JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

domingo, 22 de julho de 2012

POETAS DA SEMANA


Esse poetas genias... Depois de tanto falado, debatido, criado e recitado o tema SAUDADE é inesgotável... O poeta Leonardo Bastião, de Itapetim – PE, disse é essa magnífica sextilha:

Eu também plantei saudade
Numa pequena panela
E só de quinze em quinze dias
É que eu botava água nela
Pr’ela não crescer demais
Matar quem cuidava dela


MANOEL ATINGIU A PERFEIÇÃO
EM CONDUTA, BONDADE E POESIA
(Moura
Felizardo – Luis Homero)

Um espírito de luz incandescente
De um saber muito mais que literário
Todo dia rasgava o calendário
Com a força imortal de seu repente
Se bebesse cem doses de aguardente
Não tombava pra trás e nem pendia
Quase tudo na vida ele sabia
Tinha o censo de um “adivinhão”
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia.

Se glosasse na mesa ou desse um tema
Retratava o mundo em duas linhas
A dureza do bico das galinhas
E a tristeza do sono da jurema
Colocava doçura em seu poema
Ninguém sabe de onde minaria
Abstrato do mel na ventania
Que carrega da pinha do oitão
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia

Se alguém perguntasse como vai?
Vou prestando resposta imediata!
Pra chegar não marcava nunca a data
Nem dizia o momento quando sai
Um herdeiro legitimo do seu pai
Zé Filó doador da teoria
Se quisesse viver da cantoria
Tinha sido do mundo assombração
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia.

Em conduta foi mais do que perfeito
Na bondade ninguém lhe imitou
Na poesia chegou e ultrapassou
Os limites da linha do seu peito
Se qualquer ser humano tem defeito
Eu discordo, em Filó não existia
Foi exemplo do mundo onde vivia
E hoje é mestre em outra encarnação
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia

O carão assustado não dormiu
Nos espinhos da velha quixabeira
O canário amarelo de aroeira
Avistou o palanque e não subiu
Foi embora o poeta que o Brasil
Por ser grande demais não conhecia
Ta de luto o baião da cantoria
Multiplica a saudade de Cancão
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia.

O semblante da paz foi estampado
No seu rosto coberto de verdade
Sempre quis demonstrar felicidade
Tudo quanto era bom queria mais
O carisma dos tempos de rapaz
Com um gesto bondoso transmitia
Fez travar o portão da ventania
E botou teto no vão da amplidão
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia

Decantou os segredos naturais
Com grandeza e total conhecimento
A feiúra que tem o papa vento
Na faxina da cerca dos currais
Vaga-lume que pisca nos quintais
Na neblina testando a bateria
A zabumba do canto de uma jia
Quando a noite escorresse o cacimbão
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia.

Não gostava de ocupar ninguém
Disfarçava da raiva absoluta
Nunca quis medir força sem disputa
Era simples, vivei só pelo bem
Sua fonte vertia do além
Extraída da vã filosofia
Quase não recitava o que fazia
Tinha medo de sua imensidão
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia

Comparou o balanço da morena
Com o leque sutil da carnaúba
E o seu corpo macio igual a fuba
Revestido da pele que serena
Sutileza do faro da Hiena
E da onça que sai da gruta fria
Deita em cima das mãos quando anuncia
Que a pressa já vem na direção
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia.

Se um amigo ele fosse visitar
Com certeza levava algum presente
Possuía afeição pelo parente
Do ausente vivia a se lembrar
Tinha um jeito modesto de tratar
Quem chegasse na sua companhia
Se uma frase ferisse não dizia
Para não magoar um coração
Manoel atingiu a perfeição
Em conduta, bondade e poesia

Sempre Com Você
      
Estarei com você no sonho terno
No pesadelo estarei se for preciso
Estarei com você se for inferno
Estarei com você se paraíso.

Nas manhãs mais românticas de inferno
Estarei com você no seu sorriso
Mas se o pranto pra te servi de terno
O teu lenço será meu improviso

Se um dia, a caso em teu caminho
Tu sentires fome de carrinho
Minha pele será teu alimento

Se não tiver ninguém ao seu redor
E a caso pensares que estais só,
Estarei com você no pensamento.

