JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

domingo, 30 de maio de 2010
VERSOS E VERSÕES
Vim lhe dá meus parabéns
Seu blog tá arretadocom gente grande e de estirpe
poeta muito afamado
eu me tiro desse meio
pois fico até com receio
ou melhor, envergonhado
É questão de alguns instantes
expandir o seu "redil"
pois vendo seus visitantes
já já se chega nos 1000
(Felipe Jr.)
Poeta Felipe Junior
É grande minha alegria
Receber seus elogios
Me incentiva à cada dia
Defender nosso repente
A alma de nossa gente
A divina Poesia
(Josa Rabêlo)
A Nomarada de um amigo ligou pra ele dizendo que a caixinha de saudades dela tava vazia e, a pédidos , o poeta Janio Leite fez:
Você pode dizer que está vazia
Eu não sei por que tenta se enganar
Pois saudade é difícil de acabar
Não vai ser de uma noite para um dia
Pois o amor era forte que havia
Entre a gente, mas vi foi falsidade
Eu queria sentir só a metade
Da saudade que tu sente por eu
É que ela me serve de museu
Pra guardar meu romance de saudade
O meu peito ele hoje ta repleto
De tristeza, de dor e de carinho
Mas tristonho e carente vou sozinho
E o meu eu de saudades está completo
Sem ninguém pra viver sob meu teto
Procurei quem eu quis, mas na verdade
Esse alguém só queria era maldade
E pra mim nada disso me valeu
É que ela me serve de museu
Pra guardar meu romance de saudade
Mote: Mariana TeleS
Glosa: Janio Leite
Eu tentei te apagar do pensamento
Mas se tudo me lembra de você
Pois a mim o que resta é padecer
Aceitando em meu peito esse tormento
Pois só penso em você todo momento
E com isso eu só vivo judiado
Pois eu sei que não tenho ela ao meu lado
Vou tentar conviver com a realidade
Um pincel de lembrança é a saudade
De quem vive a imagem do passado
Mote: Renato Santos
Esse amor que acontece entre a gente
Só compete a nós dois e mais ninguém
Entre nós todo instante a paixão vem
Como chama de fogo bem ardente
Os carinhos trocados lentamente
O cochicho gostoso ao pé do ouvido
Se alguém sentir isso até duvido
Que não goste de amar e ser amado
Se amar escondido for pecado
Ninguém reze por mim que estou perdido
Mote: Heleno Louro
Glosa; Janio leite
SONETO DO POETA PAULO RABÊLO PARA SEU FILHO ANDRÉ
PARABÉNS A ANDRÉ, A MINHA VIDA
FAZ SENTIDO DEPOIS QUE TU NASCEU
E A MAGIA DO AMOR É PERCEBIDA
TODA VEZ QUE SE ENCONTRA, TU E EU
O AMOR POR UM FILHO É SEM MEDIDA
FOI EM VÃO QUEM TENTOU MEDIR O MEU
NO IMAGINÁRIO UM TRENA ESTENDIA
NO ESPAÇO INFINITO, MAS NÃO DEU
QUERO VER UM SORRISO NO TEU ROSTO
DIA VINTE É SÓ SEU, RIA A GOSTO
TE VER FELIZ É SOMENTE O QUE PRECISO
NEM ME LEMBRO SE UM DIA JÁ FOI TRISTE
APOSENTO OS TRAUMAS QUE EXISTE
NA MAGIA INFINITA DE UM SORRISO.
PAULO RABELO (20/08/2005)
NO PRIMEIRO ANO DE ANDRÉ, QUE COMPLETA ANO NO DIA 20 DE AGOSTO.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
VERSOS DE JANIO LEITE
O MONSTRO DA VIOLÊNCIA
ASSOMBRA A POMBA DA PAZ
Mote: Josa Rabêlo
Glosa: Janio Leite
Nós vemos diariamente
As cenas mais obscuras
Crimes, roubos e torturas
Assombrando nossa gente
Segurança ninguém sente
Vive com um medo voraz
O tempo de hoje traz
Um amanha sem decência
O monstro da violência
Assombra a pomba da paz
Não se pode mais viver
Uma vida sossegada
Só se anda na calçada
Vendo a hora acontecer
Um crime sem perceber
E a justiça nada faz
Pra deter os marginais
Vivemos nesta carência
E o monstro da violência
Assombra a pomba da paz
De amor e paixão to padecendo
Carregando essa magoa em meu peito
Já tentei escapar de todo jeito
Quando penso que não, ta florescendo
Fica dentro do peito remuendo
Me deixando em bastante agonia
Se tornou companheira dia-a-dia
Se alojou em meu eu e fez morada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia
(Janio Leite)
ASSOMBRA A POMBA DA PAZ
Mote: Josa Rabêlo
Glosa: Janio Leite
Nós vemos diariamente
As cenas mais obscuras
Crimes, roubos e torturas
Assombrando nossa gente
Segurança ninguém sente
Vive com um medo voraz
O tempo de hoje traz
Um amanha sem decência
O monstro da violência
Assombra a pomba da paz
Não se pode mais viver
Uma vida sossegada
Só se anda na calçada
Vendo a hora acontecer
Um crime sem perceber
E a justiça nada faz
Pra deter os marginais
Vivemos nesta carência
E o monstro da violência
Assombra a pomba da paz
De amor e paixão to padecendo
Carregando essa magoa em meu peito
Já tentei escapar de todo jeito
Quando penso que não, ta florescendo
Fica dentro do peito remuendo
Me deixando em bastante agonia
Se tornou companheira dia-a-dia
Se alojou em meu eu e fez morada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia
(Janio Leite)
terça-feira, 25 de maio de 2010
PEDRO FERNANDES
Daqui vejo um gerimum
Já molhado pela brisa
Meu pai suado na roça
No barro que mais deslisa
E o carrapicho agarrado
No remendo da camisa
Zé Viola
Essa imagem canaliza
o chafariz da emoção
sinto a torneira dos olhos
pingando lágrima no chão
cada pingo uma saudade
que eu sinto do meu sertão.
