JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
FILME DA SEMANA
Baseado em uma história real, o filme Terra Fria narra o drama de Josey Aimes, uma mulher que tem a ousadia de abandonar o marido que a espancava para procurar um emprego e sustentar sozinha seus dois filhos. Para conseguir chefiar essa família, ela resolve trabalhar numa mineradora de ferro no interior do estado de Minnesota, nos EUA.
As provocações e xingamentos da maioria masculina da mina contra as poucas mulheres que trabalham no local tornam-se insuportáveis. Os abusos cometidos pelos colegas vão desde os comentários maliciosos e “brincadeiras sexuais” rabiscadas nas paredes e ditas nos intervalos de almoço até as investidas sexuais de seus superiores.
As reclamações de Josey não têm eco e a única resposta que ela recebe é que peça demissão caso não esteja gostando do trabalho. Josey decide então entrar com uma ação judicial contra a empresa. Foi a primeira ação coletiva por assédio sexual dos Estados Unidos, um marco histórico que influenciou outros processos judiciais e lutas feministas no país e no mundo.
O filme é baseado no livro de Clara Bingham e Laura Leedy Gansler, Ação de classe: a história de Lois Jensen e o caso que mudou a Lei do Assédio Sexual. O livro conta a história de Lois Jensen, que decidiu processar a mineradora Eveleth Taconite. Depois do esforço para convencer outras mulheres que trabalhavam na empresa a aderirem à ação coletiva, em 1998, uma década depois do ocorrido, a empresa teve que pagar às trabalhadoras uma indenização de US$ 3,5 milhões.
POETA DA SEMANA
Voltei a
ter como meta
A minha felicidade
É que alimentar saudade
Maltrata qualquer poeta.
Ser alvo da mesma seta
É ser pedra que água fura,
Quem se alimenta de jura
Morre de decepção.
É que a lei do coração
Pune qualquer criatura.
Poeta Lima Júnior
A minha felicidade
É que alimentar saudade
Maltrata qualquer poeta.
Ser alvo da mesma seta
É ser pedra que água fura,
Quem se alimenta de jura
Morre de decepção.
É que a lei do coração
Pune qualquer criatura.
Poeta Lima Júnior
Obrigado
meu Deus por nova aurora
Esta dádiva divina ao meu alcance,
Eu não sei se mereço a nova chance
Vendo tantos tombarem mundo a fora!
Meu relógio de vida, de hora em hora
É por Deus dado corda com alegria,
Só a alma é quem paga esta quantia
Pra não vê meu destino, ao inferno preso
Tal e qual, quem da morte escapa ileso
Nasce, quem vê o céu de um novo dia.
Poeta Lima Júnior
Esta dádiva divina ao meu alcance,
Eu não sei se mereço a nova chance
Vendo tantos tombarem mundo a fora!
Meu relógio de vida, de hora em hora
É por Deus dado corda com alegria,
Só a alma é quem paga esta quantia
Pra não vê meu destino, ao inferno preso
Tal e qual, quem da morte escapa ileso
Nasce, quem vê o céu de um novo dia.
Poeta Lima Júnior
Ao
passar se contorcendo
Meu olhar ela carrega,
Arqueia bem mais as curvas
Quando no vestido esfrega
E um laço dependurado
Vai desenhando o pecado
Acompanhando o gingado
Quando em seu corpo escorrega.
Lima Jr.
Meu olhar ela carrega,
Arqueia bem mais as curvas
Quando no vestido esfrega
E um laço dependurado
Vai desenhando o pecado
Acompanhando o gingado
Quando em seu corpo escorrega.
Lima Jr.
Mais versos cedidos por Ary da Farmácia:
Vendo a viola que chora
Ouço as queixas da viúva
Folhas verdes na vereda
Picadas pela Saúva
E um Sabiá num pau seco
Catando depois da chuva.
As Aves em revoadas
Vão abandonando os ninhos
A boiada muda a cor
Da poeira dos caminhos
Um boi sem nada no bucho
Mastiga um facheiro murcho
Sem lembrar dos espinhos
(João Paraibano)
O beijo dado com gosto
Desperta paixões agudas,
Tem muitos beijos que deixam
Olhos cegos, bocas mudas,
Tem muitas bocas de santos
Que aplicam beijos de Judas.
Bonedes Eduardo.
Desperta paixões agudas,
Tem muitos beijos que deixam
Olhos cegos, bocas mudas,
Tem muitas bocas de santos
Que aplicam beijos de Judas.
Bonedes Eduardo.
FRASE DA SEMANA
“Estou sempre alegre. Essa é a melhor maneira de resolver os problemas da vida.” –
Charles Chaplin
RECEITA DA SEMANA
Receita de Vaca Atolada Mineira

Ingredientes da Receita de Vaca Atolada Mineira
1 kg de costela de vaca
2 cebolas picadas
4 dentes de alho amassados
5 tomates descascados, picados sem sementes
1 colher (sopa) de vinagre
1 colher (chá) de salsinha picada
3 cebolinhas verdes picadas
1 cubinho de caldo de carne
2 colheres (sopa) de óleo
1 kg de mandioca descascada e cortada em pedaços
2 cebolas picadas
4 dentes de alho amassados
5 tomates descascados, picados sem sementes
1 colher (sopa) de vinagre
1 colher (chá) de salsinha picada
3 cebolinhas verdes picadas
1 cubinho de caldo de carne
2 colheres (sopa) de óleo
1 kg de mandioca descascada e cortada em pedaços
Como Fazer Vaca Atolada Mineira
Modo de Preparo:
Misture as costelas com a cebola e o alho.