(Paulo Rabêlo) 


Sonho de Sabiá ( Cancão)

Um sabiá diligente
Voou pela vastidão
Mas por inexperiente
Caiu em um alçapão.
Depois de aprisionado
Ficou mais martirizado
Pensando no seu filhinho.
Implume sem alimento
Exposto a chuva e ao vento
Sem poder sair do ninho

Deram-lhe por seu abrigo
Uma pequena gaiola
Num casebre de um mendigo
Que só comia de esmola.
Só vivia cochilando
Com certeza imaginando
Sua liberdade santa.
Ia cantar não podia
Que a sua voz se perdia
Logo ao sair da garganta

Tornou-se a pena cinzenta
No rigor do seu castigo
Na saleta fumarenta
Da casa do tal mendigo.
Triste sempre arrepiado
Neste viver desolado
Ia um mês. vinha outro mês,
Assim completou um ano
Sentindo seu desengano
Nunca cantou uma vez.

Depois uma tarde inteira
O pobre do passarinho
Sonhou que ia à palmeira
Onde tinha feito o ninho.
Olhava em frente às campinas
Via por traz das colinas
A natureza sorrindo.
Ao sentir a liberdade
Pensou ser realidade
Sem saber cantou dormindo.

Depois sonhou que voltava
A terra dos braunais
Por onde sempre cantava
Junto aos outros sabiás.
Voava  nas ribanceiras
Pousava nas laranjeiras
Olhando o clarão do dia.
Voava através do monte
Voltava a beber na fonte
Que todas manhãs bebia.

No sonho via as favelas
Criadas nos carrascais
Voou baixo, pousou nelas,
Cantou os seus madrigais
Voltou, colheu os orvalhos,
Que gotejavam dos galhos
Dos frondosos  jiquiris.
Alegre abria a plumagem
Pra receber a bafagem
Das manhãs do seu país.

Foi a terra dos palmares
Atravessou toda flora
Voou por todos lugares
Que tinha voado outrora.
Passou pelos mangueirais
Entre outros sabiás
Cantou sonora canção.
O seu som melodioso
Estava mais pesaroso
Devido a sua emoção.

Viu a vinda do inverno
Nos quadrantes da paisagem
Ouviu o sussurro terno
Do bulício da folhagem.
Cantou todo arrebol
O brilho morno do sol
Morrendo nos altos cumes.
Sentia quando cantava
Que seu coração chorava
Com mais tristeza e queixumes.

Sonhou catando sementes
Num campo vasto e risonho
Se sentia tão contente
Que sonhou que fosse um sonho.
Olhava pra vastidão
Tocava  em seu coração
Um regozijo profundo
Todas delícias sentia
Às vezes lhe parecia
Vivendo fora do mundo.

Voou por entre os verdores
Atravessou as searas
Cantou pelos resplendores
Das manhãs frescas e claras.
Passou pelo campo vago
Bebeu das águas do lago
Posou sobre os arvoredos.
Entrou pelo bosque escuro
Aí sonhou um futuro
Tão triste que teve medo.

Depois  sonhou que estava
Trancado em uma gaiola
Ouvindo alguém que cantava
Na porta pedindo esmola.
Ao despertar de momento
Reparou seu aposento
Ouviu falar o mendigo.
Fechou os olhos pensando
Sentiu seu íntimo chorando
No rigor do seu castigo.

Ainda em vão procurava
Sair daquela prisão
Seu olhar denunciava
Piedade e compaixão.
Ao pensar na liberdade
A mais pungente saudade
Devorava o peito seu
Assim o cantor da mata
Ferido da sorte ingrata
No outro dia morreu.

Uma cortesia do amigo: Josa Rabêlo

FILME DA SEMANA

"Prova de Fogo"

Sinopse
No trabalho, o bombeiro Caleb Holt (Cameron) é um profissional que cumpre com todas as regras, sendo que uma delas é nunca deixar um companheiro para trás numa situação de perigo. Já em sua casa, ao lado da esposa Catherine (Bethea), as coisa são bem diferentes. Sempre ausente, depois de sete anos de união o casamento está chegando ao fim e eles estão decididos a se divorciar. Mas o pai de Caleb pede que ele inicie uma experiência de 40 dias a qual denomina “The Love Dare” (dia do desafio) na tentativa de salvar o casamento.
Impressões
É um filme impressionante sobre relacionamento entre o casal, mostra à necessidade de tolerância, atenção, amizade, dedicação, paciência. Recomendo para todos os casais, os que não tem problemas de relacionamento, ou distanciamento do parceiro (a), ou para os que têm refletir sobre a importância do Casamento.
Assisti a primeira vez quando ainda namorava, mas já o elegi como meu filme predileto, sempre estarei revendo para não esquecer os ensinamentos. Como todo filme de romance me sensibilizei, chorei e fiquei muito feliz com final, é claro. Fora os ensinamentos que me marcaram.
Então pessoal, quem tá namorando, casada (o), Noivas (os), união estável. 