Pedro Fernandes
segunda-feira, 24 de maio de 2010
ZÉ VIOLA
Cantando com Valdir Teles, no Sítio Serrinha, falando nas saudades de outrora o poeta disse:
Daqui vejo um gerimum
Já molhado pela brisa
Meu pai suado na roça
No barro que mais deslisa
E o carrapicho agarrado
No remendo da camisa
sexta-feira, 21 de maio de 2010
DEUS É DEUS
Deus é Deus
é amigos temos que ter orgulho de ter um Deus assim .e adorar e glorificar é so o que ele nos pede..
DEPOIMENTO VERIDICO
Um jovem cumpriu o seu dever prestando serviço ao exército e era ridicularizado por ser cristão. Um dia, o seu superior a fim de querer humilhá-lo na frente do pelotão lhe pregou uma peça...
- Soldado Coelho, venha até aqui! - Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.
- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.
O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração.
"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar.. Amém"
O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior.
Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...
- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus ,Coelho. Como fazemos para tê-lo? - respondeu o superior.
- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?
O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas.
Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo não tinha nem motor!
DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM !!
Espere..No tempo de Deus (que não é o seu) aquilo que você tanto almeja ser-lhe-à dado.
Se você está passando por provas, não se desespere.
O Senhor está formando seu carater....e no tempo certo Ele lhes dará a vitória!! Amém..
ORAÇÃO FORTE
Deus tem visto suas Lutas!
Deus diz que elas estao chegando ao fim.
Uma bençao esta vindo em sua direçao.
enviem de coração...de forma livre... a quem seu coração te soprar!
DEUS É DEUS......
é amigos temos que ter orgulho de ter um Deus assim .e adorar e glorificar é so o que ele nos pede..
DEPOIMENTO VERIDICO
Um jovem cumpriu o seu dever prestando serviço ao exército e era ridicularizado por ser cristão. Um dia, o seu superior a fim de querer humilhá-lo na frente do pelotão lhe pregou uma peça...
- Soldado Coelho, venha até aqui! - Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.
- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.
O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração.
"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar.. Amém"
O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior.
Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...
- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus ,Coelho. Como fazemos para tê-lo? - respondeu o superior.
- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?
O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas.
Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo não tinha nem motor!
DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM !!
Espere..No tempo de Deus (que não é o seu) aquilo que você tanto almeja ser-lhe-à dado.
Se você está passando por provas, não se desespere.
O Senhor está formando seu carater....e no tempo certo Ele lhes dará a vitória!! Amém..
ORAÇÃO FORTE
Deus tem visto suas Lutas!
Deus diz que elas estao chegando ao fim.
Uma bençao esta vindo em sua direçao.
enviem de coração...de forma livre... a quem seu coração te soprar!
DEUS É DEUS......
quarta-feira, 12 de maio de 2010
VAMOS ORAR UM POUQUINHO
Vamos orar rapidinho?
Hoje, Senhor, agradeço pela noite maravilhosa, pelo cobertor que me aqueceu, pelo meu alimento, por mais um dia de trabalho. E principalmente por mais um dia de vida. Abençoa, Senhor, meus amigos e inimigos, porque eles também precisam de Ti. Abençoa, Senhor, o meu amigo que está lendo esta mensagem agora, realize os seus sonhos, lhe dê a vitória que lhe é necessária, Amém!
Passe esta mensagem, bem depressinha, o máximo que você puder e, em instantes, muitas pessoas estarão orando por você.
Que ' DEUS ' abençoe a todos vocês!
Amém.
UM QUINTAL DE SAUDADES
Quando uma pessoa começa a melhorar de vida, pensa logo em comprar uma boa casa. E o que é uma boa casa? É preciso um jardim e uma piscina, imaginam os pais. Eles querem para as crianças uma infância saudável, com confortos que nunca tiveram, mas não pensam no principal: um quintal. Um quintal não precisa ser grande, e o chão deve ser de terra batida. Nele deve haver algumas árvores que não pareçam ter sido plantadas, mas sempre existido. Um abacateiro e uma goiabeira, de goiaba vermelha, são fundamentais. No fundo, um galinheiro tosco, com uma porta quebrada, para que as três ou quatro galinhas possam correr quando alguém quiser pegá-las. Nenhum computador levará uma criança ao deslumbramento que ela terá ao encontrar um ovo e segurá-lo, ainda quentinho. É o mistério da vida nas mãos dela, mais absoluto e mais simples do que qualquer livro de filosofia.
Um dia, a cozinheira avisa que vai matar uma galinha para o molho pardo. Os meninos pedem para ver a cena trágica; a mãe não quer, mas a empregada, acostumada, com o facão na mão, facilita. Se a galinha tiver dentro da barriga aquele monte de ovinhos, aí a lição de morte – e de vida – será ainda mais completa. E mais lições serão aprendidas quando alguém sugerir fazer uma peteca com as penas mais duras e algumas palhas de milho. Mas será que alguém sabe do que estou falando?
