JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
sexta-feira, 22 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Ô SERTÃO BOM D'GOTA!!!
Nos baiões de viola lá em casa
Eu sentava na brecha de um batente
Era a sala tremendo com repente
E a cozinha cheirando a sal e brasa
Quando eu vi que cresci,cortei a asa
Pra não ter que voar sem dimensão
Que eu não quero alcançar a vastidão
Sem poder contemplar meu berço amado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Não cultivo os costumes de um povo
Que nasceu no sertão,mas sempre nega
Minha origem matuta me carrega
Que eu cresci com feijão,farinha e ovo
Se eu puder regressar volto de novo
Pra
nascer nos torrões da região
Minha alma é grudada nesse chão
O meu sangue com terra é misturado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Dos orgulhos que eu trago
no meu peito
O primeiro é falar da minha terra
Meu humilde e modesto pé de serra
Mas pra mim não tem outro mais perfeito
Meu vestido cumprido é do meu jeito
De um bordado que arrasta até no chão
E eu não troco as riquezas do meu chão
No sudeste do povo engravatado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Se eu deixar meu sertão vou carregar
As lembranças da terra que eu nasci
Dos forrós que dancei no cariri
Dos baiões de viola do lugar
Se o destino fizer eu me ausentar
Dos costumes da minha região
Vou fazer do meu peito um matulão
E carregar o sertão de todo jeito
''Eu carrego o sertão dentro do peito
Mesmo estando distante do sertão''
Nos baiões de viola lá em casa
Eu sentava na brecha de um batente
Era a sala tremendo com repente
E a cozinha cheirando a sal e brasa
Quando eu vi que cresci,cortei a asa
Pra não ter que voar sem dimensão
Que eu não quero alcançar a vastidão
Sem poder contemplar meu berço amado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Eu sentava na brecha de um batente
Era a sala tremendo com repente
E a cozinha cheirando a sal e brasa
Quando eu vi que cresci,cortei a asa
Pra não ter que voar sem dimensão
Que eu não quero alcançar a vastidão
Sem poder contemplar meu berço amado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Não cultivo os costumes de um povo
Que nasceu no sertão,mas sempre nega
Minha origem matuta me carrega
Que eu cresci com feijão,farinha e ovo
Se eu puder regressar volto de novo
Pra
nascer nos torrões da região
Minha alma é grudada nesse chão
O meu sangue com terra é misturado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Minha alma é grudada nesse chão
O meu sangue com terra é misturado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
O primeiro é falar da minha terra
Meu humilde e modesto pé de serra
Mas pra mim não tem outro mais perfeito
Meu vestido cumprido é do meu jeito
De um bordado que arrasta até no chão
E eu não troco as riquezas do meu chão
No sudeste do povo engravatado
Eu não posso negar o meu passado
Nem dizer que não gosto do sertão
Se eu deixar meu sertão vou carregar
As lembranças da terra que eu nasci
Dos forrós que dancei no cariri
Dos baiões de viola do lugar
Se o destino fizer eu me ausentar
Dos costumes da minha região
Vou fazer do meu peito um matulão
E carregar o sertão de todo jeito
''Eu carrego o sertão dentro do peito
Mesmo estando distante do sertão''
Vou fazer do meu peito um matulão
E carregar o sertão de todo jeito
''Eu carrego o sertão dentro do peito
Mesmo estando distante do sertão''
UM SONETO PARA A VIDA INTEIRA!!!!
Dedé Monteiro
Soneto de Revolta
Que culpa tenho de ser diferente?
Amar as artes, por ventura, é crime?
Tudo é mutável , e o irreverente
Não se acostuma com qualquer regime.
Contra a vontade rude e indiferente,
Eu sou amante do sagrado time
Que empresta a alma, sofre, cria e sente,
E se sente nojo do poder que oprime.
Aprendam isso: gente não doma.
Pichem meu nome, rasguem meu diploma...
Aceito tudo com tranqüilidade.
