| ANUNCIADA ASSINATURA DA ORDEM DE SERVIÇO DA BARRAGEM DE CACHOEIRINHA |
Ontem,
durante a instalação do Comitê Integrado de Combate à Seca, que irá
acompanhar as ações emergenciais destinadas à estiagem uma boa noticia
foi dada para a região do Pajeú. O Ministro da Integração Nacional
Fernando Bezerra Coelho convidou o Governador Eduardo Campos para no
final de maio vir ao Pajeú assinar a ordem de serviço para construção da
Barragem de Ingazeira também conhecida como Barragem de Cachoeirinha e
da retomada da Adutora do Pajeú.
O
ministro assegurou que o projeto da Barragem já está pronto. A
informação foi passada ao Programa Rádio Vivo pelo Prefeito de Ingazeira
Luciano Torres. Luciano foi o único prefeito dos municípios que serão
beneficiados pela Barragem presente ao Palácio do Campo das Princesas.
Vários auxiliares do Governo estadual compareceram ao evento. As fotos
são de Bruno Lopes :
|
Por
Nill Júnior em 01-05-2
|
JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
quarta-feira, 2 de maio de 2012
BARRAGEM DE CACHOERINHA, AGORA VAI??????
terça-feira, 1 de maio de 2012
DIA DO TRABALHADOR
OS TRABALHADORES
Rogaciano Leite
(Poesia que está inserida num marco da Praça Vermelha de Moscou,onde o poeta esteve em 1968.)
Uma língua de fumo,enorme, bandoleante,
Vai lambendo o infinito - espessas e fatigada...
É a fumaça que sai da chaminé bronzeada
E se condensa em nuvens pelo espaço adiante!
Dir-se-ia uma serpente de inflamada fronte
Que assomando ao covil, ameaçadora e turva,
E subindo... e subindo...assim, de curva em curva,
Fosse enrolar a cauda ao dorso do horizonte!
Mas, não! É a chaminé da fábrica do outeiro
- Esse enorme charuto que a amplidão bafora -
Que vai gerando monstros pelo céu afora,
Cobrindo de fumaça aquele bairro inteiro.
Ouve-se da bigorna o eco na oficina,
O soluço da safra e o grito do martelo...
Como tigres travando ameaçador duelo
As máquinas estrugem no porão da usina!
É o antro onde do ferro o rebotalho impuro
Faz-se estrela brilhante à luz de áureo polvilho!
É o ventre do Trabalho onde gera o filho
Que estende a fronte loura aos braços do Futuro!
Um dia, de uma idéia uma semente verte,
Resvala fecundante e,se agregando ao solo,
Levanta-se... floresce... e ei-la a suster no colo
Os frutos que não tinha - enquanto estava inerte!
Foi o germe da Luz, a flor do Pensamento
Multiplicando a ação da força pequenina:
- De um retalho de bronze uma oficina!
- De uma esteira de cal gerou um monumento!
Trabalhar! Que o trabalho é o sacrifício santo,
Estaleiro de amor que as almas purifica!
Onde o pólen fecunda, o pão se multiplica
E em flores se transforma a lágrima do pranto!
Mas não vale o Trabalho andar a passo largo
Quando a estrada é forrada de injustiça e crimes...
Porque em vez de frutos dúlcidos, sublimes,
Gera bagos mortais e de sabor amargo!
Ide ver quanto herói, quanto guindaste humano
Sob a poeira exaustiva e o calor fatigante,
Os músculos de ferro,o porte gigante,
Misturando o suor o seu pão quotidiano.
Sua força é milagre! A redenção bendita!
O seu rígido braço é a enérgica alavanca
O escopro milagroso,a chave que destranca
O Reino do Progresso onde a Grandeza habita!
Sem os pés desse herói a Evolução não anda!
Sem as mães desse bravo uma nação nas cresce!
A indústria não produz! O campo não floresce!
O comércio definha! A exportação debanda!
No entanto, vêde bem! Esses heróis sem nome,
Malditos animais que ainda escraviza o ouro,
Arrastam - que injustiça! - o carro do tesouro,
Atrelados à dor,à enfermidade,e à fome!
Quanto prédio imponente e de valor suntuário
Erguido para o céu, firmado no infinito,
Indiferente à dor, indifrente ao grito
De desgraça que invade a choça do operário!
De dia é no labor! Exposto ao sol e à chuva!
De noite, na infecção de uma choupana escura
Onde breve uma filha há de tornar-se impura
E u'a mulher faminta há de ficar viúva!
Nem mesmo o sono acolhe as pálpebras cansadas!
O leite é a umidez dos fétidos mocambos!