Voltando: esse quintal deve ser meio abandonado, mas muito limpo; duas vezes por dia a empregada, cantando bem alto, dá uma varrida. É importante também que haja um tanque para lavar o pé de alguma criança quando ela pisar descalça numa porcaria, e um varal com pregadores de roupa de madeira. Nesse lugar, não vai ter horta nem pomar organizado. Em compensação, é bom que exista do outro lado do muro uma enorme mangueira para que se possa praticar o melhor crime do mundo: roubar as frutas do vizinho. Nos fundos de um quintal, deve haver também uma touceira de bananeiras ou bambus e, claro, um adulto dizendo sempre para tomar cuidado, pois ali pode ter uma cobra. Não há infância que se preze sem medo de cobra. Quando as goiabas começam a crescer, fica todo mundo de olho até a primeira delas estar no ponto para ser arrancada e mordida ali mesmo, sem lavar. E que sensação terrível quando se vê o bicho da goiaba se mexendo. Aí, sem que ninguém precise dizer nada, você começa a aprender que a vida é assim: ou se compra uma goiaba bonita, mas sem gosto, ou se espera com paciência ela amadurecer no pé até desfrutar o supremo prazer de dar aquela dentada – com direito a bicho e tudo.
Mas o tempo voa. De repente você se sente só, abre o caderno de telefones e percebe sua pouca afinidade com os nomes que estão lá, que tem vivido uma vida que não tem nada a ver e começa a procurar um sentido para as coisas. Não encontra resposta, claro, mas um dia está no trânsito, vê um terreno baldio, se lembra daquele quintal no qual não pensa há anos e percebe que essa é a lembrança mais importante e mais feliz de sua vida. E passa a olhar o mundo com a superioridade de quem tem um tesouro guardado dentro do peito, mas ninguém sabe.
Danuza Leão é cronista, autora de vários livros, entre os quais Na Sala com Danuza 2 (ARX) e Quase Tudo (Cia. das Letras)
terça-feira, 11 de maio de 2010
VERSOS DE JÂNIO LEITE
Quando um dia lhe tive em meus braços
Parecia que estava delirando
Pois queria viver só lhe amando
E sentindo o calor dos seus abraços
Pois de ti decorei todos os traços
Mas jamais esperei de ti maldade
Mas depois que notei a realidade
O meu mundo pra tudo sucumbiu
A janela do peito se abriu
Com o sopro dos ventos da saudade
Eu sozinho sofrendo por você
Só lhe tendo no meu imaginário
Pois sofri igualmente a um canário
Que está preso sem nada merecer
Pois se canto é só pra lhe oferecer
A canção que em meu peito hoje invade
Me limito trancado nessa grade
E o prazer que eu tinha já sumiu
A janela do peito se abriu
Com o sopro dos ventos da saudade
Mote enviado por: Mariana Teles
Glosas: Janio Leite
Abraços Poeta...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
GRANDE VIRADA CULTURAL DO SÍTIO CACIMBINHA



NO SÁBADO, DIA 15, GRANDE FESTA BENEFICENTE EM PROL DA COBERTURA DA CAPELA DA VILA DA BARRIGUDA E DEPPOIS FORRÓ PÉ-DE-PAREDE COM FERNADO MARQUES E GALEGO DO PAJEÚ.
É NESTE FINAL DE SEMANA A GRANDE VIRADA NO SÍTIO CACIMBINHA, SEXTA CANTORIA COM VALDIR TELLES & JOÃO PARAIBANO E, NO SÁBADO, DIA 15, NA BARRIGUDA FORRÓ-PE-DE-PAREDE COM FERNANDO MARQUES & GALEGO DO PAJEÚ.
É IMPERDÍVEL!!!!!!!!
domingo, 9 de maio de 2010
VERSOS DO POETA PEDRO FERNANDE
SER MÃE
Mãe que me deu luz e vida
Me abrigou nove meses
Se acordou muitas vezes
Pra fazer minha comida
Quando sentia a mordida
Que eu lhe dava nos seios
De água seus olhos cheios
A mamada não parava
aí é que me abraçava
saciando meus anseios.
Se eu dormisse de dia
Ficava a noite acordado
E ela ali do meu lado
Cochilava e não dormia
Se a noite estivesse fria
Me agasalhava na manta
A fé de mãe era tanta
Enquanto embalava o berço
Ia dedilhando um terço
Rezando pra outra santa.
Mãe, é fonte de candura
Roseira que exala amor
Seu sopro alivia a dor
O seio jorra doçura
Seu colo tem a fofura
Do capucho de algodão
Uma usina de perdão
Sinfonia que me embala
A voz da razão que fala
No palco do coração.
Pedro Fernandes.
um abraço, poeta!!!!
sábado, 8 de maio de 2010
ANIVERSÁRIO DE 08 ANOS DE MINHA FILHA, MARYA FERNNANDA
Deus me deu de presente
Paz, amor e alegria
Há oitos anos me deu
Minha filha que irradia
Alegria e sastisfação,
Paz e amor no coração,
Ternura e poesia
Parabéns filha querida
Oito anos completados
Cem vezes, desejo mais
Que seus caminhos trilhados
Sejam de paz e união
Amor, e dedicação
E sonhos realizados.
Filha, parabéns, papai te ama e roga a Deus que te cubra de muita paz, saúde, felicidades e muitos, muitos anos de vida!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
RACHEL RABELO
TOQUES DA LEMBRANÇA
(Ao amigo Jadson Lima)
NA VARANDA DEBRUÇO UMA SAUDADE,
QUE FICOU ENTRE VERSOS ESQUECIDOS
NO PAPEL DA MEMÓRIA, RESSEQUIDOS,
SUSPIRANDO OS VENTOS DA VERDADE.