Leve ao fogo com o óleo e frite até que dourem.
Junte os tomates, o vinagre, a salsinha, a cebolinha e o cubinho de caldo de carne.
Acrescente água suficiente para cobrir. Cozinhe.
Quando a carne estiver macia, adicione a mandioca e água suficiente para cozinhá-la.
Misture as costelas com a cebola e o alho.
Leve ao fogo com o óleo e frite até que dourem.
Junte os tomates, o vinagre, a salsinha, a cebolinha e o cubinho de caldo de carne.
Acrescente água suficiente para cobrir. Cozinhe.
Quando a carne estiver macia, adicione a mandioca e água suficiente para cozinhá-la.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
POETAS DA SEMANA
Poema
pra começar bem o dia
No céu se precipitou
Pra terra desceu potente
Lavou o chão tão carente,
Que a seca só castigou.
Foi Deus quem reativou
Nossa esperança perdida,
A natura ganhou vida
O verde formou a manta,
A chuva vestiu a planta
Que a seca deixou despida.
Elenilda Amaral
No céu se precipitou
Pra terra desceu potente
Lavou o chão tão carente,
Que a seca só castigou.
Foi Deus quem reativou
Nossa esperança perdida,
A natura ganhou vida
O verde formou a manta,
A chuva vestiu a planta
Que a seca deixou despida.
Elenilda Amaral
VERSOS
CEDIDOS POR ARY DA FARMÁCIA:
MULHER ANIMAL SUBLIME
BONITA POR EXCELÊNCIA
É O CORAÇÃO DO HOMEM
É A FLOR, É A ESSÊNCIA
PORÉM PARA POSSUÍ-LA
É PRECISO PACIÊNCIA
SEI QUE MULHER TEM DEFEITO
MALTRATA, BRIGA E "CIÚMA"
TEM A MULHER QUE ATRAIÇOA
MULHER QUE BEBE E QUE FUMA
MAS QUER DESGRAÇAR A VIDA
RESOLVA FICAR SEM UMA
(BENTIVI NETO)
MULHER ANIMAL SUBLIME
BONITA POR EXCELÊNCIA
É O CORAÇÃO DO HOMEM
É A FLOR, É A ESSÊNCIA
PORÉM PARA POSSUÍ-LA
É PRECISO PACIÊNCIA
SEI QUE MULHER TEM DEFEITO
MALTRATA, BRIGA E "CIÚMA"
TEM A MULHER QUE ATRAIÇOA
MULHER QUE BEBE E QUE FUMA
MAS QUER DESGRAÇAR A VIDA
RESOLVA FICAR SEM UMA
(BENTIVI NETO)
DOIS
POETAS DESCONHECIDOS: UM DEIXA PARA OOUTRO:
Tudo isso são belezas
Que na minha terra tem
O OUTRO RESPONDE:
Na minha terra só tem
Bentivi da perna fraca
Procurando um carrapato
No peito magro da vaca
E matando de cafuné
Na cabeça de uma estaca.
Tudo isso são belezas
Que na minha terra tem
O OUTRO RESPONDE:
Na minha terra só tem
Bentivi da perna fraca
Procurando um carrapato
No peito magro da vaca
E matando de cafuné
Na cabeça de uma estaca.
Foste a
mais rara das jóias
Dos dedos do teu “senhor”
Mas, nas coleções de tantos
Perdeste o brilho e o valor,
Viraste peça e enredo
Feito um anel de brinquedo
Das brincadeiras de amor.
Poeta Lima Júnior
Dos dedos do teu “senhor”
Mas, nas coleções de tantos
Perdeste o brilho e o valor,
Viraste peça e enredo
Feito um anel de brinquedo
Das brincadeiras de amor.
Poeta Lima Júnior
No mote
do grande Siba:
Os meus erros não passam de deslizes
Que até mesmo você já cometeu
E eu não sei se o passado já morreu
Porque tudo que marca tem raízes
Inda guardo no peito as cicatrizes
Apagando por dentro a própria sorte
Pois nas grades do amor nunca fui forte
Vi que o tempo jamais me recupera
“Para que cicatriz se a carne espera
Sobre o vão da ferida mais um corte?”
Na angústia de um erro cometido
Fui refém da ofensa mentirosa
Cada mágoa pra mim foi como a rosa
Que o espinho jamais foi removido
Todo sonho de amor interrompido
Vê no trilho do tempo a sua morte
E eu não acho no mundo quem suporte
Quando o peito com dor se desespera
“Para que cicatriz se a carne espera
Sobre o vão da ferida mais um corte?”
Mariana Véras
Os meus erros não passam de deslizes
Que até mesmo você já cometeu
E eu não sei se o passado já morreu
Porque tudo que marca tem raízes
Inda guardo no peito as cicatrizes
Apagando por dentro a própria sorte
Pois nas grades do amor nunca fui forte
Vi que o tempo jamais me recupera
“Para que cicatriz se a carne espera
Sobre o vão da ferida mais um corte?”
Na angústia de um erro cometido
Fui refém da ofensa mentirosa
Cada mágoa pra mim foi como a rosa
Que o espinho jamais foi removido
Todo sonho de amor interrompido
Vê no trilho do tempo a sua morte
E eu não acho no mundo quem suporte
Quando o peito com dor se desespera
“Para que cicatriz se a carne espera
Sobre o vão da ferida mais um corte?”
