- Pedro FernandesNa tela da mente vejo
Uma colheita de milho,
Riso, prazer e brilho
no olhar do sertanejo,
em junho faz um festejo
em homenagem a são joão,
a fogueira do verão
queimou a safra esperada,
Hoje a seca faz morada
Na porta da precisão.
Sol e chuva se alternavam
Numa quantidade certa
Não tinha área deserta
As plantações dominavam,
Os riachos transbordavam
Eram fartas, a água e pão
Mas a vil devastação
Me faz esmolar na estrada,
Hoje a seca faz morada
Na porta da precisão.
O carrossel da fartura
Girava na minha casa,
A carne assada na brasa
Chega pingava gordura,
Água fresca, doce e pura
Vinda do meu ribeirão
No silêncio do trovão
A fome tomou chegada,
Hoje a seca faz morada
Na porta da precisão.
Mote do Poeta Dió de Santo Izidro
Glosa de Pedro Fernandes.
JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

terça-feira, 26 de junho de 2012
VERSOS DO DIA
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