ENTRE BEIJOS DE LUZ, SIMPLICIDADE
DESCOBRIMOS SEGREDOS “REPRIMIDOS”;
DEMOS ASAS AOS SONHOS “COMPRIMIDOS”
SEM TEMERMOS O MEDO E A MALDADE.
E, NO BRINDE ERGUIDO COM CARINHO,
O REI SOL SE LEVANTA DE MANSINHO
CLAREANDO AS RIMAS DO MOMENTO.
E NA MÚSICA, TOQUES DA LEMBRANÇA,
QUE ENVOLVEM MEU SER SÓ E “CRIANÇA”,
APAGANDO AS DORES E O LAMENTO.
RACHEL RABELO
"PARA TUDO HÁ UM TEMPO,
PARA CADA COISA UM MOMENTO!" EC 3:1
FELIPE JR
LEMBRANDO DE MINHA MÃE, APENAS EM SETE LINHAS...
Eu fui criado na roça
Retirando água do poço,
Brocando e plantando milho,
Mas de tudo o bom, seu moço,
Era às 12, o sol torrando,
Escutar mamãe gritando
Me chamando pro almoço.
Felipe Júnior
quinta-feira, 6 de maio de 2010
ANIVERSÁRIO DO POETA VINÍCIUS GREGÓRIO
Poeta aniversariando
No céu é só alegria
Na terra a festa é grande
E a Natura irradia
Um ar de contentamento
Soltando neste momento
Brisas fortes de poesia
Bendito foi aquele dia
Em que o poeta apareceu
O dia em que Vinícius
Gregório aqui nasceu
Desde esse dia, o repente
Canta forte e alegremente...
...Este poeta É MEU!!
(Josa Rabêlo)
Poeta, meus parabéns, que Deus te proteja e municie cada fez mais esse "arsenal" de poesia que conduzes de forma dinâmica e magistral!
sds.: Poéticas Pajeuzeiras
No céu é só alegria
Na terra a festa é grande
E a Natura irradia
Um ar de contentamento
Soltando neste momento
Brisas fortes de poesia
Bendito foi aquele dia
Em que o poeta apareceu
O dia em que Vinícius
Gregório aqui nasceu
Desde esse dia, o repente
Canta forte e alegremente...
...Este poeta É MEU!!
(Josa Rabêlo)
Poeta, meus parabéns, que Deus te proteja e municie cada fez mais esse "arsenal" de poesia que conduzes de forma dinâmica e magistral!
sds.: Poéticas Pajeuzeiras
terça-feira, 4 de maio de 2010
VERSOS, DIVERSOS VERSOS
Um poema de Marcos Mairton
(Tanto faz ler de cima pra baixo, como de baixo pra cima)
POESIA INDO E VOLTANDO
Poesia pra dizer indo e voltando
Não é coisa para qualquer um fazer.
É preciso o poeta conhecer
O mistério de falar sempre rimando,
Com destreza as palavras ir juntando,
E falar da sua dor com alegria,
Misturar realidade e fantasia,
Pra dizer o que ele quer de trás pra frente.
É preciso um poeta inteligente
Pra dizer indo e voltando a poesia.
Pra dizer indo e voltando a poesia,
É preciso um poeta inteligente,
Pra dizer o que ele quer de trás pra frente,
Misturar realidade e fantasia,
E falar da sua dor com alegria,
Com destreza as palavras ir juntando.
O mistério de falar sempre rimando,
É preciso o poeta conhecer .
Não é coisa para qualquer um fazer,
Poesia pra dizer indo e voltando.
O poeta mostra do que é capaz
Ao fazer a poesia desse jeito.
Quando eu não sabia nem falar direito,
Já cantava assim como você faz.
Já rimava para a frente e para trás,
Já sabia fazer versos recuando.
Eu já tinha das palavras o comando,
Antes de fazer três anos de idade.
Não me causa a menor dificuldade
Essa sua poesia indo e voltando.
Essa sua poesia indo e voltando
Não me causa a menor dificuldade.
Antes de fazer três anos de idade,
Eu já tinha das palavras o comando.
Já sabia fazer versos recuando,
Já rimava para a frente e para trás,
Já cantava assim como você faz,
Quando eu não sabia nem falar direito.
Ao fazer a poesia desse jeito
O poeta mostra do que é capaz.
* * *
Glosas de Otacilio Batista com o mote:
Tenho n’alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Fui criado entre as miragens,
Na solidão do deserto,
De um povo que andava incerto,
Tenho n’alma as tatuagens:
São abstratas imagens
De Alá, que não se profana;
Dos chefes de caravana,
Me orgulho em ser porta-voz:
Os primitivos heróis
Da minha origem cigana!
Os antigos personagens,
Defensores dos escravos;
De uma legião de bravos,
Tenho n’alma as tatuagens!
Fugindo às velhas linhagens
Da imposição duridana,
Por vontade Soberana,
Ismael foi peregrino,
O primeiro beduíno
Da minha origem cigana!
Um poema de Patativa do Assaré
Antônio Conselheiro
Cada um na vida tem
O direito de julgar
Como tenho o meu também
Com razão quero falar
Nestes meus versos singelos
Mas de sentimentos belos
Sobre um grande brasileiro
Cearense meu conterrâneo,
Líder sensato espontâneo,
Nosso Antônio Conselheiro.
Este cearense nasceu
Lá em Quixeramobim,
Se eu sei como ele viveu
Sei como foi o seu fim,
Quando em Canudos chegou
Com amor organizou
Um ambiente comum
Sem enredos nem engodos,
Ali era um por todos
E eram todos por um.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.