Mariana Véras
Verso
''Perdemos tempo nesse tempo inteiro
Em que passamos desapercebidos,
Olhos vagando sem nenhum roteiro,
Pássaros mortos pelos céus perdidos...
Ambos trazendo o coração faceiro
Com o carimbo dos desiludidos,
Mas com o mesmo sonho de estradeiro
De um dia acharmos colos merecidos.
Peguei na mão, e mesmo desigual,
Bem como a brisa beija o coqueiral,
No ar de seus lábios meu desejo imerso,
E foi sentindo paz no seu sorriso
Feito um poema feito de improviso
Que eu percebi que você era verso”!
''Perdemos tempo nesse tempo inteiro
Em que passamos desapercebidos,
Olhos vagando sem nenhum roteiro,
Pássaros mortos pelos céus perdidos...
Ambos trazendo o coração faceiro
Com o carimbo dos desiludidos,
Mas com o mesmo sonho de estradeiro
De um dia acharmos colos merecidos.
Peguei na mão, e mesmo desigual,
Bem como a brisa beija o coqueiral,
No ar de seus lábios meu desejo imerso,
E foi sentindo paz no seu sorriso
Feito um poema feito de improviso
Que eu percebi que você era verso”!
(Mariana Teles)
Como quando se fecha
alguma porta
Deus depressa nos abre uma janela,
Dei das costas, a frente, a porta dela
Como quem perde a chave e não se importa.
A madeira da porta (quase torta)
Por guardar o desenho dos meus dedos,
Que de tanto batê-la, fez enredos
De um samba de adeus, premeditado.
Cada passo que dou, deixo o passado
Mais distante de mim, sem causar medos.
Lima Júnior
Deus depressa nos abre uma janela,
Dei das costas, a frente, a porta dela
Como quem perde a chave e não se importa.
A madeira da porta (quase torta)
Por guardar o desenho dos meus dedos,
Que de tanto batê-la, fez enredos
De um samba de adeus, premeditado.
Cada passo que dou, deixo o passado
Mais distante de mim, sem causar medos.
Lima Júnior
Impuro são os humanos
Mas o planeta é infindo
A terra é um piso podre
O céu é um quadro lindo
E por tarde que a alma chegue
Nunca encontra deus dormindo
(João Paraibano)
Quanto é triste se vê o nordestino
Receber mil reais por quatro reses
E a esposa gestante de oito meses
Sem poder com o peso do menino
Muitas vezes caminha sem destino
Com a ponta de um pau riscando o chão
Como quem tá caçando uma ilusão
Que perdeu na poer1ria da estrada
VÊ-SE A PLANTA MORRENDO SUFOCADA
NA QUENTURA DO FOGO DO VERÃO.
Quando o carro de Boy era um fusquinha
eu já ia no meu daqui pro Sul
Nunca pude comprar Boate Azul
Mas a Dona da Noite já foi minha
No sofá do meu colo sempre tinha
Uma dama esperando de plantão
Duas taças de vinho um violão
E nesse tempo a saudade nem doa
FOI NA NOITE DE FARRA E BOEMIA
QUE VIVI MEUS MOMENTOS DE ILUSÃO
Cantando com o poeta Firmo Batista:
Eu vou
cantar com você
Mais um
baião de sextilha
Pra ver
se ganho o dinheiro
Das
sandálias de uma filha
Que ela
não pensa e nem sabe
O quanto
que o pai se humilha.
(Amaro
da Gameleira)
João de
Barro o engenheiro
Que no
serviço madruga
Faz a
casa mais só entra
Depois
que a parede enxuga
Enquanto
mora não vende
Depois
que sai não aluga.
((Amaro
da Gameleira)
Admiro o
Beija-Flor
Com a
sua inteligência
Voando
ao redor das rosas
Com a
sua persistência
As asas
cortando o vento
E o bico
colhendo essência
(Canhotinho)
A Paz é
como uma flor
Que a
esperança está nela
O homem
por ser perverso
Lhe
atira na lama e mela
Ela inda
perfume os pés
De quem
pisa em cima dela.
(João
Paraibano)
FILME DA SEMANA
Sinopse
John Q. Archibald (Denzel Washington) é um homem comum, que trabalha em uma fábrica e vive feliz com sua esposa Denise (Kimberly Elise) e seu filho Michael (Daniel E. Smith). Até que Michael fica gravemente doente, necessitando com urgência de um transplante de coração para sobreviver. Sem ter condições de pagar pela operação e com o plano de saúde de sua família não cobrindo tais gastos, John Q. se vê então numa luta contra o tempo pela sobrevivência de seu filho. Em uma atitude desesperada, ele então decide tomar como refém todo o setor de emergência de um hospital, passando a discutir uma solução para o caso com um negociador da polícia (Robert Duvall) e com um impaciente chefe de polícia (Ray Liotta), que deseja encerrar o caso o mais rapidamente possível.
FRASE DA SEMANA
“Amigo de verdade é aquele que diz o que você precisa ouvir, não o que você quer ouvir. Ele arrisca a amizade pelo seu bem!” –
Autor Desconhecido
RECEITA DA SEMANA
CULINÁRIA DO MATO GROSSO DO SUL
Receita de Carne Recheada

Ingredientes da Receita de Carne Recheada
2 kg de cochão mole ou alcatra
100 g de toucinho defumado cortado em tirinhas
2 colheres (sopa) de óleo
2 cenouras cortadas em rodelas
1 cebola picada
4 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
2 cravos, sal e pimenta-do-reino a gosto.