Se acharem pouco, cubram-me de lodo,
Cortem meu riso, me excomunguem todo,
Mas não me toquem na dignidade!
Amar as artes, por ventura, é crime?
Tudo é mutável , e o irreverente
Não se acostuma com qualquer regime.
Contra a vontade rude e indiferente,
Eu sou amante do sagrado time
Que empresta a alma, sofre, cria e sente,
E se sente nojo do poder que oprime.
Aprendam isso: gente não doma.
Pichem meu nome, rasguem meu diploma...
Aceito tudo com tranqüilidade.
Se acharem pouco, cubram-me de lodo,
Cortem meu riso, me excomunguem todo,
Mas não me toquem na dignidade!
( Dedé Monteiro)
domingo, 17 de junho de 2012
POETAS DAS SEMANA
ALDO NEVES
SEXTILHAS SOLTAS
Sem ter chuva no sertão
Coqueiro não bota cacho
Um boi cava com a unha
A barreira de um riacho
Jogando terra pra cima
Pra ver se tem água embaixo
Pra quem ama poesia
Todo esforço vale a pena
Eu deixei o Pajeú
Vim aqui entrar em cena
E vender repente em retalhos
Na Feira da Madalena
O pássaro sacode a pena
Aos raios do sol nascente
Aqui o mar vira onda
Quando se encontra valente
E lá uma onda de versos
Vira a cabeça da gente
O cantador de repente
Tanta canta como cria
Até a brisa que solta
Tem cheiro de poesia
E onde se planta cultura
Nascem versos todo dia
O teu
rosto expressa a arrogância
Desprezas com sorriso, este poeta
Teu orgulho penetrante como a seta
Que fere a humildade e tolerância
És roseira comum e sem fragrância
Querendo ser orquídea que impera
Toda vez que se vai a primavera
Vê-se a face dessa flor despetalada
A beleza é uma carga confiscada
Que alfândega do tempo não libera.
Desprezas com sorriso, este poeta
Teu orgulho penetrante como a seta
Que fere a humildade e tolerância
És roseira comum e sem fragrância
Querendo ser orquídea que impera
Toda vez que se vai a primavera
Vê-se a face dessa flor despetalada
A beleza é uma carga confiscada
Que alfândega do tempo não libera.
A
seca arrasa o sertão
Mas sua gente é feliz.
(Mote de Manoel Dantas/RN)
O sertanejo é um forte
Dizia Euclides da Cunha
Combate e não se acabrunha
Mesmo ferido de morte
Eu acho que tenho sorte
Por ser daquela raiz
E ter o mesmo matiz
De Silvino e Lampião
A seca arrasa o sertão
Mas sua gente é feliz.
A região que resiste
A tantas variações
Mudanças das estações
Por tantos anos persiste
Mas seu povo não desiste
De escutar “Seu” Luiz
Cantando igual um concriz
As marchinhas do São João
A seca arrasa o sertão
Mas sua gente é feliz.
Todo sertanejo canta
Para espantar a tristeza
E a própria Natureza
Com o seu canto se encanta
Satisfeita já levanta
A tampa do chafariz
E O Sagrado Juiz
Diz à chuva: - Molhe o chão!
A seca arrasa o sertão
Mas sua gente é feliz.
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho, 11 de junho de 2012.
RECEITA DA SEMANA
Vaca Atolada
Ingredientes para uma 5 pessoas:
1 quilo de costela de boi
1 quilo de mandioca
1 cebola grande
1 pimentão verde
1 pimentão vermelho
3 tomates maduros
1 colher de sopa de colorau
2 colheres de sopa de alho batido
4 folhas de louro
2 tabletes de caldo de carne
2 litros de água
3 colheres de sopa de óleo
Sal a gosto
Cheiro verde
Preparo:
Pique a costela e a mandioca em pedaços médios. A cebola, os pimentões e os tomates, sem sementes, são cortados em cubos. Doure o alho no óleo, acrescente o colorau e, logo depois, a carne. deixe assim por alguns minutos antes de colocar os dois litros de água. a costela deve cozinhar, com o osso, por mais ou menos duas horas ou 40 minutos na panela de pressão. Quando estiver macia, misture a mandioca e deixe até engrossar bem o caldo. Em média, 15 minutos. Ponha os tabletes de caldo de carne e as folhas de louro. Depois, a cebola, os pimentões e os tomates. Espere ferver um pouco. Tempere com o sal e o prato colorido e saboroso está pronto. Aí é só colocar o cheiro verde e uma pimentinha.
