- Caro Josa, Que Deus te encha de força e fè neste momento de dor. Eu daqui te acompanho com minhas oraçoes. Paz pra ti e tua familia.
- 29 de janeiro
- Brás Ivan Costa SantosFoi um talho profundo em reta linha
Uma dor forte assim talvez não haja
O remédio alivia mas não saja
A ferida que tem na alma minha
Com Danilo entre nós a vida tinha
Os tons vivos de tela colorida
Mas, agora só tem essa ferida
E a dor da saudade do menino.
"A NAVALHA AFIADA DO DESTINO
DEU UM CORTE CRUEL NA MINHA VIDA."
NOTE: JOSA RABELO
GLOSA: Brás.
- 31 de janeiro
- Brás Ivan Costa SantosE Deus se compadecendo
Vendo seu povo sofrer
Manda seu sol se esconder
Vê-se o céu escurecendo
Vem uma nuvem chovendo
Da comporta da usina
Deus manda abrir a turbina
Que a seca tinha fechado
Pro sertão ficar molhado
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
Do sertão para o agreste
Dum tecido colorido
A chuva tece um vestido
E o corpo da terra veste
No céu um arco celeste
Fica enfeitando a cortina
Feita de véu e neblina
Que Deus quis dá de presente
Pra janela do poente
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A água tange o basculho
No manso leito do rio
Que se encontrava vazio
Desde meiados de julho
Da mata vem o barulho
Do canto da sururina
Que não canta a trsite sina
De uma ave viúva
Mas, canta louvando a chuva
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A telha deixa que molhe
A linha, o caibro e a ripa
O "empresário" do pipa
Os carros pipas recolhe
O gado faminto escolhe
O que comer na campina
Nem sequer olha pra tina
Onde só comia palma
O sertão muda de alma
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A água corre barrenta
Pelos cantos do terreiro
E a copa do marmeleiro
Um verde brilhante ostenta
No nascente se apresenta
Uma torre pequenina
A chuva começa fina
Mas, aos pouquinhos engrossa
Começa a festa na roça
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
Brás. - Domingo
- Brás Ivan Costa SantosEita meu bom Pajeu
Este teu poeta ingrato
Ta com saudade do mato
Onde correu seminu
Ta lembrado do angu
De milho novo e canela
Do rangido da cancela
Do tempo da mocidade.
Ja sentiu tanta saudade
Que se acostumou com ela.
Brás
JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

segunda-feira, 29 de abril de 2013
POETA BRÁS IVAN
domingo, 28 de abril de 2013
POETAS DA SEMANA

Os jovens poetas cantadores Raimundo Nonato e Nonato Costa (Os Nonatos)
A dupla Raimundo Nonato e Nonato Costa trabalhando o mote
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Você pode habitar em outro ninho
E visitar ambientes que eu não vou
Trabalhar, viajar, assistir show
Sem que eu seja uma sombra em seu caminho
Se negar a aceitar o meu carinho
Não sentir mais saudade de me ver
Só não pode é no intimo do meu ser
Passar uma borracha e apagar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
E visitar ambientes que eu não vou
Trabalhar, viajar, assistir show
Sem que eu seja uma sombra em seu caminho
Se negar a aceitar o meu carinho
Não sentir mais saudade de me ver
Só não pode é no intimo do meu ser
Passar uma borracha e apagar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Só restaram do amor que foi desfeito
Os melhores momentos dessa história
As lembranças do vídeo da memória
E as promessas no cofre do meu peito
Aceitar que perdi, eu não aceito
Mas estou consciente de não ter
Nunca mais o direito de poder
Pelo menos na boca lhe beijar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Os melhores momentos dessa história
As lembranças do vídeo da memória
E as promessas no cofre do meu peito
Aceitar que perdi, eu não aceito
Mas estou consciente de não ter
Nunca mais o direito de poder
Pelo menos na boca lhe beijar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Você tem o direito de exigir
Que eu me afaste de vez da sua vida
Que não sente mais falta na dormida
Que não tem mais lembrança de sair
Mas você nem ninguém pode impedir
Que eu escute isso tudo sem sofrer
E se me ver gargalhando pode crer
Que por dentro eu não paro de chorar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Que eu me afaste de vez da sua vida
Que não sente mais falta na dormida
Que não tem mais lembrança de sair
Mas você nem ninguém pode impedir