100 g de toucinho defumado cortado em tirinhas
2 colheres (sopa) de óleo
2 cenouras cortadas em rodelas
1 cebola picada
4 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
2 cravos, sal e pimenta-do-reino a gosto.
Como Fazer Carne Recheada
Modo de Preparo:
Fure a carne e coloque dentro as tirinhas de toucinho. Feche com palito. Tempere com sal e pimenta.
Numa panela grande, coloque o óleo, a carne, e frite até que doure por igual.
Acrescente os ingredientes restantes e deixe refogar por 15 minutos.
Adicione 2 xícaras de água e cozinhe por 2 horas ou até que fique macia. A medida que a carne for cozinhando acrescente mais água para no final formar um pouco de molho.
Na hora de servir, corte em fatias.
Fure a carne e coloque dentro as tirinhas de toucinho. Feche com palito. Tempere com sal e pimenta.
Numa panela grande, coloque o óleo, a carne, e frite até que doure por igual.
Acrescente os ingredientes restantes e deixe refogar por 15 minutos.
Adicione 2 xícaras de água e cozinhe por 2 horas ou até que fique macia. A medida que a carne for cozinhando acrescente mais água para no final formar um pouco de molho.
Na hora de servir, corte em fatias.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
EITA SÁBADO SAUDOSIANO!!!
SÁBADO, 01 DE FEV DE 2014, DIA SAUDOSIANO f

Upload concluído! Seu vídeo será publicado em: http://youtu.be/xCjXPYtUU0Q
POETAS DA SEMANA
MAIS UMA RELÍQUIA PRESENTEADA PELO
POETA/GRAVADOR ARY DA FARMÁCIA.
A formiga de volta ao formigueiro
Prende a folha no gume da tesoura
Camponesa com ramos de vassoura
Faz desenhos na areia do terreiro
A fumaça da luz de um cadeeiro
Deixa um teto com marcas de carvão
A mãe pobre de milho faz o pão
Que não (pôde) comprar na padaria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO.
(JOÃO PARAIBANO)
A abelha pra Deus não paga nada
Por nutrisse do mel que a rosa bebe
Como um príncipe de ouro o sol recebe
Os afagos da mão da madrugada
A galinha se gruda na ninhada
Procurando esconder do gavião
Um peru dando voltas no oitão
Se soubesse falar também dizia
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO.
(JOÃO PARAIBANO)
O menino brincando no baixio
Pinta o rosto com tinta de azeitona
As traíras viajam de carona
No remanso que água faz no rio
O Nambu do pé roxo solta um pio
Depois voa assustando o caçador
Faz barroca no chão quando vai por
São seis ovos pra o choco do casal
O INVERNO É QUE MUDA O VISUAL
DA PAISAGEM DO MEU INTERIOR!
(João Paraibano).
Caçador prende o rosto na coronha
Da pequena espingarda lazarina
No sertão a cabocla nordestina
Pise em cima da sombra da vergonha
Pega o cesto com milho e com pamonha
Bota a placa com preço e com sabor
Para o gosto de cada comprador
Tem pamonha com doce e tem com sal
O INVERNO É QUE MUDA O VISUAL
DA PAISAGEM DO MEU INTERIOR!
(João Paraibano).
O CIENTISTA/VIDENTE FURABARREIRA:
AMANHECER
E dá-lhe versos fornecidos por Ary da Farmácia, o poeta gravador!
É quando o Fura-barreira
Vendo a Aurora raiar
Voa pra beira do rio
Mede o chão pega à cavar
Cava na barreira alta
pra cheia não carregar
E o Mocó la pedreira
Já vendo o dia nascido
Sente fome mais tem medo
Do caçador desconhecido
Coloca a venta de fora
Mais deixa o resto escondido
(João Paraibano)
AMANHECER
E dá-lhe versos fornecidos por Ary da Farmácia, o poeta gravador!
É quando o Fura-barreira
Vendo a Aurora raiar
Voa pra beira do rio
Mede o chão pega à cavar
Cava na barreira alta
pra cheia não carregar
E o Mocó la pedreira
Já vendo o dia nascido
Sente fome mais tem medo
Do caçador desconhecido
Coloca a venta de fora
Mais deixa o resto escondido
(João Paraibano)
Japira
se quiser volte
Que no Pajeú choveu
A poeira virou lama
A campina enverdeceu
os sapos ressuscitaram
Depois que o barreiro encheu
Onde a chuva aconteceu
O boi tem disposição
No no lugar que a mão coloca
Deixa a barroca no chão
E a tapioca de terra
Vem pendurada na mão.
(Sebastião Dias).
Que no Pajeú choveu
A poeira virou lama
A campina enverdeceu
os sapos ressuscitaram
Depois que o barreiro encheu
Onde a chuva aconteceu
O boi tem disposição
No no lugar que a mão coloca
Deixa a barroca no chão
E a tapioca de terra
Vem pendurada na mão.
(Sebastião Dias).
E dá-lhe versos fornecidos por Ary da Farmácia,
o poeta gravador!
Zero hora depois que a lua sai
Sopra o vento nos leques do coqueiro
O relâmpago clareai o nevoeiro.
O trovão estreme a chuva cai,
Chega o filho contente e diz ao pai:
Vamos logo cuidar da plantação.
Levam fava, arroz, milho e feijão.
O pai cava na frente e o filho planta,
O NORDESTE HUMILHADO SE LEVANTA
NO ESTRONDO ASSOMBROSO DO TROVÃO.
(João Paraibano)
Zero hora depois que a lua sai
Sopra o vento nos leques do coqueiro
O relâmpago clareai o nevoeiro.
