
OLHOU, LIGOU!
SUA MÁSCARA CAIU NO MESMO DIA
QUE VOCÊ LEVATOUS-SE CONTRA MIM
PORQUE TUDO QUE É FALSO CHEGA AO FIM
POIS, NINGUÉM VIVE SÓ DE FANTASIA
A MENTIRA TAMBÉM TEM BATERIA
MAS TEM HORA QUE ACABA A “SOLUÇÃO”
E UM AMOR QUE SÓ VAI “NO EMPURRÃO”
VIRA UM CASO SEM SOLUÇÃO TAMBÉM
NUM AMOR VERDADEIRO OS OLHOS TÊM
O PODER DE LIGAR O CORAÇÃO!
ZÉ ADALBERTO
SUA MÁSCARA CAIU NO MESMO DIA
QUE VOCÊ LEVATOUS-SE CONTRA MIM
PORQUE TUDO QUE É FALSO CHEGA AO FIM
O batente de pau do casarão!

A saudade é uma flexa
Que invade o meu peito
Machucando de verdade
Este coração sem jeito
Que amou pela metade
Fez do amor vaidade
Saudade é seu efeito.
Clemilda Gonçalves
-
-
Cinco horas da tarde mãe fervia
Um café lá no nosso casarão
Aromático o café “morto” em pilão
Visitava os dez vãos da moradia.
Mesa posta, família e alegria
Mãe servia o café com brevidade,
Foi-se tempo e esse cheiro ainda invade
Feito nódoa do tempo que não sai
Cai a tarde, o sol desce, o dia vai
Nasce a noite no colo da saudade.
Lima Júnior
-
DEUS PINTA COM POESIA,
A HORA DO SOL SE POR.
UM SERTANEJO SUADO
COM O CORPO CHEIO DE GRUDE
VAI SE BANHAR NUM AÇUDE
DEPOIS DA LUTA DO GADO.
UM PASSARINHO INSPIRADO,
ENCHE O PEITO,IGUAL TENOR,
E O SOL APAGANDO A COR
DA CLARIDADE DO DIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
DISTANTE SE ESCUTA O CANTO
TRISTONHO DE UMA ACAUÃ
E UM BANDO DE ARRIBAÇÃ,
DEIXA O CÉU COM MAIS ENCANTO.
SEIS HORAS ME SENTO E JANTO
AO SOM DE UM RÁDIO MOTOR.
E NESTA HORA O LOCUTOR
SOLTA UMA AVE MARIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
SEIS E MEIA UMA GALINHA
SAI CISCANDO DO TERREIRO,
VOANDO PARA O POLEIRO
E NUM GALHO DE PAU SE ANINHA,
VEM SE UM CHEIRO DA COZINHA
DE UM CAFÉ NO COADOR,
E ACOMPANHANDO O SABOR
BOLO DE MILHO EM FATIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
QUANDO A TARDE VAI CHEGANDO
A PRAIA COMO UM ESPELHO
REFLETE UM SOL BEM VERMELHO
NA ÁGUA DO MAR CHIANDO.
PARECE ATÉ DEUS SOPRANDO
DA PRAIA AQUELE CALOR
SOBE DA ÁGUA UM VAPOR
NA HORA QUE AREIA ESFRIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
GLOSAS:JÚNIOR ADELINO
MOTE:FELIPE PEREIRA
Pedro Fernandes
.
..
Se a querida deixou sua morada
Depois de uma briga irrelevante,
O remorso traz cheiro da amante
E a vontade de vê-la é aguçada,
Na cortina do machismo é ocultada
O seu íntimo alterna guerra e paz,
Busca calma num copo de São Brás
Na gangorra da dúvida há recaída
Não misture saudade com bebida
Que quem bebe roendo vai atrás.
Mote: Hitalo Patriota
Glosa: Pedro Fernandes

QUANDO UM PINGO DE CHUVA MOLHA O CHÃO
ENCHE D’ÁGUA O OLHAR DO SERTANEJO.
Vejo um pé de umbuzeiro amarelado
um sinal que esse ano a chuva é pouca
ouço um “papa-lagartas” de voz rouca
com seu canto, agourar o chão molhado
o rebanho sem água ameaçado
esperado um trovão dar seu gracejo
a cacimba abastece o lugarejo
escavada na foz do ribeirão
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
o saber das antigas gerações
procuravam sinais de trovoada
doze pedras de sal enfileiradas
no natal eram forte as emoções
São José padroeiro dos sertões
risca o céu faz surgir um relampejo
o roncar do trovão, parece um beijo
faz brotar nesse solo amor e pão
Quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
Vendo a chuva o matuto se anima
se esquece dos traumas da estiagem
lindo verde que brota das folhagens
mostra a nossa batalha contra o clima
só nos resta ter fé no lá de cima
esperar uma nuvem dar despejo
os suaves respingos num gotejo
e o caboclo transborda de emoção
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
No roçado a lavoura enverdecida
enche a vista do nobre camponês
a mulher tira o leite de uma rês
um guri leva o gado pra bebida
a formiga de asa faz subida
uma abelha da flor tira o sobejo
a cigarra assopra um realejo
como quem faz da vida uma canção
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
O açude sangrando atrás de casa
uma cabra parindo num chiqueiro
um cachorro latindo num terreiro
hoje o sol já não queima como brasa
asa branca risonha bate asas
outra coisa da vida, eu não almejo
contemplando a beleza do que vejo
ergo os braços ao céu, faço oração
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
-Henrique Brandão-
Que invade o meu peito
Machucando de verdade
Este coração sem jeito
Que amou pela metade
Fez do amor vaidade
Saudade é seu efeito.
