MP arrasa Época: não há prova alguma contra Lula

247 - Terminou de
forma vergonhosa, para as Organizações Globo, em especial para a
revista Época, o mais recente capítulo da cruzada empreendida pela
família Marinho contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na capa deste fim de semana, Época
rotulou Lula, na capa, como "operador", e, nas páginas internas, como
"lobista em-chefe" de grupos empresariais brasileiros junto ao BNDES.
O motivo seria uma investigação
aberta há uma semana pelo Ministério Público Federal contra Lula,
relacionada a negócios da Odebrecht na África e na América Latina.
Agora, sabe-se que não existe nem
sequer uma investigação, mas apenas um procedimento preliminar, aberto
por um procurador, chamado Anselmo Henrique Cordeiro, a partir de uma
reportagem do jornal O Globo.
Escolhida por sorteio para dar
andamento a este procedimento, que pode ou não virar uma investigação, a
procuradora Mirella Aguiar, foi arrasadora. Disse que não foi
apresentada "prova nenhuma" contra o ex-presidente Lula e negou a
possibilidade de quebra de sigilos do ex-presidente Lula ou do Instituto
Lula.
"A quebra de sigilo é algo que a
Justiça não costuma dar com base em notícias anônimas e equiparo um
pouco a reportagem jornalística a uma notícia dessas porque não temos
prova nenhuma. Qualquer tipo de invasão da esfera da intimidade, da
privacidade do investigado tem que ser fartamente fundamentada. Quando
se faz a pergunta se isso daqui poderia gerar uma quebra de sigilo, a
inexistência de provas neste momento não autorizaria", afirmou, em
entrevista ao jornal ‘Estado de S. Paulo’, publicada num pé de página,
sem muito destaque.
Em nota divulgada nesta
segunda-feira, o Instituto Lula desmascarou o chamado "método Época de
jornalismo", lembrando que nem mesmo a investigação citada na capa
existe (saiba mais aqui).
O que se tem, portanto, é apenas
uma tentativa de manipulação do processo político por parte da imprensa e
de instituições de Estado. O jornal O Globo publica uma reportagem, que
gera um procedimento interno no MP, que vaza para Época, também das
Organizações Globo, e alimenta uma campanha de difamação e
desinformação.