O trovão estreme a chuva cai,
Chega o filho contente e diz ao pai:
Vamos logo cuidar da plantação.
Levam fava, arroz, milho e feijão.
O pai cava na frente e o filho planta,
O NORDESTE HUMILHADO SE LEVANTA
NO ESTRONDO ASSOMBROSO DO TROVÃO.
(João Paraibano)
Como é bom ter um companheiro de trabalho como
Ary da Farmácia, que nos proporciona relíquias poéticas como está:
Foi a seca perversa e traiçoeira
Que queimou o capim com luz do sol
O sagaz e pequeno Rouxinol
Foi embora da brecha da biqueira
o Nambu desprezou a capoeira
O Caçote sumiu do cacimbão
João de Barro parou a construção
Na metade da casa terminada
A CIGARRA AGONIZA SUFOCADA
NO CALOR DA QUENTURA DO VERÃO
(Sebastião Dias).
Foi a seca perversa e traiçoeira
Que queimou o capim com luz do sol
O sagaz e pequeno Rouxinol
Foi embora da brecha da biqueira
o Nambu desprezou a capoeira
O Caçote sumiu do cacimbão
João de Barro parou a construção
Na metade da casa terminada
A CIGARRA AGONIZA SUFOCADA
NO CALOR DA QUENTURA DO VERÃO
(Sebastião Dias).
Mais uma relíquia fornecida por Ary da
Farmácia:
Quando os raios do dia vem raiando,
No espelho do sol treme a cascata
Um cachorro espinhado sai da mata
Com uma pata pra cima e três andando
A babá se levanta cochilando
Bota o dedo na boca do pagão
Tira a papa das brasas do fogão
E vai brincar com o menino enquanto esfria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
(João Paraibano).
Quando os raios do dia vem raiando,
No espelho do sol treme a cascata
Um cachorro espinhado sai da mata
Com uma pata pra cima e três andando
A babá se levanta cochilando
Bota o dedo na boca do pagão
Tira a papa das brasas do fogão
E vai brincar com o menino enquanto esfria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
(João Paraibano).
OLHEM MAIS UMA RELÍQUIA DE JOÃO PARAIBANO,
FORNECIDA A MIM PELO POETA/GRAVADOR ARY CORREIA:
Quando o dia começa a clarear
Um cigano se benze e deixa o rancho
A rolinha sentada no garrancho
Esperando o parceiro pra voar
Um bezerro cansado de mamar
Deita o queijo por cima de uma mão
A toalha do vento enxuga o chão
Vaga-lume desliga a bateria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
Um vaqueiro medica um boi doente
Troca a roupa de pano na de couro
Brilha o rosto do sol jogando o ouro
Nas cortinas da porta do nascente
Num poleiro de angico um galo sente
A idade cegando o esporão
Quando o sol tosta o véu da escuridão
Ele é sempre o primeiro que anuncia
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
Um canário que voa do regato
Enche a alma do campo de gorjeios
Na cozinha a matuta treme os seios
Com a bucha na mão lavando prato
Uma vaca amojada sai pro mato
Se escondendo da outra criação
Com a sombra corpo forra o chão
No gemido do parto espera a cria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
(João Paraibano)
Quando o dia começa a clarear
Um cigano se benze e deixa o rancho
A rolinha sentada no garrancho
Esperando o parceiro pra voar
Um bezerro cansado de mamar
Deita o queijo por cima de uma mão
A toalha do vento enxuga o chão
Vaga-lume desliga a bateria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
Um vaqueiro medica um boi doente
Troca a roupa de pano na de couro
Brilha o rosto do sol jogando o ouro
Nas cortinas da porta do nascente
Num poleiro de angico um galo sente
A idade cegando o esporão
Quando o sol tosta o véu da escuridão
Ele é sempre o primeiro que anuncia
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
Um canário que voa do regato
Enche a alma do campo de gorjeios
Na cozinha a matuta treme os seios
Com a bucha na mão lavando prato
Uma vaca amojada sai pro mato
Se escondendo da outra criação
Com a sombra corpo forra o chão
No gemido do parto espera a cria
DAS CARÍCIAS DA NOITE NASCE O DIA
AQUECENDO OS MOCAMBOS DO SERTÃO
(João Paraibano)
MOTE: O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