O pão é escasso e duro! As vestes são molambos
E o calçado é paiol das ruas descalçadas!
Ali, a Medicina é estranho um só prodígio!...
Nunca um livro se abrirá em risos de esperança
Para encher de fulgor os olhos da criança,
Apontando-lhe o céu... mostrando-lhe um vestígio!...
Tudo é treva e descrença! O próprio Deus é triste
Ouvindo esse ofegar de corações humanos...
E a Lei - mulher feliz que dorme há tantos anos -
Não acorda pra ver quanta injustiça existe!
Onde está esse amor que os sacerdotes pregam?
Os estão essas leis que o Parlamento imprime?
O Código não pode abrir o seio ao Crime,
Infamando o pudor que os Tribunais segregam!
Vêde bem da fornalha a rubra labareda!...
Olhai das chaminés o fumo que desliza!...
Pois é o sangue... É o suor do pobre que agoniza
Enquanto a lei cochila entre os divãs de seda!
Que é feito desse herói? Ninguém lhe sabe a origem!
O Poder nunca entrou nas palhas do seu teto...
Somente a esposa enferma,o filho analfabeto,
E lá nos cabarés, - a filha... que era virgem!
Existe essa legião de mártires descrentes
Em cada fim de rua, em cada bairro pobre!
É desgraça demais que num país tão nobre
Que teve um Bonifácio e deu um Tiradentes
Será preciso o sangue borbotar na lança?
E o cadáver do povo apodrecer nas ruas?
Tu não vestes, ó Lei,as próprias filhas tuas?
Morre, pois,mãe cruel,debaixo da vingança!
Mas eu vejo que breve há de chegar a hora
Em que a voz do infeliz é livre - na garganta!
Porque sei que esse Deus que nos palácios canta
É o mesmo Deus que pelos bairros chora!
Quanto riso aqui dentro! E lá fora, os brados!
Quantos leitos de seda! E quantos pés descalçados!
Já que os homens não vêem esses decretos falsos,
Rasga,cristo, o teu manto! Abriga os desgraçados!...
Rogaciano Leite
(Poesia que está inserida num marco da Praça Vermelha de Moscou,onde o poeta esteve em 1968.)
Uma língua de fumo,enorme, bandoleante,
Vai lambendo o infinito - espessas e fatigada...
É a fumaça que sai da chaminé bronzeada
E se condensa em nuvens pelo espaço adiante!
Dir-se-ia uma serpente de inflamada fronte
Que assomando ao covil, ameaçadora e turva,
E subindo... e subindo...assim, de curva em curva,
Fosse enrolar a cauda ao dorso do horizonte!
Mas, não! É a chaminé da fábrica do outeiro
- Esse enorme charuto que a amplidão bafora -
Que vai gerando monstros pelo céu afora,
Cobrindo de fumaça aquele bairro inteiro.
Ouve-se da bigorna o eco na oficina,
O soluço da safra e o grito do martelo...
Como tigres travando ameaçador duelo
As máquinas estrugem no porão da usina!
É o antro onde do ferro o rebotalho impuro
Faz-se estrela brilhante à luz de áureo polvilho!
É o ventre do Trabalho onde gera o filho
Que estende a fronte loura aos braços do Futuro!
Um dia, de uma idéia uma semente verte,
Resvala fecundante e,se agregando ao solo,
Levanta-se... floresce... e ei-la a suster no colo
Os frutos que não tinha - enquanto estava inerte!
Foi o germe da Luz, a flor do Pensamento
Multiplicando a ação da força pequenina:
- De um retalho de bronze uma oficina!
- De uma esteira de cal gerou um monumento!
Trabalhar! Que o trabalho é o sacrifício santo,
Estaleiro de amor que as almas purifica!
Onde o pólen fecunda, o pão se multiplica
E em flores se transforma a lágrima do pranto!
Mas não vale o Trabalho andar a passo largo
Quando a estrada é forrada de injustiça e crimes...
Porque em vez de frutos dúlcidos, sublimes,
Gera bagos mortais e de sabor amargo!
Ide ver quanto herói, quanto guindaste humano
Sob a poeira exaustiva e o calor fatigante,
Os músculos de ferro,o porte gigante,
Misturando o suor o seu pão quotidiano.
Sua força é milagre! A redenção bendita!
O seu rígido braço é a enérgica alavanca
O escopro milagroso,a chave que destranca
O Reino do Progresso onde a Grandeza habita!
Sem os pés desse herói a Evolução não anda!
Sem as mães desse bravo uma nação nas cresce!
A indústria não produz! O campo não floresce!
O comércio definha! A exportação debanda!