Que eu escute isso tudo sem sofrer
E se me ver gargalhando pode crer
Que por dentro eu não paro de chorar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Porque sua beleza não é pouca
Não existe uma réplica nem seu clone
E sua voz de CD no telefone
Inda deixa minh’alma quase louca
Se outro homem beijar a sua boca
E num abraço apertado lhe prender
Se eu chegar a ver isso e não morrer
Pelo menos em coma eu vou ficar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Não existe uma réplica nem seu clone
E sua voz de CD no telefone
Inda deixa minh’alma quase louca
Se outro homem beijar a sua boca
E num abraço apertado lhe prender
Se eu chegar a ver isso e não morrer
Pelo menos em coma eu vou ficar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Por mais vezes que eu lute e que ele tente
Me recuso a ouvir certos boatos
É inútil eu rasgar os seus retratos
Se você tá inteira em minha mente
Já liguei pro trabalho estava ausente
E onde estava negaram a me dizer
No de casa não quer mais me atender
Mas eu tô rastreando o celular
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Me recuso a ouvir certos boatos
É inútil eu rasgar os seus retratos
Se você tá inteira em minha mente
Já liguei pro trabalho estava ausente
E onde estava negaram a me dizer
No de casa não quer mais me atender
Mas eu tô rastreando o celular
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Fiz diversas consultas no INCOR
Pra saber o que eu tinha de verdade
O eletro acusou que era saudade
E se você não voltar fica pior
Vou mandar escrever num outdoor
Uma declaração pra você ler
Tenho tanta paixão que pra caber
Só se meu coração virasse um mar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Pra saber o que eu tinha de verdade
O eletro acusou que era saudade
E se você não voltar fica pior
Vou mandar escrever num outdoor
Uma declaração pra você ler
Tenho tanta paixão que pra caber
Só se meu coração virasse um mar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Certamente adorá-la foi meu crime
Nem por isso eu estou arrependido
Você pode dizer que tem marido
Que tem filho e não quer que eu me aproxime
Não existe outra pele mais sublime
E outro cheiro melhor não pode haver
Seu amor não é coisa de comer
Mas eu fico sem fome se provar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.Inda tenho comigo seu cartão
Telefone, endereço, carta e foto
Lhe dei todo meu tempo e hoje noto
Que não tenho um minuto de atenção
Mergulhado no cais da solidão
Sem nenhuma noticia receber
Prometi pra mim mesmo não querer
Nunca mais por ninguém me apaixonar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Nem por isso eu estou arrependido
Você pode dizer que tem marido
Que tem filho e não quer que eu me aproxime
Não existe outra pele mais sublime
E outro cheiro melhor não pode haver
Seu amor não é coisa de comer
Mas eu fico sem fome se provar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.Inda tenho comigo seu cartão
Telefone, endereço, carta e foto
Lhe dei todo meu tempo e hoje noto
Que não tenho um minuto de atenção
Mergulhado no cais da solidão
Sem nenhuma noticia receber
Prometi pra mim mesmo não querer
Nunca mais por ninguém me apaixonar
Você pode pedir preu me afastar
Só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
* * *

AS SECAS – Vinícius Gregório
É a seca matando nosso gado
E o governo a achar tudo normal…
Pois preferem falar em copa, em festa.
Isso aí dá mais voto, é mais legal.
E essas secas se encaixam feito luva:
Pois se vê no Sertão seca de chuva,
Nos políticos a seca de moral.
E o governo a achar tudo normal…
Pois preferem falar em copa, em festa.
Isso aí dá mais voto, é mais legal.
E essas secas se encaixam feito luva:
Pois se vê no Sertão seca de chuva,
Nos políticos a seca de moral.
Cada esfera que culpe a outra esfera
O prefeito que diz que nada fez,
Pois o líder do estado é quem devia…
Esse aí, pra fugir, por sua vez,
Joga a culpa no líder da nação,
Entretanto nos tempos de eleição
Vêm os três pedir votos para os três.
O prefeito que diz que nada fez,
Pois o líder do estado é quem devia…
Esse aí, pra fugir, por sua vez,
Joga a culpa no líder da nação,
Entretanto nos tempos de eleição
Vêm os três pedir votos para os três.
