
Os jovens poetas cantadores Raimundo Nonato e Nonato Costa (Os Nonatos)
A dupla Raimundo Nonato e Nonato Costa trabalhando o mote
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Você pode habitar em outro ninho
E visitar ambientes que eu não vou
Trabalhar, viajar, assistir show
Sem que eu seja uma sombra em seu caminho
Se negar a aceitar o meu carinho
Não sentir mais saudade de me ver
Só não pode é no intimo do meu ser
Passar uma borracha e apagar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
E visitar ambientes que eu não vou
Trabalhar, viajar, assistir show
Sem que eu seja uma sombra em seu caminho
Se negar a aceitar o meu carinho
Não sentir mais saudade de me ver
Só não pode é no intimo do meu ser
Passar uma borracha e apagar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Só restaram do amor que foi desfeito
Os melhores momentos dessa história
As lembranças do vídeo da memória
E as promessas no cofre do meu peito
Aceitar que perdi, eu não aceito
Mas estou consciente de não ter
Nunca mais o direito de poder
Pelo menos na boca lhe beijar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Os melhores momentos dessa história
As lembranças do vídeo da memória
E as promessas no cofre do meu peito
Aceitar que perdi, eu não aceito
Mas estou consciente de não ter
Nunca mais o direito de poder
Pelo menos na boca lhe beijar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Você tem o direito de exigir
Que eu me afaste de vez da sua vida
Que não sente mais falta na dormida
Que não tem mais lembrança de sair
Mas você nem ninguém pode impedir
Que eu escute isso tudo sem sofrer
E se me ver gargalhando pode crer
Que por dentro eu não paro de chorar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Que eu me afaste de vez da sua vida
Que não sente mais falta na dormida
Que não tem mais lembrança de sair
Mas você nem ninguém pode impedir
Que eu escute isso tudo sem sofrer
E se me ver gargalhando pode crer
Que por dentro eu não paro de chorar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Porque sua beleza não é pouca
Não existe uma réplica nem seu clone
E sua voz de CD no telefone
Inda deixa minh’alma quase louca
Se outro homem beijar a sua boca
E num abraço apertado lhe prender
Se eu chegar a ver isso e não morrer
Pelo menos em coma eu vou ficar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Não existe uma réplica nem seu clone
E sua voz de CD no telefone
Inda deixa minh’alma quase louca
Se outro homem beijar a sua boca
E num abraço apertado lhe prender
Se eu chegar a ver isso e não morrer
Pelo menos em coma eu vou ficar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Por mais vezes que eu lute e que ele tente
Me recuso a ouvir certos boatos
É inútil eu rasgar os seus retratos
Se você tá inteira em minha mente
Já liguei pro trabalho estava ausente
E onde estava negaram a me dizer
No de casa não quer mais me atender
Mas eu tô rastreando o celular
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Me recuso a ouvir certos boatos
É inútil eu rasgar os seus retratos
Se você tá inteira em minha mente
Já liguei pro trabalho estava ausente
E onde estava negaram a me dizer
No de casa não quer mais me atender
Mas eu tô rastreando o celular
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Fiz diversas consultas no INCOR
Pra saber o que eu tinha de verdade
O eletro acusou que era saudade
E se você não voltar fica pior
Vou mandar escrever num outdoor
Uma declaração pra você ler
Tenho tanta paixão que pra caber
Só se meu coração virasse um mar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Pra saber o que eu tinha de verdade
O eletro acusou que era saudade
E se você não voltar fica pior
Vou mandar escrever num outdoor
Uma declaração pra você ler
Tenho tanta paixão que pra caber
Só se meu coração virasse um mar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Certamente adorá-la foi meu crime
Nem por isso eu estou arrependido
Você pode dizer que tem marido
Que tem filho e não quer que eu me aproxime
Não existe outra pele mais sublime
E outro cheiro melhor não pode haver
Seu amor não é coisa de comer
Mas eu fico sem fome se provar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.Inda tenho comigo seu cartão
Telefone, endereço, carta e foto
Lhe dei todo meu tempo e hoje noto
Que não tenho um minuto de atenção
Mergulhado no cais da solidão
Sem nenhuma noticia receber
Prometi pra mim mesmo não querer
Nunca mais por ninguém me apaixonar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Nem por isso eu estou arrependido
Você pode dizer que tem marido
Que tem filho e não quer que eu me aproxime
Não existe outra pele mais sublime
E outro cheiro melhor não pode haver
Seu amor não é coisa de comer
Mas eu fico sem fome se provar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.Inda tenho comigo seu cartão
Telefone, endereço, carta e foto
Lhe dei todo meu tempo e hoje noto
Que não tenho um minuto de atenção
Mergulhado no cais da solidão
Sem nenhuma noticia receber
Prometi pra mim mesmo não querer
Nunca mais por ninguém me apaixonar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
* * *

AS SECAS – Vinícius Gregório
É a seca matando nosso gado
E o governo a achar tudo normal…
Pois preferem falar em copa, em festa.