No entanto, vêde bem! Esses heróis sem nome,
Malditos animais que ainda escraviza o ouro,
Arrastam - que injustiça! - o carro do tesouro,
Atrelados à dor,à enfermidade,e à fome!
Quanto prédio imponente e de valor suntuário
Erguido para o céu, firmado no infinito,
Indiferente à dor, indifrente ao grito
De desgraça que invade a choça do operário!
De dia é no labor! Exposto ao sol e à chuva!
De noite, na infecção de uma choupana escura
Onde breve uma filha há de tornar-se impura
E u'a mulher faminta há de ficar viúva!
Nem mesmo o sono acolhe as pálpebras cansadas!
O leite é a umidez dos fétidos mocambos!
O pão é escasso e duro! As vestes são molambos
E o calçado é paiol das ruas descalçadas!
Ali, a Medicina é estranho um só prodígio!...
Nunca um livro se abrirá em risos de esperança
Para encher de fulgor os olhos da criança,
Apontando-lhe o céu... mostrando-lhe um vestígio!...
Tudo é treva e descrença! O próprio Deus é triste
Ouvindo esse ofegar de corações humanos...
E a Lei - mulher feliz que dorme há tantos anos -
Não acorda pra ver quanta injustiça existe!
Onde está esse amor que os sacerdotes pregam?
Os estão essas leis que o Parlamento imprime?
O Código não pode abrir o seio ao Crime,
Infamando o pudor que os Tribunais segregam!
Vêde bem da fornalha a rubra labareda!...
Olhai das chaminés o fumo que desliza!...
Pois é o sangue... É o suor do pobre que agoniza
Enquanto a lei cochila entre os divãs de seda!
Que é feito desse herói? Ninguém lhe sabe a origem!
O Poder nunca entrou nas palhas do seu teto...
Somente a esposa enferma,o filho analfabeto,
E lá nos cabarés, - a filha... que era virgem!
Existe essa legião de mártires descrentes
Em cada fim de rua, em cada bairro pobre!
É desgraça demais que num país tão nobre
Que teve um Bonifácio e deu um Tiradentes
Será preciso o sangue borbotar na lança?
E o cadáver do povo apodrecer nas ruas?
Tu não vestes, ó Lei,as próprias filhas tuas?
Morre, pois,mãe cruel,debaixo da vingança!
Mas eu vejo que breve há de chegar a hora
Em que a voz do infeliz é livre - na garganta!
Porque sei que esse Deus que nos palácios canta
É o mesmo Deus que pelos bairros chora!
Quanto riso aqui dentro! E lá fora, os brados!
Quantos leitos de seda! E quantos pés descalçados!
Já que os homens não vêem esses decretos falsos,
Rasga,cristo, o teu manto! Abriga os desgraçados!...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
RECEBI POR E-MAIL... E GOSTEI!!!!!
“Abençoado São os Poetas Nordestinos, Que Externam o Que
a Gente Sente e Dizem o Que a Gente Tem Vontade de Dizer”.
(Josa Rabelo)
CRÍTICA
CULTURAL
Eu
prefiro escutar um repentista
Fazer
verso e cantar suas canções
Ao
invés de escutar banda aviões
Pois
a mim essa banda não conquista.
Eu
sou mais relembrar Dimas Batista
Que
hoje faz seu repente lá no céu
Do
que ouvir essa música do creu
Que
só tem desrespeito e baixaria
Diferente
da nossa cantoria
Que
já deu a Valdir muito troféu.
Essa
"infica" cantada no momento
Só
tem letra imoral e fuleragem
Não
nos passa cultura nem mensagem
Por
que tem um teor muito nojento
Essa
mesma não fala em sentimento
Só
degrada a imagem do forró
Bem
distinta do verso de Dió
Que
nos fala de amor e de desejo
Nem
exalta o guerreiro sertanejo
Que
foi tema dos versos de Filó
Eu
não troco o forró das Severinas
Pelo
ritmo tocado na balada
Nem
escuto essa tal saia rodada
Que
não mostra a riqueza das campinas,
Nem
descreve as belezas nordestinas
Que
nos servem de grande inspiração
Pra
fazer em soneto a descrição
Como
faz nosso Zé de Mariano
Que
através do seu verso soberano
Dá
destaque a cultura do sertão.
Não
sou contra a quem quica na latinha
Mas
não curto esse jeito de dançar
O
que eu curto é “apreço ao meu lugar”
Grande
obra de um vate da terrinha:
Matricó,
tabirense, gente minha,
Descendente
de Albino um lutador,
Menestrel,
um poeta glosador
E
também muito bom no bacamarte,
Seguidor
desse estilo e dessa arte,
Preservando
isso tudo com amor.
