JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

sábado, 18 de maio de 2013

ANIVERSÁRIO DE TABIRA!

Programação de Emancipação Politica dos 64 anos de Tabira

O Sec. de Cultura Edgley Freitas e o Sec. de Gabinete Aderval Soares anunciaram na manhã desta quinta-feira, 16 de maio, no programa institucional da Prefeitura Municipal “A voz da Cidadania”, a programação oficial das festividades de Emancipação Política de Tabira.

A festa terá inicio nesta sexta-feira, 17, com a abertura dos jogos escolares na quadra de esportes da cidade e se estendera até o dia 27 com uma programação exclusiva para o dia.

Entre as atrações estão:

21/05 (terça-feira) -

Festival “A praça é Nossa” (Na praça Gonçalo Gomes)

22/05 (quarta-feira)

Festival Cultural (Na praça Gonçalo Gomes)

24/05 (Sexta-feira)

Renato Marinho

S.O.S Fígado

No Clear

25/05 (Sábado)
Banda Kaêra

Sevy Nascimento

BKL

Tom Oliveira e Banda

26/05 (Domingo)

Lindomar Souza

Quarteto Forrozado

Raimundo Fagner

27/05 (segunda-feira)

Festival de Violeiros

(Por André Sundek)

UMA NOITE INESQUECÍVEL!!!

Foto
A NAVALHA AFIADA DO DESTINO
FEZ UM CORTE CRUEL EM MINHA VIDA.
(Josa Rabelo)


Acabou-se meus dias de bonança
Meu sorriso pungente me devora
A saudade hoje serve de escora
No castelo ruído da esperança
Hoje o nó apertado da lembrança
No meu peido machuca uma ferida
Numa dor tão forte e desmedida
Ao lembrar que perdi o meu menino
A NAVALHA AFIADA DO DESTINO
FEZ UM CORTE CRUEL EM MINHA VIDA.
(Josa Rabelo)
A NAVALHA AFIADA DO DESTINO
FEZ UM CORTE CRUEL EM MINHA VIDA.
(Josa Rabelo)

Acabou-se meus dias de bonança
Meu sorriso pungente me devora
A saudade hoje serve de escora
No castelo ruído da esperança
Hoje o nó apertado da lembrança
No meu peido machuca uma ferida
Numa dor tão forte e desmedida
Ao lembrar que perdi o meu menino
A NAVALHA AFIADA DO DESTINO
FEZ UM CORTE CRUEL EM MINHA VIDA.
(Josa Rabelo)

sábado, 11 de maio de 2013

ÀS MÃES QUE JÁ SE FORAM!!!


TODOS OS DIAS

TODOS OS DIAS, VOCÊ É LEMBRADA
MAS, HÁ AQUELES QUE A SAUDADE APERTA
E A GENTE FICA SEM ENTEDER NADA
O PEITO SANGRA QUAL FERIDA ABERTA

TODOS OS DIAS, VOCÊ NOS DESPERTA
MESMO DISTANTE, MESMO ASSIM CALADA
PARA OS TROPEÇOS DESTA ESTRADA INCERTA
QUE EM SUA AUSÊNCIA NEM PARECE ESTRADA

TODOS OS DIAS, ATRAVÉS DA FÉ
NÓS CONSEGUIMOS PROSSEGUIR DE PÉ
SEGUINDO A TRILHA QUE VOCÊ DEIXOU

TODOS OS DIAS,SORRINDO OU CHORANDO
TENHA CERTEZA QUE ESTAMOS TENTANDO
FAZER DO JEITO QUE VOCÊ MANDOU
(DEDÉ MONTEIRO)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

6º FESTIVAL DE VIOLA EM SÃO PAULO


VEJO  O TREM DA SAUDADE ME LEVANDO
AO LUGAR QUE NASCI E FUI CRIADO
(JOÃO PARAIBANO)

 6º FESTIVAL DE VIOLA EM SÃO PAULO

Lembro a casa que foi minha morada
Que já tem rachaduras no reboco
A biqueira tocando um baião moco
N’uma lata da boca enferrujada
Uma cabra sem peia outra piada
Qu’eu tangia de casa pra o roçado
Com um peito vazando em cada lado
Um cabrito deitado outro mamando
VEJO  O TREM DA SAUDADE ME LEVANDO
AO LUGAR QUE NASCI E FUI CRIADO