(SEBASTIÃO DIAS E JOÃO PARAIBANO, NO FESTIVAL DE VIOLEIROS, EM AFOGADOS DA INGAZEIRA, NO DIA 11 DE OUTUBRO DE 2013)
SEBASTIÃO DIAS
UM CALANGO SENTAR-SE APERRIADO,
SE QUEIMANDO NAS PEDRAS DO CAMINHO
E COM A FORÇA DE UM REMOINHO
UM PEDAÇO DE CERCA DESTROÇADO
POR DETRÁS DE UM LAJEDO DO CERCADO
ONDE ESTOURA AS CAXOTAS DE UM PIÃO
A CIGARRA INTRODUZ UMA CANÇÃO
TÃO PENOSA QUE DÓI DENTRO DA GENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
COMO É TRISTE SE OUVIR AO MEIO DIA
A CIGARRA APITAR DESESPERADA
A LAVOURA MORRENDO AJOELHADA
NO LUGAR QUE UMA NUVEM SE DESFIA
A MATUTA COM ÁGUA NA BACIA
PRA LAVAR MUCUNÃ PRA FAZER PÃO
CURANDEIRO FAZENDO UMA ORAÇÃO
PARA VER SE LEVANTA UM BOI DOENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
NO POLEIRO ONDE VIVE UMA GALINHA
SUA DONA VENDEU PRA COMPRAR MILHO
UM POUQUINHO DE FAVA PARA O FILHO
OU ENTÃO UM POUQUINHO DE FARINHA
QUANDO O SOL APARECE À MANHÃZINHA
SAI MAS QUENTE QUE BOCA DE VULCÃO
E À TARDINHA PARECE UM CARNEGÃO
ESPREMIDO NO ROSTO DO POENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
COMO É TRISTE SE VÊ A CAMPONESA
COM A BOCA FAMINTA O PEITO MURCHO
UM MENINO NO BRAÇO OUTRO NO BUCHO
DESPERTANDO POR CIMA DA POBREZA
UMA GATA FAMINTA SOBE À MESA
LAMBE O PRATO PENSANDO QUE TEM PÃO
DEPOIS SALTA DA MESA PARA O CHÃO
QUE O MIADO DE FOME DÓI NA GENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
ENTRE AS VARAS DA CERCA PAU À PIQUE
SÓ SE AVISTA UM ARO DE UMA ESPORA
UM VAQUEIRO QUERENDO IR EMBORA
O PATRÃO IMPLORANDO QUE ELE FIQUE
UM REBANHO COMENDO XIQUE- XIQUE
QUE NO PÁTIO NÃO ENTRA OUTRA RAÇÃO
UMA VACA TROPEÇA CAI NO CHÃO
SE LEVANTA E TROPEÇA NOVAMENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
COMO É TRISTE SE VER NO PAJEÚ
UMA CABOCLA MULHER DE UM NORDESTINO
COSTURANDO A MORTALHA DE UM MENINO
QUE NASCEU SEM A ROUPA E MORREU NU
UM BOI MAGRO COMER MANDACARU
QUE UM VAQUEIRO ASSOU COMO RAÇÃO
COM A VENTA MELADA DE CARVÃO
E UM ESPINHO FURANDO AO PÉ DO DENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
O NORDESTE HOJE EM DIA ESTÁ DE UM JEITO
QUE NO TORNO NÃO VER-SE MAIS A REDE
É O POVO PADECENDO CO’A SEDE
E PEDINDO UMA ESMOLA PRA O PREFEITO
PAJEÚ NÃO TEM ÁGUA NO SEU LEITO
A POBREZA INVADIU A REGIÃO
MAS VER BROTAS SEM ÁGUA NO PURÃO
NÃO TEM MAIS SERTANEJO QUE AGUENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
NÃO TEM ÁGUA NO FUNDO DO REGATO
TRADIÇÃO QUE O NOSSO CARÃO VOA
TEM RACHÕES ENTRE O FUNDO DA LAGOA
NÃO TEM FLORES ABERTAS PELO MATO
QUEM OLHOU PARA A TELHA VER UM GATO
SÓ MIANDO POR FALTA DE RAÇÃO
QUEM OLHAR PRA CALÇADA VER UM CÃO
QUE MORREU SE ESFREGANDO NO BATENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
NA REPRESA NÃO TEM MAIS O CAPIM
É O GADO NA SECA AGONIZANDO
SERTANEJO TRISTONHO SOLUÇANDO
EMBARCANDO NA ITAPEMIRIM
MESMO VENDO QUE O SUL É MUITO RUIM
É O JEITO IR ATRÁS DE REMIÇÃO
A TRISTEZA ESPREMENDO O CORAÇÃO
SEM SABER QUANDO VOLTA NOVAMENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
AF, DA INGAZEIRA, 11 DE OUTUBRO DE 2013.
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
(SEBASTIÃO DIAS E JOÃO PARAIBANO, NO FESTIVAL DE VIOLEIROS, EM AFOGADOS DA INGAZEIRA, NO DIA 11 DE OUTUBRO DE 2013)
SEBASTIÃO DIAS
UM CALANGO SENTAR-SE APERRIADO,
SE QUEIMANDO NAS PEDRAS DO CAMINHO
E COM A FORÇA DE UM REMOINHO
UM PEDAÇO DE CERCA DESTROÇADO
POR DETRÁS DE UM LAJEDO DO CERCADO
ONDE ESTOURA AS CAXOTAS DE UM PIÃO
A CIGARRA INTRODUZ UMA CANÇÃO
TÃO PENOSA QUE DÓI DENTRO DA GENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
COMO É TRISTE SE OUVIR AO MEIO DIA
A CIGARRA APITAR DESESPERADA
A LAVOURA MORRENDO AJOELHADA
NO LUGAR QUE UMA NUVEM SE DESFIA
A MATUTA COM ÁGUA NA BACIA
PRA LAVAR MUCUNÃ PRA FAZER PÃO
CURANDEIRO FAZENDO UMA ORAÇÃO
PARA VER SE LEVANTA UM BOI DOENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
NO POLEIRO ONDE VIVE UMA GALINHA
SUA DONA VENDEU PRA COMPRAR MILHO
UM POUQUINHO DE FAVA PARA O FILHO
OU ENTÃO UM POUQUINHO DE FARINHA