Clemilda Gonçalves
- Cinco horas da tarde mãe fervia
Um café lá no nosso casarão
Aromático o café “morto” em pilão
Visitava os dez vãos da moradia.
Mesa posta, família e alegria
Mãe servia o café com brevidade,
Foi-se tempo e esse cheiro ainda invade
Feito nódoa do tempo que não sai
Cai a tarde, o sol desce, o dia vai
Nasce a noite no colo da saudade.
Lima Júnior- DEUS PINTA COM POESIA,
A HORA DO SOL SE POR.
UM SERTANEJO SUADO
COM O CORPO CHEIO DE GRUDE
VAI SE BANHAR NUM AÇUDE
DEPOIS DA LUTA DO GADO.
UM PASSARINHO INSPIRADO,
ENCHE O PEITO,IGUAL TENOR,
E O SOL APAGANDO A COR
DA CLARIDADE DO DIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
DISTANTE SE ESCUTA O CANTO
TRISTONHO DE UMA ACAUÃ
E UM BANDO DE ARRIBAÇÃ,
DEIXA O CÉU COM MAIS ENCANTO.
SEIS HORAS ME SENTO E JANTO
AO SOM DE UM RÁDIO MOTOR.
E NESTA HORA O LOCUTOR
SOLTA UMA AVE MARIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
SEIS E MEIA UMA GALINHA
SAI CISCANDO DO TERREIRO,
VOANDO PARA O POLEIRO
E NUM GALHO DE PAU SE ANINHA,
VEM SE UM CHEIRO DA COZINHA
DE UM CAFÉ NO COADOR,
E ACOMPANHANDO O SABOR
BOLO DE MILHO EM FATIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
QUANDO A TARDE VAI CHEGANDO
A PRAIA COMO UM ESPELHO
REFLETE UM SOL BEM VERMELHO
NA ÁGUA DO MAR CHIANDO.
PARECE ATÉ DEUS SOPRANDO
DA PRAIA AQUELE CALOR
SOBE DA ÁGUA UM VAPOR
NA HORA QUE AREIA ESFRIA.
DEUS PINTA COM POESIA
A HORA DO SOL SE POR.
GLOSAS:JÚNIOR ADELINO
MOTE:FELIPE PEREIRAPedro Fernandes
.
..
Se a querida deixou sua morada
Depois de uma briga irrelevante,
O remorso traz cheiro da amante
E a vontade de vê-la é aguçada,
Na cortina do machismo é ocultada
O seu íntimo alterna guerra e paz,
Busca calma num copo de São Brás
Na gangorra da dúvida há recaída
Não misture saudade com bebida
Que quem bebe roendo vai atrás.
Mote: Hitalo Patriota
Glosa: Pedro Fernandes
QUANDO UM PINGO DE CHUVA MOLHA O CHÃO
ENCHE D’ÁGUA O OLHAR DO SERTANEJO.
Vejo um pé de umbuzeiro amarelado
um sinal que esse ano a chuva é pouca
ouço um “papa-lagartas” de voz rouca
com seu canto, agourar o chão molhado
o rebanho sem água ameaçado
esperado um trovão dar seu gracejo
a cacimba abastece o lugarejo
escavada na foz do ribeirão
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
o saber das antigas gerações
procuravam sinais de trovoada
doze pedras de sal enfileiradas
no natal eram forte as emoções
São José padroeiro dos sertões
risca o céu faz surgir um relampejo
o roncar do trovão, parece um beijo
faz brotar nesse solo amor e pão
Quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
Vendo a chuva o matuto se anima
se esquece dos traumas da estiagem
lindo verde que brota das folhagens
mostra a nossa batalha contra o clima
só nos resta ter fé no lá de cima
esperar uma nuvem dar despejo
os suaves respingos num gotejo
e o caboclo transborda de emoção
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
No roçado a lavoura enverdecida
enche a vista do nobre camponês
a mulher tira o leite de uma rês
um guri leva o gado pra bebida
a formiga de asa faz subida
uma abelha da flor tira o sobejo
a cigarra assopra um realejo
como quem faz da vida uma canção
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
O açude sangrando atrás de casa
uma cabra parindo num chiqueiro
um cachorro latindo num terreiro
hoje o sol já não queima como brasa
asa branca risonha bate asas
outra coisa da vida, eu não almejo
contemplando a beleza do que vejo
ergo os braços ao céu, faço oração
quando um pingo de chuva molha o chão
enche d’água o olhar do sertanejo.
-Henrique Brandão-
.
Há horas que não aceito
Por meu peito ser assim,
Sentir saudade daquela
Que foi pra longe de mim,
Se a lembrança dela aperta
Aí de novo desperta
Essa saudade sem fim !!