E o pior é o silêncio que faz eco,
Maquiando a real situação.
Quando a chuva voltar, vejo os discursos:
“Pronto, gente, não há mais sequidão,
Nesta seca tomamos as medidas
E por isso salvamos muitas vidas…”
Quem quiser que acredite, mas eu não.
Maquiando a real situação.
Quando a chuva voltar, vejo os discursos:
“Pronto, gente, não há mais sequidão,
Nesta seca tomamos as medidas
E por isso salvamos muitas vidas…”
Quem quiser que acredite, mas eu não.
Vamos, gente, se movam, falem, gritem,
Cobrem mais dos políticos deste chão…
Ou preferem ver cenas como esta
Cada vez que vier novo verão?
Não se curvem pra vil politicagem,
Pois quem é deste chão, sem ter coragem,
Não merece ser filho do Sertão!
Cobrem mais dos políticos deste chão…
Ou preferem ver cenas como esta
Cada vez que vier novo verão?
Não se curvem pra vil politicagem,
Pois quem é deste chão, sem ter coragem,
Não merece ser filho do Sertão!
* * *

A SECA E A MÁ VONTADE POLÍTICA – Henrique Brandão
O acalanto maior Pro coração sertanejo
É ver riacho em enchente
Da bica ouvir o gotejo
Porém quando a chuva atrasa
Deixa o sertão feito brasa
Queimando a alma da gente
Deixa a paisagem cinzenta
E a bicharada sedenta
Deitada no solo quente.
E a bicharada sedenta
Deitada no solo quente.
Nossa terra infelizmente
Sofre com a má vontade
De uma corja que castiga
Sem dó e sem piedade
Mas nosso povo com isso
Que nunca foi submisso
Segue de cabeça erguida
Rezando e olhando pro céu
Pois quem tem deus é fiel
E nem seca atrasa sua vida.
Sofre com a má vontade
De uma corja que castiga
Sem dó e sem piedade
Mas nosso povo com isso
Que nunca foi submisso
Segue de cabeça erguida
Rezando e olhando pro céu
Pois quem tem deus é fiel
E nem seca atrasa sua vida.
Não é por causa da seca
Que o povo sofre e lamenta
No ano seco ele sofre
Mas por ser forte ele aguenta
O que deixa indignado
É ver o povo cansado
De mentira e de promessa
Ser for pra ajudar, que venha
Se não, bem longe mantenha
Pois que tem fome, tem pressa.
Que o povo sofre e lamenta
No ano seco ele sofre
Mas por ser forte ele aguenta
O que deixa indignado
É ver o povo cansado
De mentira e de promessa
Ser for pra ajudar, que venha
Se não, bem longe mantenha
Pois que tem fome, tem pressa.
Enquanto gastam milhões
Sem lembrar do sertanejo
Metem a cara na tv
Pra oferecer sobejos
Isso não é arrogância
Mas quem vive na abundância
Nosso sertão tudo tem
Não se anima com conversa
Pois nem queremos promessa
Nem esmola de ninguém.
Sem lembrar do sertanejo
Metem a cara na tv
Pra oferecer sobejos
Isso não é arrogância
Mas quem vive na abundância
Nosso sertão tudo tem
Não se anima com conversa
Pois nem queremos promessa
Nem esmola de ninguém.
Se a seca é realidade
Mude logo o pensamento
Irrigue esse solo fértil
Pra produzir alimento
Não deixe um povo feliz
Que construiu o país
Sofrer neste desatino
Pois mesmo com a estiagem
Não tem mais linda paisagem
Que a do solo nordestino.
Mude logo o pensamento
Irrigue esse solo fértil
Pra produzir alimento
Não deixe um povo feliz
Que construiu o país
Sofrer neste desatino
Pois mesmo com a estiagem
Não tem mais linda paisagem
Que a do solo nordestino.
João Paraibano glosando o mote:
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina.
Nas fogueiras da seca nordestina.
Não escuto um trovão estremecer
Uma nuvem no céu ninguém enxerga
A lavoura sedenta se enverga
Procurando o chão seco pra morrer
Na pequena cacimba de beber
Você cava uma veia ela não mina
Você olha pra os seios da campina
Só tem foco de incêndio levantando
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina.
