorar de fome
e a casa não ter comida.
Abel Araújo
Um improviso de João Paraibano:
Me criei com cuzcuz e leite quente,
Jerimum de fazenda e melancia.
Com seis anos de idade eu já sabia
Quantas rimas se usava num repente.
Fui nascido nas mãos da assistente,
Na ausência dos olhos do doutor.
Mamãe nunca fez sexo sem amor,
Papai nunca abriu mão do seu direito.
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador.
* * *
O poeta João Paraibano estava numa
festa e devido a uma confusão com a sua
mulher, por motivo de ciúmes desta, foi preso.
Conta-se que assim que se viu dentro do cárcere,
o poeta (que é analfabeto) aos prantos
e em estado de embriaguês,
proferiu de improviso os seguintes
versos para o delegado:
Doutor eu sei que errei
Por dois fatos: dama e porre.
Por amor se mata e morre.
Eu nem morri, nem matei,
Apenas prejudiquei
Um ambiente de classe.
Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo.
Me prenderam porque amo
Quanto mais se eu odiasse.
Poeta mesmo ofendido
Sabe oferecer afeto.
Faz pena dormir no teto
Da morada de um bandido,
Se humilha, faz pedido
Ninguém escuta a voz sua,
Não vê o sol, nem a lua
Deixar o espaço aceso.
Por que um poeta preso
Com tantos ladrões na rua?
Sei que não sou marginal,
Mas por ciúmes de alguém,
Bebi pra fazer o bem,
Terminei fazendo o mal.
Eu tendo casa, quintal,
Portão, cortina, janela,
Deixei pra dormir na cela
Com a minha cabeça lesa,
Só sabe a cruz quanto pesa
Quem está carregando ela.
Poeta é um passarinho
Que quando está na cadeia
Sua pena fica feia,
Sente saudade do ninho,
Do calor do filhotinho,
Da fonte da imensidade.
Se come deixa a metade
Da ração que o dono bota,
Se canta esquece da nota
Da canção da liberdade.
Doutor, se eu perder meu nome
Não acho mais quem o empreste,
A minha mulher não veste,
Minha filhinha não come
E a minha fama se some
Para nunca mais voltar.
Não querendo lhe comprar,
Mas humildemente peço:
Se puder, rasgue o processoDeixe o poeta cantar HABAES PINHO
O instrumento do crime que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revólver, nem pistola
É simplesmente, doutor, um violão.
Um violão, doutor, que na verdade
Não matou nem feriu o cidadão
Feriu, sim a sensibilidade
De quem o ouvir cantar na solidão.
O violão é sempre ternura
Instrumento de amor e de saudade.
O crime a ele não se mistura
Inexiste entre os dois afinidade.
O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam as mágoas que povoam a vida
E sufocam suas próprias dores.
O violão é música é canção
É sentimento, é amor, é alegria.
É pureza, é néctar que extasia
é adorno espiritual do coração
Seu viver como o nosso é transitório
Mas seu destino não se perpetua
Ele nasceu para cantar na rua
Não para ser arquivo de cartório.
Mande soltá-lo pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a ouvir o terno açoite
Das suas cordas leves e sonoras. (Ronaldo Cunha Lima)
Me criei com cuzcuz e leite quente,
Jerimum de fazenda e melancia.
Com seis anos de idade eu já sabia
Quantas rimas se usava num repente.
Fui nascido nas mãos da assistente,
Na ausência dos olhos do doutor.
Mamãe nunca fez sexo sem amor,
Papai nunca abriu mão do seu direito.
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador.
* * *
O poeta João Paraibano estava numa
festa e devido a uma confusão com a sua
mulher, por motivo de ciúmes desta, foi preso.
Conta-se que assim que se viu dentro do cárcere,
o poeta (que é analfabeto) aos prantos
e em estado de embriaguês,
proferiu de improviso os seguintes
versos para o delegado:
festa e devido a uma confusão com a sua
mulher, por motivo de ciúmes desta, foi preso.
Conta-se que assim que se viu dentro do cárcere,
o poeta (que é analfabeto) aos prantos
e em estado de embriaguês,
proferiu de improviso os seguintes
versos para o delegado:
Doutor eu sei que erreiPor dois fatos: dama e porre.
Por amor se mata e morre.
Eu nem morri, nem matei,
Apenas prejudiquei
Um ambiente de classe.
Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo.
Me prenderam porque amo
Quanto mais se eu odiasse.
Poeta mesmo ofendido
Sabe oferecer afeto.
Faz pena dormir no teto
Da morada de um bandido,
Se humilha, faz pedido
Ninguém escuta a voz sua,
Não vê o sol, nem a lua
Deixar o espaço aceso.
Por que um poeta preso
Com tantos ladrões na rua?
Sei que não sou marginal,
Mas por ciúmes de alguém,
Bebi pra fazer o bem,
Terminei fazendo o mal.
Eu tendo casa, quintal,
Portão, cortina, janela,
Deixei pra dormir na cela
Com a minha cabeça lesa,
Só sabe a cruz quanto pesa
Quem está carregando ela.
Poeta é um passarinho
Que quando está na cadeia
Sua pena fica feia,
Sente saudade do ninho,
Do calor do filhotinho,
Da fonte da imensidade.
Se come deixa a metade
Da ração que o dono bota,
Se canta esquece da nota
Da canção da liberdade.
Doutor, se eu perder meu nome
Não acho mais quem o empreste,
A minha mulher não veste,
Minha filhinha não come
E a minha fama se some
Para nunca mais voltar.
Não querendo lhe comprar,
Mas humildemente peço:
Se puder, rasgue o processo
Deixe o poeta cantar
HABAES PINHO
O instrumento do crime que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revólver, nem pistola
É simplesmente, doutor, um violão.
Um violão, doutor, que na verdade
Não matou nem feriu o cidadão
Feriu, sim a sensibilidade
De quem o ouvir cantar na solidão.
O violão é sempre ternura
Instrumento de amor e de saudade.
O crime a ele não se mistura
Inexiste entre os dois afinidade.
O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam as mágoas que povoam a vida
E sufocam suas próprias dores.
O violão é música é canção
É sentimento, é amor, é alegria.
É pureza, é néctar que extasia
é adorno espiritual do coração
Seu viver como o nosso é transitório
Mas seu destino não se perpetua
Ele nasceu para cantar na rua
Não para ser arquivo de cartório.
Mande soltá-lo pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a ouvir o terno açoite
Das suas cordas leves e sonoras.
O instrumento do crime que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revólver, nem pistola
É simplesmente, doutor, um violão.
Um violão, doutor, que na verdade
Não matou nem feriu o cidadão
Feriu, sim a sensibilidade
De quem o ouvir cantar na solidão.
O violão é sempre ternura
Instrumento de amor e de saudade.
O crime a ele não se mistura
Inexiste entre os dois afinidade.
O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam as mágoas que povoam a vida
E sufocam suas próprias dores.
O violão é música é canção
É sentimento, é amor, é alegria.
É pureza, é néctar que extasia
é adorno espiritual do coração
Seu viver como o nosso é transitório
Mas seu destino não se perpetua
Ele nasceu para cantar na rua
Não para ser arquivo de cartório.
Mande soltá-lo pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a ouvir o terno açoite
Das suas cordas leves e sonoras.
(Ronaldo Cunha Lima)
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