Isso aí dá mais voto, é mais legal.
E essas secas se encaixam feito luva:
Pois se vê no Sertão seca de chuva,
Nos políticos a seca de moral.
E o governo a achar tudo normal…
Pois preferem falar em copa, em festa.
Isso aí dá mais voto, é mais legal.
E essas secas se encaixam feito luva:
Pois se vê no Sertão seca de chuva,
Nos políticos a seca de moral.
Cada esfera que culpe a outra esfera
O prefeito que diz que nada fez,
Pois o líder do estado é quem devia…
Esse aí, pra fugir, por sua vez,
Joga a culpa no líder da nação,
Entretanto nos tempos de eleição
Vêm os três pedir votos para os três.
O prefeito que diz que nada fez,
Pois o líder do estado é quem devia…
Esse aí, pra fugir, por sua vez,
Joga a culpa no líder da nação,
Entretanto nos tempos de eleição
Vêm os três pedir votos para os três.
E o pior é o silêncio que faz eco,
Maquiando a real situação.
Quando a chuva voltar, vejo os discursos:
“Pronto, gente, não há mais sequidão,
Nesta seca tomamos as medidas
E por isso salvamos muitas vidas…”
Quem quiser que acredite, mas eu não.
Maquiando a real situação.
Quando a chuva voltar, vejo os discursos:
“Pronto, gente, não há mais sequidão,
Nesta seca tomamos as medidas
E por isso salvamos muitas vidas…”
Quem quiser que acredite, mas eu não.
Vamos, gente, se movam, falem, gritem,
Cobrem mais dos políticos deste chão…
Ou preferem ver cenas como esta
Cada vez que vier novo verão?
Não se curvem pra vil politicagem,
Pois quem é deste chão, sem ter coragem,
Não merece ser filho do Sertão!
Cobrem mais dos políticos deste chão…
Ou preferem ver cenas como esta
Cada vez que vier novo verão?
Não se curvem pra vil politicagem,
Pois quem é deste chão, sem ter coragem,
Não merece ser filho do Sertão!
* * *

A SECA E A MÁ VONTADE POLÍTICA – Henrique Brandão
O acalanto maior Pro coração sertanejo
É ver riacho em enchente
Da bica ouvir o gotejo
Porém quando a chuva atrasa
Deixa o sertão feito brasa
Queimando a alma da gente
Deixa a paisagem cinzenta
E a bicharada sedenta
Deitada no solo quente.
E a bicharada sedenta
Deitada no solo quente.
Nossa terra infelizmente
Sofre com a má vontade
De uma corja que castiga
Sem dó e sem piedade
Mas nosso povo com isso
Que nunca foi submisso
Segue de cabeça erguida
Rezando e olhando pro céu
Pois quem tem deus é fiel
E nem seca atrasa sua vida.
Sofre com a má vontade
De uma corja que castiga
Sem dó e sem piedade
Mas nosso povo com isso
Que nunca foi submisso
Segue de cabeça erguida
Rezando e olhando pro céu
Pois quem tem deus é fiel
E nem seca atrasa sua vida.
Não é por causa da seca
Que o povo sofre e lamenta
No ano seco ele sofre
Mas por ser forte ele aguenta
O que deixa indignado
É ver o povo cansado
De mentira e de promessa
Ser for pra ajudar, que venha
Se não, bem longe mantenha
Pois que tem fome, tem pressa.
Que o povo sofre e lamenta
No ano seco ele sofre
Mas por ser forte ele aguenta
O que deixa indignado
É ver o povo cansado
De mentira e de promessa
Ser for pra ajudar, que venha
Se não, bem longe mantenha
Pois que tem fome, tem pressa.