Uma nuvem no céu ninguém enxerga
A lavoura sedenta se enverga
Procurando o chão seco pra morrer
Na pequena cacimba de beber
Você cava uma veia ela não mina
Você olha pra os seios da campina
Só tem foco de incêndio levantando
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina.
* * *
Léo Medeiros glosando o mote:
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Pra falar de saudade eu me proponho
Relatar nesses versos o que eu sinto
Vivo preso num grande labirinto
A saída eu não acho nem em sonho;
E quem vê o meu rosto assim tristonho
Facilmente já sabe o que eu penei
No castelo do amor, eu fui um rei
Que não soube enganar a dor do pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Relatar nesses versos o que eu sinto
Vivo preso num grande labirinto
A saída eu não acho nem em sonho;
E quem vê o meu rosto assim tristonho
Facilmente já sabe o que eu penei
No castelo do amor, eu fui um rei
Que não soube enganar a dor do pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Dos seus braços eu vivo tão distante
Encontrá-la, não tenho esperança
Mas transporto tão viva na lembrança
Não esqueço seu rosto um só instante;
Pois a cruz que carrego é cruciante
Pouca gente suporta o que eu passei
Eu não sei se a outra eu amarei
Mas arrisco amar, isso eu garanto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
Encontrá-la, não tenho esperança
Mas transporto tão viva na lembrança
Não esqueço seu rosto um só instante;
Pois a cruz que carrego é cruciante
Pouca gente suporta o que eu passei
Eu não sei se a outra eu amarei
Mas arrisco amar, isso eu garanto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.
* * *
Zé Adalberto glosando o mote:
Pra que tanta riqueza se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Nada leva daqui pra sepultura?
Muitas vezes, sozinho, eu me pergunto:
Pra que tanta riqueza, se depois
Que o caixão encostar e couber dois,
O amigo melhor não quer ir junto?
Pra que cara fragrância, se o defunto
Não exige perfume da “natura”?
Mesmo a alma é cheirosa quando é pura,
Mas o cheiro do corpo ainda enjoa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que tanta riqueza, se depois
Que o caixão encostar e couber dois,
O amigo melhor não quer ir junto?
Pra que cara fragrância, se o defunto
Não exige perfume da “natura”?
Mesmo a alma é cheirosa quando é pura,
Mas o cheiro do corpo ainda enjoa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que casa cercada por muralha,
Se a cova é cercada pelo pranto?
Se pra Deus todos têm do mesmo tanto,
Tanto faz a fortuna ou a migalha.
Pra que roupa de marca se a mortalha
Não requer estilista na costura,
Se o cadáver que a veste não procura
Nem saber se a costura ficou boa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Se a cova é cercada pelo pranto?
Se pra Deus todos têm do mesmo tanto,
Tanto faz a fortuna ou a migalha.
Pra que roupa de marca se a mortalha
Não requer estilista na costura,
Se o cadáver que a veste não procura
Nem saber se a costura ficou boa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que eu me esconder detrás de um pão,
Se a miséria não bate em minha porta?
Pra que eu me cansar regando horta,
Se amanhã ou depois já é verão?
Pra que eu confiar no coração,
Sem saber quanto tempo a vida dura?
Se as feridas da alma não têm cura,
Quando é a ganância que as magoa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Se a miséria não bate em minha porta?
Pra que eu me cansar regando horta,
Se amanhã ou depois já é verão?
Pra que eu confiar no coração,
Sem saber quanto tempo a vida dura?
Se as feridas da alma não têm cura,
Quando é a ganância que as magoa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Não sou dono de ônibus nem de trem,
Mas enquanto eu puder me locomovo.
Pra que eu invejar um carro novo,
Se o transporte final nem rodas tem?
Nem me avisa dizendo quando vem,
Mas só anda na minha captura
E bem abaixo da sua cobertura,
Ele tem quatro asas, mas não voa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Mas enquanto eu puder me locomovo.
Pra que eu invejar um carro novo,
Se o transporte final nem rodas tem?
Nem me avisa dizendo quando vem,
Mas só anda na minha captura
E bem abaixo da sua cobertura,
Ele tem quatro asas, mas não voa.