Valdir Teles
Na viola eu aconselho
às crianças de hoje em dia,
que o período que eu vivia,
eu lia noutro evangelho,
tomava bênção a pai velho,
mesmo sem ser meu parente,
hoje no lugar da gente
já existe uma mudança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.
Geraldo Amâncio
Já mudou a tradição,
da nossa velha morada,
não tinha mulher pelada
passando em televisão,
nem existia ladrão,
que vive assombrando a gente,
o bandido atualmente
acaba a nossa esperança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.
Dois improvisos de César Coelho
Coisa linda é madrugada,
Com luar pelo terreiro,
Viola em beira de estrada,
Cantiga de violeiro.
Quero a paz do teu carinho,
Mil cantigas de viola,
Quero ouvir um passarinho,
Que não seja na gaiola
* * *
Um improviso de Zé de Cazuza homenageando Elísio Félix, o Canhotinho
Campina dá por igual
A canhoto um monumento
Pois onde morre um talento
A fama vive imortal
Ela é seu torrão natal
Cada qual entristeceu
Um perdeu, outro perdeu
Mais um poeta excelente
Enfim, morreu de repente
Quem de repente viveu.
Um improviso do Cego Aderaldo
A prisão deve ter sido
Invenção de Lucifer
Eu só aceito a prisão
Nos braços duma mulher
Agüentando o que ela faz
E fazendo o que ela quer.
* * *
Improvisos de João Paraibano
Vi o fantasma da seca
Ser transportado numa rede
Vi o açude secando
Com três rachões na parede
E as abelhas no velório
Da flor que morreu de sede.
Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.
Estou ficando cansado
O corpo sem energia
Jesus pintou meus cabelos
No final da boemia
Mas na hora de pintar
Esqueceu de perguntar
Qual era a cor que eu queria.
Toda a noite quando deito
Um pesadelo me abraça
Meu cabelo que era preto
Está da cor de fumaça
Ficou branco após os trinta
Eu não quis gastar com tinta
O tempo pintou de graça.
Terreno ruim não dá fruto,
por mais que a gente cultive,
no seu céu eu nunca fui,
sua estrela eu nunca tive,
que o espinho não se hospeda,
na mansão que a rosa vive.
Coruja dá gargalhada
Na casa que não tem dono
A borboleta azulada
Da cor de um papel carbono
Faz ventilador das asas
Pra rosa pegar no sono.
Uma glosa de Moysés Sesyom
Vida longa não alcanço
Na orgia ou no prazer.
Mas, enquanto não morrer
- Bebo, fumo, jogo e danço!
Brinco, farreio, não canso,
Me censure quem quiser…
Enquanto eu vida tiver,
Cumprindo essa sina venho,
E, além dos vícios que tenho,
- Sou perdido por mulher!…
* * *
Um improviso de Canhotinho
Doce como os versos teus
Só o mel de uruçu,
A água do coco verde,
A flor do mandacaru,
O riiso de uma criança
E o canto do uirapuru.
Um improviso de Domingos Fonseca
Toda mãe por qualquer filho
Se iguala num só amor.
As mães de Cristo e de Judas
Sofreram uma só dor:
Uma, pelo filho JUSTO
Outra, pelo TRAIDOR”
* * *
Um improviso de Domingos Fonseca
Toda mãe por qualquer filho
Se iguala num só amor.
As mães de Cristo e de Judas
Sofreram uma só dor:
Uma, pelo filho JUSTO
Outra, pelo TRAIDOR”
* * *
Homenagem de Dedé Monteiro a Lourival Batista com o mote:
São José escurece outra metade,
que o repente de LOURO iluminou.
São José do Egito, a cada ano,
vem ficando mais pobre e enlutada:
foi MARINHO a primeira bordoada…
sofreu muito ao perder ROGACIANO…
JÓ deixou de cantar no térreo plano,
pra no plano divino fazer show…
dia seis de dezembro o REI botou
mais tristeza no peito da cidade…
São José escurece outra metade,
que o repente de LOURO iluminou.
Manoel Xudú
Cantador pra enfrentar Manoel Xudú
É preciso pular como uma bola
Ter a curva do arco da viola
Ter o doce do mel da uruçu
Ter o suco da polpa do caju
O azeite do sumo da castanha
O tecido da teia da aranha
A beleza da pena da arara
O tacape do índio ubirajara
E a destreza da fera da montanha.
Manoel Filó
Cantador pra enfrentar Manoel Filó
É preciso comer besouro assado
Dar pancadas com o gume do machado
Num angico que tem um sanharó
Se enrolar com uma cobra de cipó
Dar um chute num cão com hidrofobia
Mastigar na cabeça de uma jia
Se subir num coqueiro catolé
Se montar em Inácio Jacaré
E viajar três semanas pra Bahia.
Geraldo Amâncio glosando o mote
Foi com dor no coração
que eu deixei o meu lugar
Não voltei pra minha aldeia,
já faz tempo que eu não vejo
meu primeiro realejo,
e a minha bola de meia;
brincar de toca na areia
nunca mais pude brincar
também não fui mais puxar
na ponteira do pião.
Foi com dor no coração
que eu deixei o meu lugar.
