JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

domingo, 24 de março de 2013

RECEITA DA SEMANA

Receita de Barreado

 

Por Maria Clara   
Ingredientes
  • 5 kg de carne de segunda (coxão mole, peito, patinho)
  • 500 g de toucinho fresco
  • 3 cebolas grandes
  • 4 tomates grandes
  • 3 dentes de alho
  • 4 folhas de louro
  • 1 colher (chá) de cominho
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • Sal a gosto
  • 4 maços de cheiro verde
  • 1 maço de alfavaca (ou manjericão)
Modo de preparo
  • Limpe e corte a carne em cubos de aproximadamente 4 cm.
  • Tempere com sal e pimenta a gosto.
  • Numa panela (de preferência, de barro) refogue o toucinho.
  • Junte a cebola e o alho.
  • Doure.
  • Junte a carne, o tomate, o louro, o cheiro verde, a alfavaca, e o cominho a gosto.
Para vedar a panela
  • 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • Cinza de fogão
  • Ägua fervente suficiente para dar a liga
  • 1 folha de bananeira
  • Barbante
Como vedar a panela
  • Amoleça uma folha de bananeira em cima de uma chapa ou em água quente.
  • Amarre-a sobre as frestas da panela já tampada com barbante.
  • Por cima, vede com a massa que deve ser feita misturando os demais
  • ingredientes até alcançar a textura adequada.
  • Leve a panela em fogo bem baixo por aproximadamente 6 horas.
O preparo do barreado à mesa
  • Depois de pronto, uma vez que o barreado está sobre a mesa, este deve ser feito da seguinte maneira: num prato fundo, colocar 2 colheres (sopa) de farinha de mandioca.
  • Adicione uma concha do caldo e misture bem fazendo o pirão escaldar (cozinhe a farinha).
  • Sobre esse pirão, colocar uma concha da carne do Barreado, e misturar bem.
  • Corte uma banana em rodelas e sirva junto do pirão.

Fonte: Comida e Receitas -

 

FRASE DA SEMANA

"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse"
(Friedrich Nietzsche)

sexta-feira, 22 de março de 2013

DEDÉ MONTEIRO REFERInDO AO INESQUECÍVEL MANOEL FILÓ!

O saudoso Manel Filo (esquerda) e Dedé Monteiro: dois mitos da poesia nordestina

MANOEL FILÓ
Manoel Filomeno de Menezes, Uma vez você disse sem pensar “Chora o cedro na gruta da floresta Escutando o machado a trabalhar” E “O crepúsculo no campo é tão bonito Que até Deus se debruça pra olhar.”

Quem cria motes assim E os glosa qual você faz Por mais que tenha vivido Tem que viver muito mais Pra continuar brilhando Sendo aplaudido e criando Prodígios fenomenais.

Lamentando o cenário sertanejo Quando o sol do verão nos apavora Você fez uns milagres neste mote Que quem lê sem chorar, por dentro chora “O carão que cantava em meu baixio Teve medo da seca e foi embora”.

Criou também um poema De inspiração desmedida Neste mote primoroso Magoador de ferida “Todo dia muda a cor Do quadro da minha vida”.

Você nunca soltou o cabo liso Do martelo sagrado da emoção Fez com ele uma peça genial Neste mote de rara inspiração “Quando a gente magoa uma saudade Incomoda demais o coração”.

Que o mundo se coisifique Todos morremos de medo Por isso, você que sabe Do sentimento o segredo Não pode sair de cena Bote mais tinta na pena Não diga adeus nem tão cedo.

Quando Zé Marcolino despediu-se E o nordeste ficou de alma enlutada Amargando a saudade imorredoura Você disse exprimindo a dor de cada “A estrada matou quem escreveu O mais belo poema da estrada”.

Conquistando os corações “Devagar, devagarinho” Você foi duplo gigante No gabinete e no pinho Por isso a gente não sai “Das curvas do seu caminho”.

Eis aqui outra prova incontestável De grandeza e de sensibilidade Você disse aos que a vida condenou A viverem sofrendo atrás das grades “Uma gota de pranto molha o riso Quando o preso recebe a liberdade”.

Parabéns Manoel Filó Por teu menino primeiro Dois mil e cinco, o segundo Dois mil e seis, o terceiro E espero que Deus consinta Que aos cem em dois mil e trinta Você faça o derradeiro!
(Ddé Monteiro)

terça-feira, 19 de março de 2013

ALEGRIA NO SERTÃO



VEJO A MATA CINZENTA FURTAR COR 
O BAIXIO SEDENTO BEBER ÁGUA 
O AÇUDE SANGRANDO QUE DESAGUA 
ESPERANÇA PARA O AGRICULTOR 
CARRO PIPA PARAR O SEU MOTOR 
A COR CINZA DA MATA IR EMBORA 
O VERDUME ASSUMINDO TODA FLORA
O ARADO CORTANDO O BARRO LISO
VEM A CHUVA MOSTRAR O SEU SORRISO 
QUANDO A SECA TRISTONHA VAI EMBORA
(JOSA RABÊLO)

segunda-feira, 18 de março de 2013

MULHER...


MARIA FERNANDA, FILHA DE DORINHA E FERNANDO

ESTIVE HOJE À TARDE/NOITE, VISITANDO MINHA AMIGA DORINHA BERNARDO E SUA PONTINHA DE RAMA MARIA FERNANDA, LINDA, A CARA DO AVÔ JACINTO, PELO MENOS O BRANCO DO OLHO.

ABSUDO DOS ABSURDOS!!!