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
Pra que eu toda hora dar balanço
No que eu tenho ou andar atrás de bingo?
Pra que tanta hora extra no domingo,
Se Deus fez esse dia pro descanso?
Pra que eu trabalhar feito um boi manso,
Se a chibata do dono me tortura?
Pra que eu reclamar de minha altura,
Se o que a mão não alcança, Deus me doa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
No que eu tenho ou andar atrás de bingo?
Pra que tanta hora extra no domingo,
Se Deus fez esse dia pro descanso?
Pra que eu trabalhar feito um boi manso,
Se a chibata do dono me tortura?
Pra que eu reclamar de minha altura,
Se o que a mão não alcança, Deus me doa?
Pra que tanta riqueza, se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura?
* * *
Zé Limeira glosando o mote:
Quando mais carinho eu faço,
Mais recebo ingratidão!
Mais recebo ingratidão!
Eu tinha uma cabra preta
Que quando tava de azeite,
Dava dez litros de leite,
Se chamava borboleta…
Soltei minha carrapeta
De guarda-peito e gibão,
O jegue de Damião
Mordeu a porda de Inaço,
Quando mais carinho eu faço,
Mais recebo ingratidão!
* * *
Que quando tava de azeite,
Dava dez litros de leite,
Se chamava borboleta…
Soltei minha carrapeta
De guarda-peito e gibão,
O jegue de Damião
Mordeu a porda de Inaço,
Quando mais carinho eu faço,
Mais recebo ingratidão!
* * *
Moacir Laurentino glosando o mote:
A escola da vida ensina mais
Do que grupo, cursinho e faculdade.
Do que grupo, cursinho e faculdade.
Para o homem que tem inteligência
Cada dia que passa é uma escola
Pra mim que só uso essa viola
Por sinal de improviso e competência
Basta ler da Divina Providência
A altura da grande imensidade
As estrelas de branda claridade
Por entre raios que são cor de cristais
A escola da vida ensina mais
Do que grupo, cursinho e faculdade.
Cada dia que passa é uma escola
Pra mim que só uso essa viola
Por sinal de improviso e competência
Basta ler da Divina Providência
A altura da grande imensidade
As estrelas de branda claridade
Por entre raios que são cor de cristais
A escola da vida ensina mais
Do que grupo, cursinho e faculdade.
* * *
Clecio Rimas glosando o mote:
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.
Tem o cão pra lhe atentar.
Mulher ciumenta é o cão
Eu mesmo já tive uma
Parece o cão que fuma
Traga igualmente um dragão
Já passei situação
Que não quero mais passar
Dá medo só de pensar
Pois isso ninguém aguenta
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.
Eu mesmo já tive uma
Parece o cão que fuma
Traga igualmente um dragão
Já passei situação
Que não quero mais passar
Dá medo só de pensar
Pois isso ninguém aguenta
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.
FILME DA SEMANA
DESAFIANDO GIGANTES
- SinopseNunca Desista, nunca volte atrás, nunca perca a fé O PODER DA CRENÇA PROPORCIONA A HABILIDADE DE VENCER. Nos seus seis anos como técnico de futebol americano de uma escola, Grant Taylor nunca conseguiu levar seu time Shiloh Eagles a uma temporada vitoriosa. E ao ter que enfrentar crises profissionais e pessoais aparentemente insuperáveis, a idéia de desistir nunca lhe pareceu tão atraente. É apenas depois que um visitante inesperado o desafia a acreditar no poder da fé que ele descobre a força da perseverança para vencer.
RECEITA DA SEMANA
Charque acebolado
Ingredientes:
500g de charque
2 cebolas graúdas fatiadas
100 g de bacon
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo:
Lave a carne e deixe de molho em água fria por 12 horas. Escorra, corte em cubos grandes e cozinhe em uma panela de pressão para que fique macia, cerca de 40 minutos. Deixe esfriar, escorra e desfie grosseiramente. Corte o bacon em cubos e coloque em uma frigideira juntamente com o azeite. Doure os pedaços de bacon e escorra-os, reservando para outra finalidade. Na gordura que ficou na frigideira frite bem as cebolas. Adicione a carne desfiada e frite por mais alguns minutos. Tempere com pimenta-do-reino e regue com o vinagre. Misture e sirva salpicando com salsinha picada.