VALE A PENA ASSISTIR e REFLETIR SOBRE SUAS ATITUDES EM SEU RELACIONAMENTO.
"A mudança deve acontecer de dentro para fora. Os seus pensamentos determinarão diretamente a forma que você vê o mundo. Pense positivo! Pense que você pode e que você é capaz de coisas maiores."
(Autor Desconhecido)

RECEITA DA SEMANA

Carne Seca Acebolada

Carne Seca Acebolada
Clique para ampliar a imagem
Ingredientes:
1kg de carne seca em cubinhos
3 xícaras de chá de água
3 cebolas grandes fatiadas
1 colher de sopa de óleo
1 colher de sopa de manteiga
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
salsa picada a gosto

Preparo:
- Vamos lá: em um recipiente despeje a carne e deixe de molho em água, na geladeira, por mais ou menos 12 horas trocando a água pelo menos umas 3 vezes.

Depois escorra a carne e coloque numa panela de pressão. Cubra com a água e leve ao fogo médio, cozinhe por 20 vinte minutos, após o vapor começar a sair.

Depois desligue, tire a pressão, abra a panela, escorra e reserve.

Numa frigideira, refogue a cebola em fogo baixo com óleo e manteiga por 10 minutos ou até dourar.

Adicione os cubinhos de carne e refogue por mais 3 minutos.

Transfira a carne refogada para uma travessa, e adicione a salsa picada.

sábado, 21 de julho de 2012

DOIS POETAS POETIFISOFANDO...

OLHA O QUE EU ACHEI NO FACE...
MEU CORAÇÃO TRAI SORRINDO
MAS CHORA NA RECAÍDA
PROMETE MAIS DO QUE CUMPRE
FAZ JURA, MAS É PERDIDA
QUE UM CORAÇÃO DIVIDIDO
NÃO SABE O QUER DA VIDA

Dudu Morais

    • Vinícius Gregório
      Só pegando na deixa, irmãozinho:

      Pois poeta, se decida,
      Que a lei da vida é assim:
      Tanto vale pra você,
      Quanto valerá pra mim,
      Quem não decide o que quer,
      Fica sem nada no fim.

      Um xero no coração.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

POETA SONETEANDO E POETIZANDO!!!!

Distantes

Não nos vemos direto, infelizmente,
Nosso amor já nasceu vendo a estrada...
Mas por um telefone a gente sente
Que a distância não muda quase nada.

Nós choramos, sorrimos facilmente...
Nesse amor nunca dá linha cruzada...
E fazemos poemas, de repente
Ou cantamos por toda a madrugada.

Muitas vezes compomos melodias
E entre assuntos, canções e poesias
A saudade da gente se mascara.

Se a distância esse amor nunca esmorece,
Por aí você tira o que acontece
Quando a gente se encontra cara a cara.

Vinícius Gregório
“Justo céu, por que me deste
Um peito capaz de amar?”

Não mediste a dor da cena
De me deixar desse jeito...
A dor que sinto em meu peito
A qualquer um causa pena.
Tal qual uma madalena...
Trocaste-me num piscar.
Sem ninguém pra me escutar
Eu reclamo ao vão celeste:
“Justo céu, por que me deste
Um peito capaz de amar?”

Se era pra tirar depois,
Melhor, antes não ter dado
Teu amor falsificado
Que me iludiu por nós dois.
Numa plantação de arroz,
O Pardal pode empestar.
No plantio do meu pensar,
A saudade é que é a peste...
“Justo céu, por que me deste
Um peito capaz de amar?”

Se é grande a dor da saudade,
Pro poeta ela é maior...
Eu quis tê-la ao meu redor,
Mas foi só minha a vontade.
Apesar da pouca idade,
Envelheci de penar.
Esse amor é como um mar
Que eu “tô” nadando sem leste...
“Justo céu, por que me deste
Um peito capaz de amar?”