Não esqueço o cupim na linha torta
De uma casa que eu fui nascido nela
Uma lata de flores na janela
Minha irmã aguando a flor da horta
Um cachorro azunhando os pés da porta
Uma pasta de lodo no telhado
Um quintal  um varal atravessado
Com um pano estendido balançando
VEJO  O TREM DA SAUDADE ME LEVANDO
AO LUGAR QUE NASCI E FUI CRIADO

Lembro o gato correndo pela bica
Procurando onde um rato se escondia
Mãe lavando uma rede qu’eu dormia
Com sabão e semente de oiticica
Nossa mesa enfeitada de canjica
De pamonha, de bolo e milho assado.
Cuscuz quente com leite esturricado
E a tigela de barro fumaçando
VEJO  O TREM DA SAUDADE ME LEVANDO
AO LUGAR QUE NASCI E FUI CRIADO

Não esqueço os invernos de janeiro
Que passei no sertão da minha terra
O trovão abalando o pé da serra
Quando o vento rasgava o nevoeiro
Tanajura caindo no terreiro
Muitas flores se abrindo pelo prado
Um açude sangrando, um rio de nado
Pai cavando na roça e mãe plantando
VEJO  O TREM DA SAUDADE ME LEVANDO
AO LUGAR QUE NASCI E FUI CRIADO


 Não esqueço o café com tapioca
Tripa assada na cuia de farinha
Mel de engenho com água de quartinha
Um pirão de farinha de mandioca
Lembro a minha espingarda soca- soca
Carregada com chumbo envenenado
Qu’eu usei nas matanças de viado
Hoje tem, mas ninguém estando “matando”
VEJO  O TREM DA SAUDADE ME LEVANDO
AO LUGAR QUE NASCI E FUI CRIADO

MORO AQUI EM SÃO PAULO E NÃO CONSIGO
ESQUECER OS COSTUMES DO SERTÃO

(ZÉ VIOLA)

6º FESTIVAL DE VIOLA EM SÃO PAULO

Um cachorro ladrando no terreiro
Dois capotes correndo no quintal
Uma vaca parida no curral
Uma cabra berrando o chiqueiro
Dois, três galos cantando num puleiro
Uma rede com linha de algodão
Viajar do meu chão foi ilusão
Viver longe demais é um castigo
MORO AQUI EM SÃO PAULO E NÃO CONSIGO
ESQUECER OS COSTUMES DO SERTÃO

Sou do tempo do cocho e da gamela
E um forró numa sala de reboco
Amarrei “mão” de burro em pé de toco
Fiz porteira, fiz cerca e fiz cancela.
Fiz perneira, fiz peia e já fiz sela
Caprichei nas costuras do gibão
Trago o cheiro da sola em minha mão
Faço é rir de quem diz qu’eu sou antigo
MORO AQUI EM SÃO PAULO E NÃO CONSIGO
ESQUECER OS COSTUMES DO SERTÃO

Não consigo esquecer do meu roçado
A enchente da altura da barreira
Uma boi manso da altura da porteira
O soqueiro da altura do cercado
O capim da altura do arado
O joelho da altura do feijão
O chapéu da altura do pendão
E o milho da altura do umbigo
MORO AQUI EM SÃO PAULO E NÃO CONSIGO
ESQUECER OS COSTUMES DO SERTÃO

Vaquejada de fama é o meu trecho
Repentista que canta sem marmota
Rapadura de cana piojota
Que só quebra quem tem força no queixo
Eu não sei o d’acho é Remelexo
Se Eu Te Pego pra mim num presta não
Pocotó, É o Tcham e Batidão
Essas coisas de louco eu não me ligo
MORO AQUI EM SÃO PAULO E NÃO CONSIGO
ESQUECER OS COSTUMES DO SERTÃO

sexta-feira, 3 de maio de 2013

MEU QUERIDO PAJEÚ!!!