Não
me atrai essa dança do kuduro
Nem
o ritmo da tal dança da rã
Me
perdoe quem das mesmas seja fã
Esse
tipo de coisa eu não aturo.
Isso
tudo pra mim é sem futuro
Pois
eu gosto é de ver Dedé Monteiro
Recitar
com seu jeito verdadeiro
Seus
poemas de amor a nossa terra,
O
matuto valente, o pé-da-serra
E
o valor deste chão pajeuzeiro.
ENIEL ALVES, Tabira-PE
domingo, 29 de abril de 2012
POETA ISMAEL GAIÃO
*VOCÊ ME LASCOU, DJALMA!
Ismael
Gaião
(Poesia de agradecimento ao Coorientador no Mestrado em Melhoramento Genético de Plantas - UFRPE,
Djalma Euzébio Simões Neto)
Depois de vinte e um anos
Que eu já estava formado,
Como quem não tem juízo
Eu fui fazer um mestrado.
Logo no primeiro dia
Começou minha agonia
Porque ali me ocorreu
Que cada um dos colegas
Com rosto liso, sem pregas,
Podia ser filho meu.
Os professores falavam
E eu ficava embatucado.
Tal qual um analfabeto
Ouvindo um advogado.
Só faltou ter Data Vênia,
Mas tinha o efeito xênia,
E uma Endonuclease
Diclina, cleistogamia.
Micrósporo, Panmixia.
Heterose e Peristase.
Fiz quase cem Seminários
Descrevendo os vegetais
Estudei diversas técnicas
E Métodos Experimentais
Vi na retrospectiva
Genética Quantitativa
E a Genética Aplicada,
Melhoramento de Alógamas
Outros métodos de Autógamas
E a Pesquisa Orientada.
Estudei tanto no curso
Que quase que eu fico louco
Não fui parar no hospício,
Mas pra isso faltou pouco.
Perdi finais de semana
Dois anos sem beber cana
Minha careca aumentou
Fiquei de cabelos brancos.
Fui aos trancos e barrancos,
Mas finalmente acabou.
Isso foi o que eu pensei,
Porém foi pura ilusão
Porque quando eu comecei
Fazer a Dissertação
Consultei especialistas
Pra me darem algumas pistas
E as suas opiniões,
Mas pra acabar de lascar
Inventei de escutar
Doutor Djalma Simões.
Com uns clones da Ridesa
Eu pensei no trivial
Avaliando a performance
Agrícola e industrial.
Muitos já fizeram assim
E seria bom pra mim
Que eu faria com mais calma,
Mas pra não dizer um não
Mudei a dissertação
Com os conselhos de Djalma.
Foi aí que eu me lasquei
Quase perco a paciência
Pra estudar entre os clones
Uma tal de Divergência.
Além da Estabilidade
E da Adaptabilidade
Que quase me deu um trauma
Depois de tanto sofrer
Hoje eu só posso dizer:
Você me lascou Djalma!
Você me fez estudar
Matriz de covariância
Usando Mahalanobis
Pra conhecer a distância
Também tive que aprender
Um tal Método de Tocher
Que atormentou a minha'lma
Pra chegar à conclusão
Fiz das tripas coração
Você me lascou Djalma!
Para a adaptabilidade
Também tive que estudar
Segundo Eberhart e Russel
Com regressão linear.
EIta! troço complicado,
Inda ando atordoado
Que nem calmante me acalma
Por estudar desse jeito
Digo com todo respeito:
Você me lascou Djalma!
Mas quando o diabo atenta
A nossa mente se tranca
Achei de chamar Djalma
Pra fazer parte da banca.
Meu Deus que tanta agonia!
Eu senti logofobia
Meu corpo quase se espalma...
Foi tanta aporrinhação
Que hoje eu digo com razão:
Você me lascou Djalma!
Eu jurava que você
Pudesse ser meu amigo,
Em vez de me apertar tanto
E ser tão duro comigo.
Que não fosse tão carrasco,
Nem me fizesse um fiasco,
Pra merecer minha palma...
Se eu sofresse um AVC
O culpado era você...
Você me lascou, Djalma!
Mas pras canas RB
E pro seu melhoramento
Tivemos um grande avanço
Compensando o sofrimento.
E já que fui aprovado
Mesmo sofrendo um bocado
Como qualquer bom vivalma,
Aproveito a ocasião
Pra dizer de coração:
Muito obrigado, Djalma!
*Poesia
declamada no 16º Seminário Regional sobre Cana-de-açúcar realizado pela
Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB Setentrional),
em 26 de abril de 2012, no Teatro Beberibe do Centro de Convenções de
Pernambuco.
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