QUANDO O SOL APARECE À MANHÃZINHA
SAI MAS QUENTE QUE BOCA DE VULCÃO
E À TARDINHA PARECE UM CARNEGÃO
ESPREMIDO NO ROSTO DO POENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
COMO É TRISTE SE VÊ A CAMPONESA
COM A BOCA FAMINTA O PEITO MURCHO
UM MENINO NO BRAÇO OUTRO NO BUCHO
DESPERTANDO POR CIMA DA POBREZA
UMA GATA FAMINTA SOBE À MESA
LAMBE O PRATO PENSANDO QUE TEM PÃO
DEPOIS SALTA DA MESA PARA O CHÃO
QUE O MIADO DE FOME DÓI NA GENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
ENTRE AS VARAS DA CERCA PAU À PIQUE
SÓ SE AVISTA UM ARO DE UMA ESPORA
UM VAQUEIRO QUERENDO IR EMBORA
O PATRÃO IMPLORANDO QUE ELE FIQUE
UM REBANHO COMENDO XIQUE- XIQUE
QUE NO PÁTIO NÃO ENTRA OUTRA RAÇÃO
UMA VACA TROPEÇA CAI NO CHÃO
SE LEVANTA E TROPEÇA NOVAMENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
COMO É TRISTE SE VER NO PAJEÚ
UMA CABOCLA MULHER DE UM NORDESTINO
COSTURANDO A MORTALHA DE UM MENINO
QUE NASCEU SEM A ROUPA E MORREU NU
UM BOI MAGRO COMER MANDACARU
QUE UM VAQUEIRO ASSOU COMO RAÇÃO
COM A VENTA MELADA DE CARVÃO
E UM ESPINHO FURANDO AO PÉ DO DENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
O NORDESTE HOJE EM DIA ESTÁ DE UM JEITO
QUE NO TORNO NÃO VER-SE MAIS A REDE
É O POVO PADECENDO CO’A SEDE
E PEDINDO UMA ESMOLA PRA O PREFEITO
PAJEÚ NÃO TEM ÁGUA NO SEU LEITO
A POBREZA INVADIU A REGIÃO
MAS VER BROTAS SEM ÁGUA NO PURÃO
NÃO TEM MAIS SERTANEJO QUE AGUENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
JOÃO PARAIBANO
NÃO TEM ÁGUA NO FUNDO DO REGATO
TRADIÇÃO QUE O NOSSO CARÃO VOA
TEM RACHÕES ENTRE O FUNDO DA LAGOA
NÃO TEM FLORES ABERTAS PELO MATO
QUEM OLHOU PARA A TELHA VER UM GATO
SÓ MIANDO POR FALTA DE RAÇÃO
QUEM OLHAR PRA CALÇADA VER UM CÃO
QUE MORREU SE ESFREGANDO NO BATENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
SEBASTIÃO DIAS
NA REPRESA NÃO TEM MAIS O CAPIM
É O GADO NA SECA AGONIZANDO
SERTANEJO TRISTONHO SOLUÇANDO
EMBARCANDO NA ITAPEMIRIM
MESMO VENDO QUE O SUL É MUITO RUIM
É O JEITO IR ATRÁS DE REMIÇÃO
A TRISTEZA ESPREMENDO O CORAÇÃO
SEM SABER QUANDO VOLTA NOVAMENTE
O NORDESTE AGONIZA IMPACIENTE
COM SAUDADE DO ECO DO TROVÃO
AF, DA INGAZEIRA, 11 DE OUTUBRO DE 2013.
MEU COMPANHEIRO DE TRABALHO, ARY CORREA, ME PRESENTEIA
TODO DIA COM ESTROFES COMO ESTAS:
JOÃO DE BARRO, BEM ALTO, FAZ SEU NINHO
DE ARGILA, PREPARA A ARGAMASSA
COM AS ASAS E OS PÉS O BARRO AMASSA
E A COLHER DE PEDREIRO É O SEU BIQUINHO
QUEM TERIA ENSINADO AO PASSARINHO
CONSTRUÇÃO DE TÃO SÓLIDA FIRMEZA
QUE LHE SERVE DE ABRIGO E DE DEFESA
ONTRA SOL, CONTRA CHUVA, CONTRA TUDO
ARQUITETO PEQUENO E SEM ESTUDO
QUANTO É GRANDE O PODER DA NATUREZA
O MACACO É UM ANIMAL INTELIGENTE
DENTRE TODOS OS BICHOS QUE DESTACO
OU PARECE QUE GENTE FOI MACACO
OU MACACO ALGUM DIA JÁ FOI GENTE
QUEBRA CÔCO COM A MÃO E COM O DENTE
E ALÉM DISSO É BEM GRANDE A ESPERTEZA
FICA UM REPARANDO A REDONDEZA
ENQUANTO OUTROS EM BAIXO QUEBRA O MILHO
PRA MELHOR CONDUZIR FAZEM ATILHO
QUANTO É GRANDE O PODER DA NATUREZA
(DIMAS BATISTA)
JOÃO DE BARRO, BEM ALTO, FAZ SEU NINHO
DE ARGILA, PREPARA A ARGAMASSA
COM AS ASAS E OS PÉS O BARRO AMASSA
E A COLHER DE PEDREIRO É O SEU BIQUINHO
QUEM TERIA ENSINADO AO PASSARINHO
CONSTRUÇÃO DE TÃO SÓLIDA FIRMEZA
QUE LHE SERVE DE ABRIGO E DE DEFESA
ONTRA SOL, CONTRA CHUVA, CONTRA TUDO
ARQUITETO PEQUENO E SEM ESTUDO
QUANTO É GRANDE O PODER DA NATUREZA
O MACACO É UM ANIMAL INTELIGENTE
DENTRE TODOS OS BICHOS QUE DESTACO
OU PARECE QUE GENTE FOI MACACO
OU MACACO ALGUM DIA JÁ FOI GENTE
QUEBRA CÔCO COM A MÃO E COM O DENTE
E ALÉM DISSO É BEM GRANDE A ESPERTEZA
FICA UM REPARANDO A REDONDEZA
ENQUANTO OUTROS EM BAIXO QUEBRA O MILHO
PRA MELHOR CONDUZIR FAZEM ATILHO
QUANTO É GRANDE O PODER DA NATUREZA
(DIMAS BATISTA)
O poeta Ary Correa, da farmácia do hospital,
passsou-me essa obra prima:
BONITO É NO MEU SERTÃO
DEPOIS DO CANTAR DO GALO
QUE UMA MORENA BONITA
SAI PASSEANDO A CAVALO
FURANDO O BICO DOS SEIOS
NOS FUROS DO PANO RALO.