Melhor que eu tivesse vindo...
Desprovido de ilusão,
Pra que as dores da paixão
Eu não tivesse sentindo.
Era melhor “tá” vestindo
O “véu” do “vagabundar”,
Não me envolver, nem me dar...
Mas é o amor quem me veste.
“Justo céu, por que me deste
Um peito capaz de amar?”

Vinícius Gregório
Saudade é sentir um nó
Apertando o seu juízo.
Solidão puxa de um lado
(De um modo muito preciso)
E a lembrança noutra ponta,
Deixando a cabeça tonta,
Cortando a força do riso!

Vinícius Gregório
 
 

E HAJA CULTURA!!!!!!!




domingo, 15 de julho de 2012

POETAS DA SEMANA

OLHOU, LIGOU!

SUA MÁSCARA CAIU NO MESMO DIA
QUE VOCÊ LEVATOUS-SE CONTRA MIM
PORQUE TUDO QUE É FALSO CHEGA AO FIM
POIS, NINGUÉM VIVE SÓ DE FANTASIA
A MENTIRA TAMBÉM TEM BATERIA
MAS TEM HORA QUE ACABA A “SOLUÇÃO”
E UM AMOR QUE SÓ VAI “NO EMPURRÃO”
VIRA UM CASO SEM SOLUÇÃO TAMBÉM
NUM AMOR VERDADEIRO OS OLHOS TÊM
O PODER DE LIGAR O CORAÇÃO!

ZÉ ADALBERTO

O batente de pau do casarão!
 

A saudade é uma flexa
Que invade o meu peito
Machucando de verdade
Este coração sem jeito
Que amou pela metade
Fez do amor vaidade
Saudade é seu efeito.

Clemilda Gonçalves
 

    • Pedro Fernandes
      ‎.
      .
      Há horas que não aceito
      Por meu peito ser assim,
      Sentir saudade daquela
      Que foi pra longe de mim,
      Se a lembrança dela aperta
      Aí de novo desperta
      Essa saudade sem fim !!
       
  • Cinco horas da tarde mãe fervia
    Um café lá no nosso casarão
    Aromático o café “morto” em pilão
    Visitava os dez vãos da moradia.
    Mesa posta, família e alegria
    Mãe servia o café com brevidade,
    Foi-se tempo e esse cheiro ainda invade
    Feito nódoa do tempo que não sai
    Cai a tarde, o sol desce, o dia vai
    Nasce a noite no colo da saudade.

    Lima Júnior

    • DEUS PINTA COM POESIA,
      A HORA DO SOL SE POR.

      UM SERTANEJO SUADO

      COM O CORPO CHEIO DE GRUDE
      VAI SE BANHAR NUM AÇUDE
      DEPOIS DA LUTA DO GADO.
      UM PASSARINHO INSPIRADO,
      ENCHE O PEITO,IGUAL TENOR,
      E O SOL APAGANDO A COR
      DA CLARIDADE DO DIA.
      DEUS PINTA COM POESIA
      A HORA DO SOL SE POR.

      DISTANTE SE ESCUTA O CANTO
      TRISTONHO DE UMA ACAUÃ
      E UM BANDO DE ARRIBAÇÃ,
      DEIXA O CÉU COM MAIS ENCANTO.
      SEIS HORAS ME SENTO E JANTO
      AO SOM DE UM RÁDIO MOTOR.
      E NESTA HORA O LOCUTOR
      SOLTA UMA AVE MARIA.
      DEUS PINTA COM POESIA
      A HORA DO SOL SE POR.

      SEIS E MEIA UMA GALINHA
      SAI CISCANDO DO TERREIRO,
      VOANDO PARA O POLEIRO
      E NUM GALHO DE PAU SE ANINHA,
      VEM SE UM CHEIRO DA COZINHA
      DE UM CAFÉ NO COADOR,
      E ACOMPANHANDO O SABOR
      BOLO DE MILHO EM FATIA.
      DEUS PINTA COM POESIA
      A HORA DO SOL SE POR.

      QUANDO A TARDE VAI CHEGANDO
      A PRAIA COMO UM ESPELHO
      REFLETE UM SOL BEM VERMELHO
      NA ÁGUA DO MAR CHIANDO.
      PARECE ATÉ DEUS SOPRANDO
      DA PRAIA AQUELE CALOR
      SOBE DA ÁGUA UM VAPOR
      NA HORA QUE AREIA ESFRIA.
      DEUS PINTA COM POESIA
      A HORA DO SOL SE POR.