2 cebolas graúdas fatiadas
100 g de bacon
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo:
Lave a carne e deixe de molho em água fria por 12 horas. Escorra, corte em cubos grandes e cozinhe em uma panela de pressão para que fique macia, cerca de 40 minutos. Deixe esfriar, escorra e desfie grosseiramente. Corte o bacon em cubos e coloque em uma frigideira juntamente com o azeite. Doure os pedaços de bacon e escorra-os, reservando para outra finalidade. Na gordura que ficou na frigideira frite bem as cebolas. Adicione a carne desfiada e frite por mais alguns minutos. Tempere com pimenta-do-reino e regue com o vinagre. Misture e sirva salpicando com salsinha picada.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
COMPROMISSO E RESPEITO AOS CIDADÃOS
A Rua Julieta Martins Cordeiro foi agraciada hoje com a colocação de uma iluminaria
no poste em frente a casa deste blogueiro, numa iniciativa louvável do
Secretário de Obras Edmundo Barros e do Vereador Aristóteles Monteiro.
Os moradores da Rua Julieta Martins Cordeiro sofriam muito com a escuridão
causando transtornos e medo de trafegar pela mesma. Depois, modéstia à parte,
de minha iniciativa pegando os números dos 04 postes da rua, encaminhei-os os números
ao vereador Aristóteles que os repassou ao secretário Edmundo e hoje um destes
postes já está com a iluminação atendendo aos anseios dos moradores da rua,
sendo que os demais postes receberão em breve suas iluminarias.
Começamos o ano com a retirada de entulhos que obstruíam a rua desde outubro
de 20l2, já temos iluminaria e esperamos ansiosos pela pavimentação da mesma.
Em nome dos moradores da Rua Julieta Martins Cordeiro o nosso muito obrigado
ao Secretário Edmundo Barros e ao Vereador Aristóteles Monteiro pala iniciativa
e o Compromisso, cumprido, e pelo respeito à Cidadania.
A coruja cochila na biqueira Do alpendre da casa abandonada
UM POETA POETADOZIM QUE SÓ A GOTA
Publicado por Luiz Berto em CONVERSA DE POETA - Felipe Júnior
Felipe Júnior, Aldo Neves,
Cicinho Guimarães e Josa Rabelo (e um caminhão descarregando 2
geladeiras, visto que o frezer não aguentou o tranco)
Iluminado Papa Berto e estimados amigos do alto e do baixo clero, como eu, da ICAS.
Nessas minhas andanças pelo Pajeú das Flores, como dizia Rogaciano Leite, conheci um poeta de mão cheia… desses poetas que a gente enche um caminhão só com ele, refiro-me a Aldo Neves de Tuparetama.
Nessas minhas andanças pelo Pajeú das Flores, como dizia Rogaciano Leite, conheci um poeta de mão cheia… desses poetas que a gente enche um caminhão só com ele, refiro-me a Aldo Neves de Tuparetama.
O homem é um poço de humildade e
gigante como os grandes mestres da viola. Conhecedor das coisas do
sertão, viajante dos causos de beiradeiro, sertanejador dos mais finos e
merecedor de comentários.
