O RETORNO DE JONH ENGLISH

O Retorno de Johnny English
Johnny English Reborn
EUA / Reino Unido , 2011 - 101 minutos
Comédia
EUA / Reino Unido , 2011 - 101 minutos
Comédia
Direção:
Oliver Parker
Oliver Parker
Roteiro:
William Davies, Hamish McColl
Elenco:
William Davies, Hamish McColl
Rowan Atkinson, Dominic West, Gillian Anderson, Rosamund Pike



Em O Retorno de Johnny English (Johnny English Reborn,
2011) logo ficamos sabendo que o agente está exilado, morando e
treinando com monges após ter causado uma enorme confusão em Moçambique.
Não ficam muito claros, porém, os motivos que levaram a agora
privatizada agência secreta a chamá-lo de volta. O problema - para o
público - é que com um domínio maior de seu corpo e mente, metade das
piadas de humor físico a que Atkinson se expõe frequentemente deixam de
existir. Foi uma tentativa dos roteiristas de fugir das regras
estabelecidas no primeiro filme, mas que também deve custar os elogios
de seus fãs mais fiéis.
A história da nova aventura de English gira em torno de uma tríade de
assassinos profissionais e sua missão de assassinar o premiê chinês
durante uma reunião com o primeiro-ministro britânico. Cabe ao agente
não-tão-trapalhão impedir que isso aconteça.
E para ter certeza de que English não volte a envergonhar o serviço
secreto inglês, está na sua cola a nova chefe, Pegasus, interpretada por
Gillian Anderson, a eterna Dana Scully de Arquivo X em um irreconhecível sotaque inglês. Para garantir a missão, está lá ao seu lado o novato Daniel Kaluuya como
o agente Tucker, o esforçado e CDF da dupla. Como a psicóloga que
ajudará English a acabar com seu trauma moçambicano entra em cena a
ex-bond girl Rosamund Pike - a única do elenco secundário que chama a atenção. E para os fãs da série The Wire, Dominic West faz o agente perfeito, a antítese a English.
É um elenco que merece respeito, e que merecia também um roteiro melhor. Nem mesmo os product placements se
aproveitam da situação para lucrar e, principalmente, divertir. Se logo
que chega a Londres, depois de mais de 5 anos fora, English se espanta
ao ver que o seu empregador agora se chama Toshiba MI-7, a piada fica
nisso. Não se explora um patrocínio para uma CIA ou KGB, ou ainda outros
tipos de privatização em outras áreas, algo que se encaixaria neste
contexto. Assim, quando um Rolls Royce aparece em cena, tudo o que se vê
ali é um carro de luxo e uma piada que já era velha desde a época que
Atkinson trabalhava na TV fazendo a série Black Adder.
Como foi dito lá em cima, os fãs de Atkinson podem voltar a sorrir.
Gargalhar, no entanto, é uma tarefa um pouco mais difícil. O único
realmente feliz com o resultado deve estar o próprio ator/produtor. Com
custo "apenas" 5 milhões de dólares mais caro que o original, o filme já
soma em bilheterias ao redor do mundo quase 110 milhões de dólares, o
que já faz pensar: quanto tempo até uma sequência ser anunciada?
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