Esse chôro de saudade....
nos alivia e acalma....
é a agua da lembrança......
lavando o rosto da alma
                                      (Fátima Marcolino)


...Poeta  e compadre Vanja Rodrigues fez:


MOTRE: RICARDO MOURA
GLOSAS: VANJA RODRIGUES


Encontrei minha espora enferrujada
Meu primeiro peão de goiabeira
Uma mão de pilão de aroeira
Pelo tempo bastante maltratada
Minha calça coringa desbotada
Retratando o desprezo que lhe dei
E uma cama batente que deitei
O cupim já comeu mais da metade
Encontrei uns pedaços de saudade
No monturo da casa que morei

Vi também uma velha carrapeta
E uns pedaços de um caco de assar bolo
Uma fita vermelha num consolo
E uma mesa pequena de gaveta
Vi a copa do meu chapéu baeta
E recordo das vezes que usei
Cabisbaixo ao passado perguntei:
Porque foi que me fez tanta maldade?
Encontrei uns pedaços de saudade
No monturo da casa que morei

Lá eu vi um cambito de pereiro
Um facão, um serrote e um machado
E um par de burrinca enterrado
La de baixo de um pé de juazeiro
O meu nome numa galha de umbuzeiro
Que eu mesmo escrevi, mas não datei
Duas bandas de um prato que quebrei
Quando tinha seis anos de idade
Encontrei uns pedaços de saudade
No monturo da casa que morei 



O poeta Aldo Neves disse:

O sol se esconde por trás da Serra
A água faz cócegas lavando a cascata
Os pássaros se acordam pra cantar na mata
No curral, sofrido um cabrito berra
Sou a mão da paz impedindo a guera
Travando um gatilho que quer disparar
Sou um repentista à luz do luar
Resgantando estrelas que a noite escondeu
E no palco das rimas quem brilha sou
Nos dez de galope da beira do mar


"O lago do olho abreja
Depois que o pranto invade
Na cadeia do destino
A ferrugem estraga a grade
Eu nunca encontrei doutor
Que cura a dor da saudade"


A BAFAGEM DO TEMPO ANUNCIOU
A CHEGADO DO INVERNO NO SERTÃO

MOTE: Josa Rabêlo
GLOSAS: ALDO NEVES E DIÓ DE SANTO IZIDRO

ALDO NEVES

Quando a seca castiga lentamente
No oitão de uma casa uma vaca berra
Uma nuvem sem chuva cobre a terra
Um relãmpago não brilha no nascente
Um cachorro bem magro range o dente
Se coçando do lado do oitão
E no baixio, um restante de cambão
Que a pancada do vento derrubou
A bafagem do tempo anunciou
A chegado do inverno sertão

DIÓ

O inverno aproxima até demais
Observo o fenômeno demonstrado
É por isso que eu tenho observado
Tudo aquilo que a natureza faz
Na cantiga dos próprios animais
Que a gente escuta essa canção
O profeta d'agente é o Carão
Não precisa de orquestra mas faz show
A bafagem do tempo anunciou
A chegado do inverno sertão

ALDO NEVES

Falta pasto pra os velhos animais
Não tem milho, batata, nem boneca
O açude com água logo seca
E a coruja cantando nos frechais
Sertanejo dá adeus pra nunca mais
Vai-se embora pra outra região
E entre as fendas de um velho cacimbão
uma jia chorando faz um show
A bafagem do tempo anunciou
A chegado do inverno sertão

DIÓ

É bonito demais observar
A cantiga dos pássaros que contente
Canta mais de uma música realmente
Quem entende não cansa de olhar
Animais não precisa estudar
Pra natura faz advinhação
Mãe retira uma cinza do fogão
E a galinha deitada se espojou
A bafagem do tempo anunciou
A chegado do inverno sertão

ALDO NEVES

Canta um sapo na lama de um barreiro
E um sereno não molha um pé de planta
Um vaqueiro contente se levanta
E vê-se um porco chiando no chiqueiro
Fica triste o semblante do vaqueiro 
Sem motivos não veste o seu gibão
Deus calou a corneta do carão
E hoje em dia a cigarra é quem dá show
A bafagem do tempo anunciou
A chegado do inverno sertão

ALDO NEVES

O coqueiro não vejo botar cacho
Canta um pássaro na triste madrugada
E a gambá não faz mais sua morada
Na barreira tristonha de um riacho
Vejo a crise levando mundo àbaixo
Tudo bom dessa nossa região
E nosso verde diante à seguidão
Com a crise dos anos já murchou
A bafagem do tempo anunciou
A chegado do inverno sertão

QUEM FOR POETA FAÇA UM VERSO...