Enquanto gastam milhões
Sem lembrar do sertanejo
Metem a cara na tv
Pra oferecer sobejos
Isso não é arrogância
Mas quem vive na abundância
Nosso sertão tudo tem
Não se anima com conversa
Pois nem queremos promessa
Nem esmola de ninguém.
Sem lembrar do sertanejo
Metem a cara na tv
Pra oferecer sobejos
Isso não é arrogância
Mas quem vive na abundância
Nosso sertão tudo tem
Não se anima com conversa
Pois nem queremos promessa
Nem esmola de ninguém.
Se a seca é realidade
Mude logo o pensamento
Irrigue esse solo fértil
Pra produzir alimento
Não deixe um povo feliz
Que construiu o país
Sofrer neste desatino
Pois mesmo com a estiagem
Não tem mais linda paisagem
Que a do solo nordestino.
Mude logo o pensamento
Irrigue esse solo fértil
Pra produzir alimento
Não deixe um povo feliz
Que construiu o país
Sofrer neste desatino
Pois mesmo com a estiagem
Não tem mais linda paisagem
Que a do solo nordestino.
João Paraibano glosando o mote:
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina.
Nas fogueiras da seca nordestina.
Não escuto um trovão estremecer
Uma nuvem no céu ninguém enxerga
A lavoura sedenta se enverga
Procurando o chão seco pra morrer
Na pequena cacimba de beber
Você cava uma veia ela não mina
Você olha pra os seios da campina
Só tem foco de incêndio levantando
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina.
Uma nuvem no céu ninguém enxerga
A lavoura sedenta se enverga
Procurando o chão seco pra morrer
Na pequena cacimba de beber
Você cava uma veia ela não mina
Você olha pra os seios da campina
Só tem foco de incêndio levantando
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina.
* * *
Léo Medeiros glosando o mote:
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Pra falar de saudade eu me proponho
Relatar nesses versos o que eu sinto
Vivo preso num grande labirinto
A saída eu não acho nem em sonho;
E quem vê o meu rosto assim tristonho
Facilmente já sabe o que eu penei
No castelo do amor, eu fui um rei
Que não soube enganar a dor do pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Relatar nesses versos o que eu sinto
Vivo preso num grande labirinto
A saída eu não acho nem em sonho;
E quem vê o meu rosto assim tristonho
Facilmente já sabe o que eu penei
No castelo do amor, eu fui um rei
Que não soube enganar a dor do pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Dos seus braços eu vivo tão distante
Encontrá-la, não tenho esperança
Mas transporto tão viva na lembrança
Não esqueço seu rosto um só instante;
Pois a cruz que carrego é cruciante
Pouca gente suporta o que eu passei
Eu não sei se a outra eu amarei
Mas arrisco amar, isso eu garanto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Encontrá-la, não tenho esperança
Mas transporto tão viva na lembrança
Não esqueço seu rosto um só instante;
Pois a cruz que carrego é cruciante
Pouca gente suporta o que eu passei
Eu não sei se a outra eu amarei
Mas arrisco amar, isso eu garanto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
* * *
Zé Adalberto glosando o mote:
Pra que tanta riqueza se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Nada leva daqui pra sepultura?
Muitas vezes, sozinho, eu me pergunto:
Pra que tanta riqueza, se depois
Que o caixão encostar e couber dois,
O amigo melhor não quer ir junto?
Pra que cara fragrância, se o defunto
Não exige perfume da “natura”?
Mesmo a alma é cheirosa quando é pura,
Mas o cheiro do corpo ainda enjoa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que tanta riqueza, se depois
Que o caixão encostar e couber dois,
O amigo melhor não quer ir junto?
Pra que cara fragrância, se o defunto
Não exige perfume da “natura”?
Mesmo a alma é cheirosa quando é pura,
Mas o cheiro do corpo ainda enjoa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que casa cercada por muralha,
Se a cova é cercada pelo pranto?
Se pra Deus todos têm do mesmo tanto,
Tanto faz a fortuna ou a migalha.
Pra que roupa de marca se a mortalha
Não requer estilista na costura,
Se o cadáver que a veste não procura
Nem saber se a costura ficou boa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Se a cova é cercada pelo pranto?