A CELPE VEM COBRANDO UM TAXA ABSURDA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DE MINHA RESIDÊNCIA... COMO DIZ LUCIANO DO VALE, AS IMAGENS FALAM MAIS QUE MIL PALAVRAS!

RUA JULIETA MARTINS CORDEIRO, TABIRA - PE

VEJAM QUANTO ESTOU PAGANDO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, ILUMINAÇÃO QUE NÃO EXISTE, SÃO QUATRO POSTES SEM UM "BRAÇO DE LUZ" VEJAM QUE ILUMINAÇÃO A GENTE TEM!!!






Ô CABRA MACHO D'GOTA!!!!


domingo, 17 de março de 2013

POETAS DA SEMANA

HOMENS SEM SOMBRAS

A fraqueza os corrompem nas batalhas
Abortando as virtudes entretanto
Envolvidos em trapos de mortalhas
Absortos vagueiam em todo canto

Suas mãos não são dignas de medalhas
Seu valor gira em torno de um quanto
Quem se troca por resto de migalhas
Qualquer preço venal custa seu tanto

Os luzeiros lhes são todos ocultos
Refletindo tão só míseros vultos 
Na penumbra envolvida de horas tardes

Para as sombras nasceram a luz se nega
Porque o homem que vive o que não prega
Até mesmo suas sombras são covardes
(Dudu Morais)



O saguin só se alimenta

Quando o pau solta a resina

Um bezerro esfomeado

Puxa os peitos da Turina

E uma sombra de tristeza

Cobre a cerca de faxina

(Aldo Neves)
 IDENTIDADE 

Eram todas iguais, literalmente,
Tão iguais que eu não sei mais destiguilas;
Margaridas curvadas ao chão rente,
Mesclam as cores das pétalas com as argilas.

Têm instintos felinos propriamente,
Olhos dóceis que escodem nas pupilas,
O veneno da boca quando mente,
Camuflando o desejo de segui-las.

Os perfis são idênticos e as fúrias
As levaram em conflitos as injúrias
Dos mais baixos degraus que a moral some...

...A primeira julgou-se verdadeira,
A segunda falava da primeira
E eram todas iguais, até no nome.
(Dudu Morais)

O poeta Renato Rabelo, conversando com o seu pai e poeta Paulo Rabelo disse: Deveria Haver Habilitação para Eleitor... O Poeta Paulo Rabelo fez o mote: 

"VOU PROPOR ELEITOR HABILITADO
PRA NÃO VER BARBEIRAGEM EM ELEIÇÃO"

Uma carta na mão do eleitor
É utopia mas juro que sonhei
Inocêncio, Maciel, José Sarney
Não ganhava nem pra vereador
Deputado corrupto, Senador
Vai sentir o "gostim" da extinção
E os vampiros famintos da Nação
Vão ganhar um tostão se for suado
VOU PROPOR ELEITOR HABILITADO
PRA NÃO VER BARBEIRAGEM EM ELEIÇÃO
(Paulo Rabelo)

Terra amada torrão onde meus pés
Se aprumaram pra meus primeiros passos
Testemunha de glórias e fracassos
Vitimada por mil secas crués.
Mas, pra nós sertanejos inda és
 
Dos rincões, o mais belo e mais lembrado
Por seus filhos poetas, decantado
Para todos és chão, terra e auxìlio
E pra'queles que vivem no "exìlio"
És lembrança chorosa do passado.

Como posso esquecer as madrugadas
Nas moagens de cana nos engenhos
Tantas lutas, fadigas e empenhos
Das debulhas de milho nas latadas
Das bonitas manhãs ensolaradas
Adjuntos nas limpas de algodão
Buscas d'agua num posso com galão
Almoçar feijão-verde com torresmo
Quem viveu essas coisas? Fui eu mesmo!
Nos meus anos de ouro no Sertão.

Quem não cala nas tardes sertanejas
Para ouvir o lamento do carão
Alternado no canto do cancão
Como fossem poetas em pelejas
Os badalos dos sinos nas igrejas
Convidando o caboclo a se benzer
O vermelho do sol no entardecer
Ir morrendo pras bandas do poente
Num teatro que Deus fez para a gente
Assistir esperando anoitecer.

Quando a noite, qual manto de viùva
Vem pintar o Sertão de negras cores
Aparecem os noturnos atores
Sapo, briba, guarà, peba e saúva
Um matuto deitado, escuta a chuva
Que cai mansa nas telhas da palhoça
Quando o vento enfraquece, a chuva engrossa
Pensa então o caboclo emocionado:
Se eu pudesse ia agora pru roçado
Começar preparar a minha roça.

Meu Sertão, minha terra, meu regaço
O meu verso não é suficiente
Pra cantar o teu solo, a tua gente
Que trabalha e resiste sem cançaso
Não se assombra com seca nem mormaço.
Um cenàrio que Deus arquitetou
Eu aqui do lugar aonde estou
Apesar do progresso e do barulho
Mando um verso falando do orgulho
De Ser Tão sertanejo quanto sou.

Bràs Ivan.

FILME DA SEMANA

GHANDI

 
Sinopse  

África do Sul, 1893. Após ser expulso da 1ª classe de um trem, o jovem e idealista advogado indiano Mohandas Karamchand Gandhi (Ben Kingsley) inicia um processo de auto-avaliação da condição da Índia, que na época era uma colônia britânica, e seus súditos ao redor do planeta. Já na Índia, através de manifestações enérgicas, mas não-violentas, atraiu para si a atenção do mundo ao se colocar como líder espiritual de hindus e muçulmanos.