Quem mata um pássaro no ninho 

Que canta sem ganhar palma 

Com dez ou quinze minutos

Quando for pensar com calma
 
Escuta a voz dos filhotes
 
Piando dentro da alma
(Moacir Laurentino)


Choveu no sertão e a rolinha já fez seu ninho! Eita coisa boa!

Maravilhoso começar o dia com esse registro incrível do fotógrafo Januário Lima, no sítio Floresta - Alto Santo,CE.


Aquela rolinha do meu sombrião
sem o seu ninho, seu primeiro leito
já cantou tanto que feriu o peito
sem saber dos filhos, o lugar que estão.


Percorre, às vezes toda vastidão
volta de novo a reparar direito
de galho em galho, a espreitar com jeito
procura ainda, mas procura em vão.


Assim a pobre e infeliz rolinha
levando as horas a gemer sozinha
eriça as penas, depois as sacode.


Ela não chora porque não tem pranto
se ela tivesse choraria tanto...
mas sem ter pranto quer chorar não pode.

(CANCÃO)

MAIORIDADE PENAL


Foto

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A QUEM INTERESSAR POSSA

É que a gente, por ser gente, precisa de colo, de quem sonhe junto e acalme os vendavais da alma. As vezes o corpo grita e alma cala, justamente por essa falta de gente que nos reduz tanto a mecânica da vida.
Sonhar sem alguém é triste, tem que haver aquela hora do dia que entre um aborrecimento e outro você se encontre sorrindo por lembrar que existe um alguém qualquer e que te faz qualquer também, qualquer pedaço de sonho, qualquer pedaço de cheiro e qualquer pedaço de amor que te complete por dentro. Que quando se ama os pedaços dos outros se tornam o todo da gente e se multiplicam até gerar pedaços de dois em um só.
A falta é pior que a necessidade. Na necessidade a gente se contenta justamente com o necessário, com o suficiente, mas na falta, a gente procura exatamente aquilo que sobrepõe a necessidade. É como a fome, você com fome, qualquer cardápio te deixa com apetite, é a lei do necessário. Na falta, a gente procura o que satisfaz, o que te enche os olhos e a boca, na falta a gente compreende que vivemos em estado de necessidade e justamente pela compreensão (necessária) somos jogados a falta que tanto tortura.
Torturante é chegar em casa e ouvir o oco do ego sozinho, é deitar cedo e passar a agenda do celular procurando um número pra dizer somente como foi o dia, é conseguir gabaritar aquela prova e não ter pra quem contar, é chegar aos sábados e ficar procurando delivery de pizza e sempre optar pela pequena, justamente pela falta de companhia.
Com o tempo a solidão vai se adaptando a você mas você não se adapta a ela. E essa falta de reciprocidade abala cruelmente qualquer um.
Eu ainda imagino que qualquer hora ou outra que eu estiver caminhando a tarde irei bater de cara com alguém que supra não o necessário, mas o que se sobrepõe a ele. E é justamente nessa necessidade que eu fundamento a minha falta.
Eu sinto falta desse qualquer aí como se estivessem arrancado um dente da frente que eu poderei até colocar uma prótese mas por necessidade estética, que facilmente será retirada, basta querer. A falta do dente ninguém supre.
Não quero mais o necessário, a opção imediata ou te que aceitar um convite pra sair e olhar pra minha amiga justificando que é melhor do que ficar em casa, eu quero algo que me faça gostar de ficar em casa, e sem justificar o gostar...
Quando eu ouvi pela primeira vez na ''legião urbana'' (literalmente) que a solidão seria o mal do século eu talvez não tivesse idade suficiente pra aceitar tanto tanta verdade, aí terminei por atestar a veracidade da máxima e me tornar reflexo dela.
Que não procuremos opções em agendas como quem senta a mesa de um bar e escolhe uma bebida, que não aceitemos convites por pura necessidade de não ficar em casa, mas que busquemos em nós e na vida além do necessário.
Quando você precisar de pressa pra escolher o vestido certo e a maquiagem que combine sem precisar se auto justificar pela saída e antes de querer ligar pra contar do dia receba a ligação perguntando, quando a sua única dúvida seja o sabor da pizza do final de semana e você sempre termine cedendo pelo canal de tv, terá justamente alcançado além da necessidade... Eu, ando procurando sabe? é que essa selva de gente que meus sonhos me jogaram dentro é tudo muito na lei do necessário e eu ando por aí procurando gente que sinta falta e não necessidade...