Se pra Deus todos têm do mesmo tanto,
Tanto faz a fortuna ou a migalha.
Pra que roupa de marca se a mortalha
Não requer estilista na costura,
Se o cadáver que a veste não procura
Nem saber se a costura ficou boa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que eu me esconder detrás de um pão,
Se a miséria não bate em minha porta?
Pra que eu me cansar regando horta,
Se amanhã ou depois já é verão?
Pra que eu confiar no coração,
Sem saber quanto tempo a vida dura?
Se as feridas da alma não têm cura,
Quando é a ganância que as magoa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Se a miséria não bate em minha porta?
Pra que eu me cansar regando horta,
Se amanhã ou depois já é verão?
Pra que eu confiar no coração,
Sem saber quanto tempo a vida dura?
Se as feridas da alma não têm cura,
Quando é a ganância que as magoa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Não sou dono de ônibus nem de trem,
Mas enquanto eu puder me locomovo.
Pra que eu invejar um carro novo,
Se o transporte final nem rodas tem?
Nem me avisa dizendo quando vem,
Mas só anda na minha captura
E bem abaixo da sua cobertura,
Ele tem quatro asas, mas não voa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Mas enquanto eu puder me locomovo.
Pra que eu invejar um carro novo,
Se o transporte final nem rodas tem?
Nem me avisa dizendo quando vem,
Mas só anda na minha captura
E bem abaixo da sua cobertura,
Ele tem quatro asas, mas não voa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que eu toda hora dar balanço
No que eu tenho ou andar atrás de bingo?
Pra que tanta hora extra no domingo,
Se Deus fez esse dia pro descanso?
Pra que eu trabalhar feito um boi manso,
Se a chibata do dono me tortura?
Pra que eu reclamar de minha altura,
Se o que a mão não alcança, Deus me doa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
No que eu tenho ou andar atrás de bingo?
Pra que tanta hora extra no domingo,
Se Deus fez esse dia pro descanso?
Pra que eu trabalhar feito um boi manso,
Se a chibata do dono me tortura?
Pra que eu reclamar de minha altura,
Se o que a mão não alcança, Deus me doa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
* * *
Zé Limeira glosando o mote:
Quando mais carinho eu faço,
Mais recebo ingratidão!
Mais recebo ingratidão!
Eu tinha uma cabra preta
Que quando tava de azeite,
Dava dez litros de leite,
Se chamava borboleta…
Soltei minha carrapeta
De guarda-peito e gibão,
O jegue de Damião
Mordeu a porda de Inaço,
Quando mais carinho eu faço,
Mais recebo ingratidão!
* * *
Que quando tava de azeite,
Dava dez litros de leite,
Se chamava borboleta…
Soltei minha carrapeta
De guarda-peito e gibão,
O jegue de Damião
Mordeu a porda de Inaço,
Quando mais carinho eu faço,
Mais recebo ingratidão!
* * *
Moacir Laurentino glosando o mote:
A escola da vida ensina mais
Do que grupo, cursinho e faculdade.
Do que grupo, cursinho e faculdade.
Para o homem que tem inteligência
Cada dia que passa é uma escola
Pra mim que só uso essa viola
Por sinal de improviso e competência
Basta ler da Divina Providência
A altura da grande imensidade
As estrelas de branda claridade
Por entre raios que são cor de cristais
A escola da vida ensina mais
Do que grupo, cursinho e faculdade.
Cada dia que passa é uma escola
Pra mim que só uso essa viola
Por sinal de improviso e competência
Basta ler da Divina Providência
A altura da grande imensidade
As estrelas de branda claridade
Por entre raios que são cor de cristais
A escola da vida ensina mais
Do que grupo, cursinho e faculdade.
* * *
Clecio Rimas glosando o mote:
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.
Tem o cão pra lhe atentar.
Mulher ciumenta é o cão
Eu mesmo já tive uma
Parece o cão que fuma
Traga igualmente um dragão
Já passei situação
Que não quero mais passar
Dá medo só de pensar
Pois isso ninguém aguenta
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.
Eu mesmo já tive uma
Parece o cão que fuma
Traga igualmente um dragão
Já passei situação
Que não quero mais passar
Dá medo só de pensar
Pois isso ninguém aguenta
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.