JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

terça-feira, 30 de agosto de 2011

POETA POR TRÁS DO PANOS

anja Rodrigues, compadre Vanja  para os íntimos, é uma figura pajeuzeira pitoresca, agradável e surpreendente. Sempre com o seu "jeito tímido de ser" nos presenteia, de quando em vez, com colocações poéticas, temas e versos incríveis... Eu tenho a felicidade de conviver com essa criatura poética e de vez em quando, de livre e expontânea pressão, pego uma jóia rara desse poeta, como essa:



MOTE: VEIO O VENTO VELOZ E DESMANCHOU
             O CENÁRIO  DA MINHA MOCIDADE


Meus dias felizes de bonança
Se passaram por mim despercibido
Quando vim perceber tinha perdido
Cem por cento do tempo de criança
Hoje resta  a saudade e a lembrança
Desfilando no palco da saudade
A pilastra da minha mocidade
Não caiu de verdade, mas tombou
Veio o vento veloz e desmanchou
O cenário da minha mocidade

MOTE E GLOSA: VANJA RODRIGUES

OBS.: O TEMA ESTÁ ABERTO AOS POETAS DE PLANTÃO...


POR: JOSA RABÊLO

Os poetas de plantão disseram:
Opa poeta véi! Tava passando aqui e vi esse lindo verso de Vanja.. lindo! Fiz uma tb..

Minha vida não passa de um sol posto
Nestas chagas que a vida tem me feito
As feridas abertas do meu peito
Faz de mim uma vida de desgosto.
Esse pranto nas rugas do meu rosto
É da fonte que gera uma saudade
Dos meus tempos viris de pouca idade
Que um castelo de sonho carregou
Veio o vento veloz e desmanchou
O cenário da minha mocidade.

Kerlle de Magalhães


Abraço!


Janio Leite disse...

Dois Poetas Grandiosos os quais tenho orgulho de
ter em meu circulo de amizade,

Me deem licença...

Quando novo eu de tudo aproveitei
Pois vivi minha infância bem vivida
Que hoje avanço os sinais de minha vida
Vendo atrás um passado que deixei
Os lugares que eu muito frequentei
As pessoas com quais fiz amizade
O meu peito hoje está pela metade
Quando lembro esse tempo que passou
Veio um vento veloz e desmanchou
O cenário da minha mocidade

Janio Leite

Abraços Pajeuzeiros!!!


Vendo hoje os anos que passaram

E fazendo uma análise do presente

Percebi que ficou em minha mente

Os amores de outrora que acabaram

As mulheres foram poucas, mas deixaram

No meu peito a marca da saudade,

Uma história de amor e de verdade

Que a passagem do tempo carregou

Veio o vento veloz e desmanchou

O cenário da minha mocidade

                   (Josa Rabêlo)


Poeta Lima Junior disse...

Pela força do tempo e seus escombros
Fui punido tal qual todos serão,
Entre o moço e o idoso as regras são
Com a canga dos anos e assombros
Curva o corpo com o tempo sobre os ombros.
No teatro fugaz da liberdade,
E meu palco de sonhos na verdade
Desmontou-se e meu show, quase acabou.
VEIO O VENTO VELOZ E DESMANCHOU
O CENÁRIO DA MINHA MOCIDADE

Lima Jr.

Não foi vento pra mim, foi furacão
Com as cores sombrias,  de um calvário
Foi passando e pitando meu cenário
Tendo o pano de fundo, a solidão
Não levou essa tal recordação
Mas o vigor já levou mais da metade
Não levou quem teceu essa saudade
Mas os dias risonhos ele levou
Veio o vento veloz e desmanchou
O cenário da minha mocidade.

Paulo Rabelo. 

Poetas, Amigos... meu pequeno contributo. Abraço.

Por temer muito moço o sentimento
Revesti de concreto o coração,
Preenchi as colunas de ilusão
Vergalhões fortes no escoramento;
Não cheguei a fazer o acabamento
A velhice impiedosa tempestade,
Abalou meu chão da felicidade
E o andaime da vida despencou;
Veio um vento veloz e desmanchou
O cenário da minha mocidade.

Hércules Nunes.

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