Aqui segue uma jóia preciosa que esse mulestoso féla da mãe fez…
Aqui segue uma jóia preciosa que esse mulestoso féla da mãe fez…
Ela hoje ta muito diferente
Rodeada de mato e de tristeza
Não tem mais um talher na sua mesa
Nem um dono sentado em seu batente
Não parece que ali já morou gente
Está suja quem antes foi zelada
O capim tomou conta da calçada
Veio um vento e torou a cumieira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
O passado serviu de moradia
Entregou-se pra mera solidão
Quem for lá visitar o casarão
Vai passar muitas horas de agonia
Na dispensa só tem uma bacia
E uma mala de couro empoeirada
E uma porta que resta é desbotada
Que nem dar pra pensar que é de madeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda resta nas brechas de um bueiro
Maribondo caboclo pendurado
Os morcegos voando no telhado
E as raposas rondando no terreiro
Num cambito de pau de marmeleiro
Uma corda de couro pendurada
Uma espora já toda enferrujada
E uma manta coberta de poeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem duas bandas de um pilão
E as borrachas de um resto de ancoreta
Uma mesa quebrada sem gaveta
E os pedaços jogados pelo chão
Encostado a parede do oitão
Quatro paus segurando uma latada
Uma maquina mimoso desprezada
E duas alças de um resto de peneira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem nos recantos da cozinha
Uns pedaços de um resto de consolo
A caqueira pequena de assar bolo
E uma cuia quebrada sem farinha
Lá na sala ainda tem uma quartinha
Que seu dono deixou mais ta quebrada
Uma lata de zinco já furada
Com um pedaço de pau de goiabeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda achei as guardapas de uma sela
Penduradas no torno da parede
E os pedaços de pano de uma rede
Que seu dono com sono dormiu nela
Lá no quarto ainda tinha uma janela
Que com sol e com chuva foi rachada
E uma calça de mescla remendada
Que seu dono usou pra ir a feira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Rodeada de mato e de tristeza
Não tem mais um talher na sua mesa
Nem um dono sentado em seu batente
Não parece que ali já morou gente
Está suja quem antes foi zelada
O capim tomou conta da calçada
Veio um vento e torou a cumieira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
O passado serviu de moradia
Entregou-se pra mera solidão
Quem for lá visitar o casarão
Vai passar muitas horas de agonia
Na dispensa só tem uma bacia
E uma mala de couro empoeirada
E uma porta que resta é desbotada
Que nem dar pra pensar que é de madeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda resta nas brechas de um bueiro
Maribondo caboclo pendurado
Os morcegos voando no telhado
E as raposas rondando no terreiro
Num cambito de pau de marmeleiro
Uma corda de couro pendurada
Uma espora já toda enferrujada
E uma manta coberta de poeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem duas bandas de um pilão
E as borrachas de um resto de ancoreta
Uma mesa quebrada sem gaveta
E os pedaços jogados pelo chão
Encostado a parede do oitão
Quatro paus segurando uma latada
Uma maquina mimoso desprezada
E duas alças de um resto de peneira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem nos recantos da cozinha
Uns pedaços de um resto de consolo
A caqueira pequena de assar bolo
E uma cuia quebrada sem farinha
Lá na sala ainda tem uma quartinha
Que seu dono deixou mais ta quebrada
Uma lata de zinco já furada
Com um pedaço de pau de goiabeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda achei as guardapas de uma sela
Penduradas no torno da parede
E os pedaços de pano de uma rede
Que seu dono com sono dormiu nela
Lá no quarto ainda tinha uma janela
Que com sol e com chuva foi rachada
E uma calça de mescla remendada
Que seu dono usou pra ir a feira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Aldo Neves
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
LIÇÃO DE VIDA, DE DIGNIDADE E RESPEITO!!
O Último Discurso- O Grande Ditador
Charles Chaplin, um gênio em muitos sentidos. Através da arte de fazer rir, toda a sua genialidade transcende.
Em “O grande Ditador”, primeiro filme com som atuado e dirigido por Charles Chaplin, há ênfase na questão da guerra, do nazismo, do fascismo já evidenciada há tempos. A história se desenvolve aludindo, satiricamente, à Hitler e Mussolini; e se encerra com um discurso sincero de liberdade.
O que mais chama a atenção é a atualidade do discurso. Ainda hoje, tudo o que foi levantado é reiterado por todos aqueles que buscam e/ ou acreditam em um mundo mais pacífico, equilibrado, justo e igualitário.
Segue o Discurso:

“Sinto muito, mas não pretendo ser um
imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar
quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio
... negros ... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos
outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do
próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou
desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que
é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem
... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a
passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da
velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que
produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos
fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos
em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de
humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se
muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à
bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de
todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas
pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres,
criancinhas ... vítimas de um sistema
que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir
eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é
mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que
temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desparecerão,
os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar
ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses
brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que
arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas
idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo,
que vos submetem a uma alimentação
regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como
carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da
humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem
amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela
escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas
é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem
ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo,
tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar
felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela
... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da
democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um
mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho,
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que
desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que
prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o
povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras
nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um
mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à
ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te
encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens
que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num
mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça,
do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem
ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da
esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!”
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