Zé Adalberto do Caroço do Juá glosando o mote:
RETIREI SEU RETRATO DA CARTEIRA
SEM TIRAR SEU AMOR DO CORAÇÃO
Seu veículo de amor ainda cabe
Na garagem do peito que era seu,
O chassi do seu corpo está no meu
Se eu tentar alterá-lo o mundo sabe
Não existe paixão que não se acabe
Mas amor não possui limitação
Vai além das fronteiras da razão
E o que eu sinto por ela é sem fronteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Da carteira eu tratei de dar um jeito
De tirar sua foto de olhos vivos
Mas não pude apagar os negativos
Que ficaram gravados no meu peito
Junto à lei nosso caso foi desfeito
A igreja anulou nossa união
Mas do peito não tive condição
De tirar esse amor por mais que eu queira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Seu retrato foi todo incinerado
Mas até na fumaça deu pra vê-la
Não há nada que faça eu esquecê-la
Eu nem sei se por ela sou lembrado
Meu desejo está contaminado
Pelo vírus da sua sedução
Junta médica não faz intervenção
Se souber que a doença é roedeira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Esse meu coração só pensa nela
Apesar de bater no meu reduto
120 batidas por minuto
São as 20 por mim, e as 100 por ela
Eu com raiva rasguei a foto dela
Mas amor não se rasga com a mão
Se vontade rasgasse ingratidão
Eu só tinha deixado a pedaceira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Um soneto de Jomaci Dantas
Desejos de um poeta
Quero só um boêmio como amigo,
Uma flor, o luar, uma calçada,
E um poeta na minha madrugada
Pra cantar a canção que não consigo.
Uma simples mulher beba comigo,
Totalmente de amor necessitada,
Eu conduza no drinque ou na tragada
Minha última esperança pra o jazigo.
Quero, sim, um boteco na cidade,
Pra que eu possa esconder minha saudade
Colocando no copo a minha dor.
E o meu corpo ao perder toda a estrutura,
Alguém bote na minha sepultura
“Aqui jaz um cativo do amor”.
Uma glosa de Waldir Telles
Mote:
Quando morre um alguém que agente adora
Nasce um broto de dor no coração.
Quando morre um parente ou um amigo
Resta só lamentar, ninguém dá jeito
A tristeza se aloja em nosso peito
A angústia se apossa do abrigo
O seu corpo levado pra o jazigo
É seguido por uma multidão
Nem compensa apertar na sua mão
É inútil dizer não vá agora
Quando morre um alguém que agente adora
Nasce um broto de dor no coração.
(Tanto faz ler de cima pra baixo, como de baixo pra cima)
POESIA INDO E VOLTANDO
Poesia pra dizer indo e voltando
Não é coisa para qualquer um fazer.
É preciso o poeta conhecer
O mistério de falar sempre rimando,
Com destreza as palavras ir juntando,
E falar da sua dor com alegria,
Misturar realidade e fantasia,
Pra dizer o que ele quer de trás pra frente.
É preciso um poeta inteligente
Pra dizer indo e voltando a poesia.
Pra dizer indo e voltando a poesia,
É preciso um poeta inteligente,
Pra dizer o que ele quer de trás pra frente,
Misturar realidade e fantasia,
E falar da sua dor com alegria,
Com destreza as palavras ir juntando.
O mistério de falar sempre rimando,
É preciso o poeta conhecer .
Não é coisa para qualquer um fazer,
Poesia pra dizer indo e voltando.
O poeta mostra do que é capaz
Ao fazer a poesia desse jeito.
Quando eu não sabia nem falar direito,
Já cantava assim como você faz.
Já rimava para a frente e para trás,
Já sabia fazer versos recuando.
Eu já tinha das palavras o comando,
Antes de fazer três anos de idade.
Não me causa a menor dificuldade
Essa sua poesia indo e voltando.
Essa sua poesia indo e voltando
Não me causa a menor dificuldade.
Antes de fazer três anos de idade,
Eu já tinha das palavras o comando.
Já sabia fazer versos recuando,
Já rimava para a frente e para trás,
Já cantava assim como você faz,
Quando eu não sabia nem falar direito.
Ao fazer a poesia desse jeito
O poeta mostra do que é capaz.
* * *
Glosas de Otacilio Batista com o mote:
Tenho n’alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Fui criado entre as miragens,
Na solidão do deserto,
De um povo que andava incerto,
Tenho n’alma as tatuagens:
São abstratas imagens
De Alá, que não se profana;
Dos chefes de caravana,
Me orgulho em ser porta-voz:
Os primitivos heróis
Da minha origem cigana!
Os antigos personagens,
Defensores dos escravos;
De uma legião de bravos,
Tenho n’alma as tatuagens!
Fugindo às velhas linhagens
Da imposição duridana,
Por vontade Soberana,
Ismael foi peregrino,
O primeiro beduíno
Da minha origem cigana!
Um poema de Patativa do Assaré
Antônio Conselheiro
Cada um na vida tem
O direito de julgar
Como tenho o meu também
Com razão quero falar
Nestes meus versos singelos
Mas de sentimentos belos
Sobre um grande brasileiro
Cearense meu conterrâneo,
Líder sensato espontâneo,
Nosso Antônio Conselheiro.
Este cearense nasceu
Lá em Quixeramobim,
Se eu sei como ele viveu
Sei como foi o seu fim,
Quando em Canudos chegou
Com amor organizou
Um ambiente comum
Sem enredos nem engodos,
Ali era um por todos
E eram todos por um.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.
Valdir Teles
Na viola eu aconselho
às crianças de hoje em dia,
que o período que eu vivia,
eu lia noutro evangelho,
tomava bênção a pai velho,
mesmo sem ser meu parente,
hoje no lugar da gente
já existe uma mudança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.
Geraldo Amâncio
Já mudou a tradição,
da nossa velha morada,
não tinha mulher pelada
passando em televisão,
nem existia ladrão,
que vive assombrando a gente,
o bandido atualmente
acaba a nossa esperança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.