      GLOSAS:JÚNIOR ADELINO
      MOTE:FELIPE PEREIRA
       
      Pedro Fernandes
      ‎.
      ..
      Se a querida deixou sua morada
      Depois de uma briga irrelevante,
      O remorso traz cheiro da amante
      E a vontade de vê-la é aguçada,
      Na cortina do machismo é ocultada
      O seu íntimo alterna guerra e paz,
      Busca calma num copo de São Brás
      Na gangorra da dúvida há recaída
      Não misture saudade com bebida
      Que quem bebe roendo vai atrás.

      Mote: Hitalo Patriota
      Glosa: Pedro Fernandes
     
    QUANDO UM PINGO DE CHUVA MOLHA O CHÃO
    ENCHE D’ÁGUA O OLHAR DO SERTANEJO.

    Vejo um pé de umbuzeiro amarelado
    um sinal que esse ano a chuva é pouca
    ouço um “papa-lagartas” de voz rouca
    com seu canto, agourar o chão molhado
    o rebanho sem água ameaçado
    esperado um trovão dar seu gracejo
    a cacimba abastece o lugarejo
    escavada na foz do ribeirão
    quando um pingo de chuva molha o chão
    enche d’água o olhar do sertanejo.

    o saber das antigas gerações
    procuravam sinais de trovoada
    doze pedras de sal enfileiradas
    no natal eram forte as emoções
    São José padroeiro dos sertões
    risca o céu faz surgir um relampejo
    o roncar do trovão, parece um beijo
    faz brotar nesse solo amor e pão
    Quando um pingo de chuva molha o chão
    enche d’água o olhar do sertanejo.

    Vendo a chuva o matuto se anima
    se esquece dos traumas da estiagem
    lindo verde que brota das folhagens
    mostra a nossa batalha contra o clima
    só nos resta ter fé no lá de cima
    esperar uma nuvem dar despejo
    os suaves respingos num gotejo
    e o caboclo transborda de emoção
    quando um pingo de chuva molha o chão
    enche d’água o olhar do sertanejo.

    No roçado a lavoura enverdecida
    enche a vista do nobre camponês
    a mulher tira o leite de uma rês
    um guri leva o gado pra bebida
    a formiga de asa faz subida
    uma abelha da flor tira o sobejo
    a cigarra assopra um realejo
    como quem faz da vida uma canção
    quando um pingo de chuva molha o chão
    enche d’água o olhar do sertanejo.

    O açude sangrando atrás de casa
    uma cabra parindo num chiqueiro
    um cachorro latindo num terreiro
    hoje o sol já não queima como brasa
    asa branca risonha bate asas
    outra coisa da vida, eu não almejo
    contemplando a beleza do que vejo
    ergo os braços ao céu, faço oração
    quando um pingo de chuva molha o chão
    enche d’água o olhar do sertanejo.

    -Henrique Brandão-

FILME DA SEMANA



Sinopse: Kate Davis (Mira Sorvino), uma jovem jornalista inglesa, é enviada a trabalho para Leningrado. A Segunda Guerra Mundial está no seu auge, os nazistas já dominam metade da Europa e parte de Rússia, mas falham em Leningrado. Ao perceber que não conseguiria tomar a cidade à força, Hitler monta uma estratégia extremamente desumana. Cerca Leningrado, bloqueando o acesso de mantimentos, com o objetivo de matar de fome mais de três milhões de pessoas. Em meio a este cerco do horror, Kate e a população local, precisam tentar de todas as maneiras sobreviver e não sucumbir à fome e ao domínio do nazismo, na batalha mais cruel da Segunda Guerra Mundial

RECEITA DA SEMANA

Arroz a Portuguesa

Arroz a Portuguesa

Ingredientes:
½ cebola ralada
2 colheres (chá) de óleo
1 xícara (chá) de arroz
1 cenoura picada
1 cubinho de caldo de carne
1 ovo cozido
4 azeitonas verdes picadas
½ lata de ervilha
½ lata de sardinha
3 xícaras (chá) de água

Preparo:
Frite a cebola no óleo, junte o arroz e a cenoura e refogue bem. Acrescente o caldo de carne, dissolvido em 3 xícaras (chá) de água fervente. Cozinhe em fogo baixo, com a panela tampada, por 15 minutos. Misture os demais ingredientes e decore a gosto. Sirva quente.