(Sebastião Dias)
BONITO É NO MEU SERTÃO
DEPOIS DO CANTAR DO GALO
QUE UMA MORENA BONITA
SAI PASSEANDO A CAVALO
FURANDO O BICO DOS SEIOS
NOS FUROS DO PANO RALO.
(Sebastião Dias)
o cabra ler, recitar e ouvir um verso deste
todo dia, toda hora, todo minuto e todo segundo, durante o ano todo, ainda é
pouco!
EITA VERSO DA "MULESTA"!!!!!
VERSO DO ANO!
EITA VERSO DA "MULESTA"!!!!!
VERSO DO ANO!
Lima Júnior publicou em Felisardo Moura Nunes
Poeta me permita a ousadia, de escrever no seu mote.
Toda tarde Deus pinta a tez do acaso
Sem rascunho, fiel, aos tons do clima
E as seis horas entrega a obra prima
Sem cobrar pela obra e sem atraso.
Não repete uma tela, nem põe prazo
Põe na tinta um mistério que arrepia
Que Ele pinta e “despinta” com magia
Não escorre e nem fica permanente.
A MISTURA DE CORES NO POENTE
DEIXA O CÉU MAIS BONITO AO FIM DO DIA".
Poeta me permita a ousadia, de escrever no seu mote.
Toda tarde Deus pinta a tez do acaso
Sem rascunho, fiel, aos tons do clima
E as seis horas entrega a obra prima
Sem cobrar pela obra e sem atraso.
Não repete uma tela, nem põe prazo
Põe na tinta um mistério que arrepia
Que Ele pinta e “despinta” com magia
Não escorre e nem fica permanente.
A MISTURA DE CORES NO POENTE
DEIXA O CÉU MAIS BONITO AO FIM DO DIA".
O Fenomenal poeta Dudu Morais, está fazendo o
curso de Direito e de tanto ouvir falar em Zé Rabelo, virou fã do Professor
Poeta e Advogado.
Ouviu muitas histórias de sua mãe e, da mesma, quando passou no vestibular: "Meu filho, quem dera se tu te tornares, ao menos, 10% do que foi Zé Rabelo.
O poeta fez esta linda homenagem ao Gênio Zé Rabelo:
Zé Rabelo cumpriu sua jornada
Fez da vida uma história tão bonita.
Quando em vida na terra fez morada
E hoje em Céus Divinais é que ele habita.
Teve a mente brilhante e coroada
Em defesa da alma mais aflita.
Cada tese tão bem elaborada
Que só quem conheceu é que acredita.
E do Mito dos Júris e dos Réus,
O Espírito se eleva alcança os Céus
Pra a alma do Gênio ser julgada...
...Mas Jesus nos conceda neste apelo:
Nos devolva pra terra Zé Rabelo,
Que uma terra sem Gênios não é nada.
Zé Rabelo. Dudu Morais — com Dudu Morais.
Ouviu muitas histórias de sua mãe e, da mesma, quando passou no vestibular: "Meu filho, quem dera se tu te tornares, ao menos, 10% do que foi Zé Rabelo.
O poeta fez esta linda homenagem ao Gênio Zé Rabelo:
Zé Rabelo cumpriu sua jornada
Fez da vida uma história tão bonita.
Quando em vida na terra fez morada
E hoje em Céus Divinais é que ele habita.
Teve a mente brilhante e coroada
Em defesa da alma mais aflita.
Cada tese tão bem elaborada
Que só quem conheceu é que acredita.
E do Mito dos Júris e dos Réus,
O Espírito se eleva alcança os Céus
Pra a alma do Gênio ser julgada...
...Mas Jesus nos conceda neste apelo:
Nos devolva pra terra Zé Rabelo,
Que uma terra sem Gênios não é nada.
Zé Rabelo. Dudu Morais — com Dudu Morais.
POETA LIMA JR, SEM QUERE, FEZ ESTE VERSO PRA
MIM!!!! RSRSRSRS
Estou longe demais de ser perfeito
Mas não brindo o viver com falsidade,
Nem darei ao meu rosto a vaidade
De esboçar fingimento, por proveito.
O espelho reflete o meu conceito
Por conceitos dos outros, condenado,
Mas quem usa a verdade como brado
Não se cala ou aceita negligência.
Meu olhar é o vitral da consciência
Que ilumina meu peito encouraçado.
Lima Júnior.
Mas não brindo o viver com falsidade,
Nem darei ao meu rosto a vaidade
De esboçar fingimento, por proveito.
O espelho reflete o meu conceito
Por conceitos dos outros, condenado,
Mas quem usa a verdade como brado
Não se cala ou aceita negligência.
Meu olhar é o vitral da consciência
Que ilumina meu peito encouraçado.
Lima Júnior.
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