Dois improvisos de César Coelho
Coisa linda é madrugada,
Com luar pelo terreiro,
Viola em beira de estrada,
Cantiga de violeiro.
Quero a paz do teu carinho,
Mil cantigas de viola,
Quero ouvir um passarinho,
Que não seja na gaiola
* * *
Um improviso de Zé de Cazuza homenageando Elísio Félix, o Canhotinho
Campina dá por igual
A canhoto um monumento
Pois onde morre um talento
A fama vive imortal
Ela é seu torrão natal
Cada qual entristeceu
Um perdeu, outro perdeu
Mais um poeta excelente
Enfim, morreu de repente
Quem de repente viveu.
Um improviso do Cego Aderaldo
A prisão deve ter sido
Invenção de Lucifer
Eu só aceito a prisão
Nos braços duma mulher
Agüentando o que ela faz
E fazendo o que ela quer.
* * *
Improvisos de João Paraibano
Vi o fantasma da seca
Ser transportado numa rede
Vi o açude secando
Com três rachões na parede
E as abelhas no velório
Da flor que morreu de sede.
Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.
Estou ficando cansado
O corpo sem energia
Jesus pintou meus cabelos
No final da boemia
Mas na hora de pintar
Esqueceu de perguntar
Qual era a cor que eu queria.
Toda a noite quando deito
Um pesadelo me abraça
Meu cabelo que era preto
Está da cor de fumaça
Ficou branco após os trinta
Eu não quis gastar com tinta
O tempo pintou de graça.
Terreno ruim não dá fruto,
por mais que a gente cultive,
no seu céu eu nunca fui,
sua estrela eu nunca tive,
que o espinho não se hospeda,
na mansão que a rosa vive.
Coruja dá gargalhada
Na casa que não tem dono
A borboleta azulada
Da cor de um papel carbono
Faz ventilador das asas
Pra rosa pegar no sono.
Uma glosa de Moysés Sesyom
Vida longa não alcanço
Na orgia ou no prazer.
Mas, enquanto não morrer
- Bebo, fumo, jogo e danço!
Brinco, farreio, não canso,
Me censure quem quiser…
Enquanto eu vida tiver,
Cumprindo essa sina venho,
E, além dos vícios que tenho,
- Sou perdido por mulher!…
* * *
Um improviso de Canhotinho
Doce como os versos teus
Só o mel de uruçu,
A água do coco verde,
A flor do mandacaru,
O riiso de uma criança
E o canto do uirapuru.
Um improviso de Domingos Fonseca
Toda mãe por qualquer filho
Se iguala num só amor.
As mães de Cristo e de Judas
Sofreram uma só dor:
Uma, pelo filho JUSTO
Outra, pelo TRAIDOR”
* * *
Um improviso de Domingos Fonseca
Toda mãe por qualquer filho
Se iguala num só amor.
As mães de Cristo e de Judas
Sofreram uma só dor:
Uma, pelo filho JUSTO
Outra, pelo TRAIDOR”
* * *
Homenagem de Dedé Monteiro a Lourival Batista com o mote:
São José escurece outra metade,
que o repente de LOURO iluminou.
São José do Egito, a cada ano,
vem ficando mais pobre e enlutada:
foi MARINHO a primeira bordoada…
sofreu muito ao perder ROGACIANO…
JÓ deixou de cantar no térreo plano,
pra no plano divino fazer show…
dia seis de dezembro o REI botou
mais tristeza no peito da cidade…
São José escurece outra metade,
que o repente de LOURO iluminou.
Manoel Xudú
Cantador pra enfrentar Manoel Xudú
É preciso pular como uma bola
Ter a curva do arco da viola
Ter o doce do mel da uruçu
Ter o suco da polpa do caju
O azeite do sumo da castanha
O tecido da teia da aranha
A beleza da pena da arara
O tacape do índio ubirajara
E a destreza da fera da montanha.
Manoel Filó
Cantador pra enfrentar Manoel Filó
É preciso comer besouro assado
Dar pancadas com o gume do machado
Num angico que tem um sanharó
Se enrolar com uma cobra de cipó
Dar um chute num cão com hidrofobia
Mastigar na cabeça de uma jia
Se subir num coqueiro catolé
Se montar em Inácio Jacaré
E viajar três semanas pra Bahia.
Geraldo Amâncio glosando o mote
Foi com dor no coração
que eu deixei o meu lugar
Não voltei pra minha aldeia,
já faz tempo que eu não vejo
meu primeiro realejo,
e a minha bola de meia;
brincar de toca na areia
nunca mais pude brincar
também não fui mais puxar
na ponteira do pião.
Foi com dor no coração
que eu deixei o meu lugar.
Zé Adalberto do Caroço do Juá glosando o mote:
RETIREI SEU RETRATO DA CARTEIRA
SEM TIRAR SEU AMOR DO CORAÇÃO
Seu veículo de amor ainda cabe
Na garagem do peito que era seu,
O chassi do seu corpo está no meu
Se eu tentar alterá-lo o mundo sabe
Não existe paixão que não se acabe
Mas amor não possui limitação
Vai além das fronteiras da razão
E o que eu sinto por ela é sem fronteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Da carteira eu tratei de dar um jeito
De tirar sua foto de olhos vivos
Mas não pude apagar os negativos
Que ficaram gravados no meu peito
Junto à lei nosso caso foi desfeito
A igreja anulou nossa união
Mas do peito não tive condição
De tirar esse amor por mais que eu queira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Seu retrato foi todo incinerado
Mas até na fumaça deu pra vê-la
Não há nada que faça eu esquecê-la
Eu nem sei se por ela sou lembrado
Meu desejo está contaminado
Pelo vírus da sua sedução
Junta médica não faz intervenção
Se souber que a doença é roedeira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Esse meu coração só pensa nela
Apesar de bater no meu reduto
120 batidas por minuto
São as 20 por mim, e as 100 por ela
Eu com raiva rasguei a foto dela
Mas amor não se rasga com a mão
Se vontade rasgasse ingratidão
Eu só tinha deixado a pedaceira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
Um soneto de Jomaci Dantas
Desejos de um poeta
Quero só um boêmio como amigo,
Uma flor, o luar, uma calçada,
E um poeta na minha madrugada
Pra cantar a canção que não consigo.