1 quilo de costela de boi
1 quilo de mandioca
1 cebola grande
1 pimentão verde
1 pimentão vermelho
3 tomates maduros
1 colher de sopa de colorau
2 colheres de sopa de alho batido
4 folhas de louro
2 tabletes de caldo de carne
2 litros de água
3 colheres de sopa de óleo
Sal a gosto
Cheiro verde
Preparo:
Pique a costela e a mandioca em pedaços médios. A cebola, os pimentões e os tomates, sem sementes, são cortados em cubos. Doure o alho no óleo, acrescente o colorau e, logo depois, a carne. deixe assim por alguns minutos antes de colocar os dois litros de água. a costela deve cozinhar, com o osso, por mais ou menos duas horas ou 40 minutos na panela de pressão. Quando estiver macia, misture a mandioca e deixe até engrossar bem o caldo. Em média, 15 minutos. Ponha os tabletes de caldo de carne e as folhas de louro. Depois, a cebola, os pimentões e os tomates. Espere ferver um pouco. Tempere com o sal e o prato colorido e saboroso está pronto. Aí é só colocar o cheiro verde e uma pimentinha.
FILME DA SEMANA
UM ATO DE CORAGEM
-
Sinopse e detalhes
John Q. Archibald (Denzel Washington) é um homem comum, que trabalha em uma fábrica e vive feliz com sua esposa Denise (Kimberly Elise) e seu filho Michael (Daniel E. Smith). Até que Michael fica gravemente doente, necessitando com urgência de um transplante de coração para sobreviver. Sem ter condições de pagar pela operação e com o plano de saúde de sua família não cobrindo tais gastos, John Q. se vê então numa luta contra o tempo pela sobrevivência de seu filho. Em uma atitude desesperada, ele então decide tomar como refém todo o setor de emergência de um hospital, passando a discutir uma solução para o caso com um negociador da polícia (Robert Duvall) e com um impaciente chefe de polícia (Ray Liotta), que deseja encerrar o caso o mais rapidamente possível.
FRASE DA SEMANA
"O melhor amigo é aquele com quem
nos sentamos por longas horas, sem dizer uma palavra, e ao deixa-lo,
temos a impressão de que foi a melhor conversa que já
tivemos".
(Autor Desconhecido)
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
POETA PAULO RABELO
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei
GLOSAS: PAULO RABELO
MOTE: AUTOR DESCONHECIDO
Nunca mais uma lágrima vai cair
Aprendi a viver com essa dor
Dos dois crimes que tem, um é o amor
Mais um outro, o direito de sorrir
Muitos meses contados sem dormir
Muitas horas somadas que chorei
E o pranto que em publico derramei
Hoje ecoa em meu íntimo e me tortura
Nunca mais vou chorar ne sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei
Quando um grande amor, a gente mata
Lá no céu de desgosto um anjo chora
Se eu pudesse estornar aquela hora
Nunca mais eu falava em sorte ingrata
Apesar desta dor que me maltrata
Me conforta saber que já te amei
Alguns crimes das costas já tirei
Mas o crime do amor inda perdura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei
Hoje vivo tal qual um condenado
Tendo a pena perpétua como pena
E de pena se chora vendo a cena
Quem da morte do AMOR se fez culpado
Tem a sombra da culpa do meu lado
E a memória lembrando que errei
Se pensar que da dor me libertei
A consciência sem dor me enclausura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que mesmo assassinei.
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