- Caro Josa, Que Deus te encha de força e fè neste momento de dor. Eu daqui te acompanho com minhas oraçoes. Paz pra ti e tua familia.
- 29 de janeiro
- Brás Ivan Costa SantosFoi um talho profundo em reta linha
Uma dor forte assim talvez não haja
O remédio alivia mas não saja
A ferida que tem na alma minha
Com Danilo entre nós a vida tinha
Os tons vivos de tela colorida
Mas, agora só tem essa ferida
E a dor da saudade do menino.
"A NAVALHA AFIADA DO DESTINO
DEU UM CORTE CRUEL NA MINHA VIDA."
NOTE: JOSA RABELO
GLOSA: Brás.
- 31 de janeiro
- Brás Ivan Costa SantosE Deus se compadecendo
Vendo seu povo sofrer
Manda seu sol se esconder
Vê-se o céu escurecendo
Vem uma nuvem chovendo
Da comporta da usina
Deus manda abrir a turbina
Que a seca tinha fechado
Pro sertão ficar molhado
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
Do sertão para o agreste
Dum tecido colorido
A chuva tece um vestido
E o corpo da terra veste
No céu um arco celeste
Fica enfeitando a cortina
Feita de véu e neblina
Que Deus quis dá de presente
Pra janela do poente
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A água tange o basculho
No manso leito do rio
Que se encontrava vazio
Desde meiados de julho
Da mata vem o barulho
Do canto da sururina
Que não canta a trsite sina
De uma ave viúva
Mas, canta louvando a chuva
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A telha deixa que molhe
A linha, o caibro e a ripa
O "empresário" do pipa
Os carros pipas recolhe
O gado faminto escolhe
O que comer na campina
Nem sequer olha pra tina
Onde só comia palma
O sertão muda de alma
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A água corre barrenta
Pelos cantos do terreiro
E a copa do marmeleiro
Um verde brilhante ostenta
No nascente se apresenta
Uma torre pequenina
A chuva começa fina
Mas, aos pouquinhos engrossa
Começa a festa na roça
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
Brás. - Domingo
- Brás Ivan Costa SantosEita meu bom Pajeu
Este teu poeta ingrato
Ta com saudade do mato
Onde correu seminu
Ta lembrado do angu
De milho novo e canela
Do rangido da cancela
Do tempo da mocidade.
Ja sentiu tanta saudade
Que se acostumou com ela.
Brás
JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

segunda-feira, 29 de abril de 2013
POETA BRÁS IVAN
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