Uma simples mulher beba comigo,
Totalmente de amor necessitada,
Eu conduza no drinque ou na tragada
Minha última esperança pra o jazigo.
Quero, sim, um boteco na cidade,
Pra que eu possa esconder minha saudade
Colocando no copo a minha dor.
E o meu corpo ao perder toda a estrutura,
Alguém bote na minha sepultura
“Aqui jaz um cativo do amor”.
Uma glosa de Waldir Telles
Mote:
Quando morre um alguém que agente adora
Nasce um broto de dor no coração.
Quando morre um parente ou um amigo
Resta só lamentar, ninguém dá jeito
A tristeza se aloja em nosso peito
A angústia se apossa do abrigo
O seu corpo levado pra o jazigo
É seguido por uma multidão
Nem compensa apertar na sua mão
É inútil dizer não vá agora
Quando morre um alguém que agente adora
Nasce um broto de dor no coração.
VERSOS, DIVERSOS VERSOS
TODO DIA EU MEDITO COM SAUDADE
MINHA INFÂNCIA VIVIDA NO SERTÃO
Sebastião Dias
Hoje eu posso dizer que eu sou feliz,
todo dia eu me lembro, quando acordo,
do sertão que vivi e eu recordo,
o jumento, a cangalha e os barris,
uma canga, a correia e seus canzis,
quatro deles prendendo o barbatão,
o azeite oleando o meu cocão,
eis os números da minha identidade.
Todo dia eu medito com saudade
minha infância vivida no sertão.
Raimundo Caetano
Não me esqueço da árdua trajetória,
todo dia saindo pra o trabalho,
com a roupa molhada de orvalho,
com a mão estirada à palmatória,
esse é um pedaço da história,
que eu não posso prender na minha mão,
mas se eu for remexer meu coração,
inda dá pra salvar mais da metade
Todo dia eu medito com saudade
minha infância vivida no sertão.
* * *
Sebastião da Silva e Moacir Laurentino improvisando com o mote:
SINTO A ÚLTIMA ESPERANÇA SE QUEIMANDO
NA FOGUEIRA DA SECA NORDESTINA
Sebastião da Silva
Outro mote bonito aqui está,
vem falando de crise e sequidão
e nessa seca que há no meu sertão,
Piauí, Pernambuco, Ceará,
não se ouve o cantar do sabiá,
do canário de crista da campina,
e a cigarra também não faz buzina,
não tem ave do campo mais cantando.
Sinto a última esperança se queimando
na fogueira da seca nordestina.
Moacir Laurentino
Essa dura e cruel situação,
da maneira que muita gente está
Paraíba, Sergipe e Ceará,
Rio Grande, Alagoas, Maranhão,
tá despida toda vegetação,
não tem mais folha verde na campina,
essa seca cruel e assassina,
com sol quente que vêm lhe sapecando.
Sinto a última esperança se queimando
na fogueira da seca nordestina.
MINHA INFÂNCIA VIVIDA NO SERTÃO
Sebastião Dias
Hoje eu posso dizer que eu sou feliz,
todo dia eu me lembro, quando acordo,
do sertão que vivi e eu recordo,
o jumento, a cangalha e os barris,
uma canga, a correia e seus canzis,
quatro deles prendendo o barbatão,
o azeite oleando o meu cocão,
eis os números da minha identidade.
Todo dia eu medito com saudade
minha infância vivida no sertão.
Raimundo Caetano
Não me esqueço da árdua trajetória,
todo dia saindo pra o trabalho,
com a roupa molhada de orvalho,
com a mão estirada à palmatória,
esse é um pedaço da história,
que eu não posso prender na minha mão,
mas se eu for remexer meu coração,
inda dá pra salvar mais da metade
Todo dia eu medito com saudade
minha infância vivida no sertão.
* * *
Sebastião da Silva e Moacir Laurentino improvisando com o mote:
SINTO A ÚLTIMA ESPERANÇA SE QUEIMANDO
NA FOGUEIRA DA SECA NORDESTINA
Sebastião da Silva
Outro mote bonito aqui está,
vem falando de crise e sequidão
e nessa seca que há no meu sertão,
Piauí, Pernambuco, Ceará,
não se ouve o cantar do sabiá,
do canário de crista da campina,
e a cigarra também não faz buzina,
não tem ave do campo mais cantando.
Sinto a última esperança se queimando
na fogueira da seca nordestina.
Moacir Laurentino
Essa dura e cruel situação,
da maneira que muita gente está
Paraíba, Sergipe e Ceará,
Rio Grande, Alagoas, Maranhão,
tá despida toda vegetação,
não tem mais folha verde na campina,
essa seca cruel e assassina,
com sol quente que vêm lhe sapecando.
Sinto a última esperança se queimando
na fogueira da seca nordestina.
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