JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO
quinta-feira, 28 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
UM SHOW INESQUECÍVEL
INESQUECÍVEL, MAGNÂNIMO ESPETACULAR, GRANDISO,
CONTAGIANTE, INESQUECÍVEL.
Circuito Pernambuco
Multicultural
A cidade de Tabira foi
contemplada, pela terceira vez, com o Balé Cultural de Pernambuco, Sérgio Boi e
o Cangaço, Santana O Cantador e Flávio Leandro, foram os responsáveis pela
beleza e animação do evento.
Ontem, sábado, dia 23
tivemos 02 Shows Magníficos com Quinteto Violando, cantando os maiores sucessos
do Rei Luiz Gonzaga e Alceu Valença, que deu o Maior Show que este blogueiro já
presenciou.
Alceu cantou, brincou e contagiou, de forma impressionante, o grande público presente. Alceu é simplesmente FÁNTÁSTICO, ele interage, de forma ímpar, com as pessoas presentes, comandando com gritos uníssonos e harmônicos, canta sério com o público parado, vidrado e concentrado na música e, de repente ele contagia a todos com a sua simplicidade e dom Divino, é um ABENÇOADO POR DEUS!!!!
POR ISTO CONCLUO COM UM
RESUMO DO SHOW:
MAGNÂNIMO, ESPETACULAR, GRANDISO, CONTAGIANTE,
INESQUECÍVEL.
POETA DA SEMANA
Manoel Xudu, um gênio do povo
Tenho grande simpatia e
empatia com os personagens que tenham contribuído de alguma forma para o
coletivo, que tenham dedicado suas vidas por uma idéia, uma causa, ou
tenham consagrado sua inteligência à execução de uma arte. Os que se
distinguem, os excepcionais, esses merecem a imortalidade. Os grandes
artistas populares quase sempre são esquecidos por não terem traquejo
social, prestígio ou militância política. Que devemos prestigiar nossos
valores, de ontem e de hoje, é inquestionável. Organizei um livreto com o
propósito de levar a cabo a missão de preservar um pouco da obra do
grande Manoel Xudu, esse filho de São José dos Ramos que foi um dos
maiores artistas que se conheceu na arte de improvisar versos ao som de
uma viola.
Eu mal havia completado dezessete anos, e já freqüentava as barracas que vendiam cachaça, galinha torrada e macaxeira, na beira da linha, em Itabaiana. Essas barracas permaneciam abertas a noite toda, nas segundas-feiras, véspera da grande feira de Itabaiana, para onde convergiam centenas de matutos de toda região. Eram redutos de violeiros e emboladores de coco, que passavam a noite bebendo e divertindo a matutada. Foi ali onde conheci Manoel Xudu, a quem devo o favor da minha iniciação nos segredos da belíssima arte do improviso, a sextilha, o setessílabo, o decassílabo, a gemedeira, o mourão perguntado, o martelo alagoano, o mote, o tema e outros detalhes do mundo mágico dos cantadores repentistas. A cultura na sua mais pura forma de ser, os magníficos poetas repentistas com seus jogos de palavra e seu raciocínio veloz em torneios semânticos que, às vezes, duravam dias e noites.
Manoel Xudu merece constar na galeria dos grandes artistas populares do Brasil. Esse fenômeno da poesia popular divulgou em versos geniais os valores sociais, políticos, religiosos, culturais e econômicos de sua terra, nas tradicionais cantorias que foram, durante muito tempo, a educação informal principalmente das comunidades do campo.
O saber do povo, a bem da verdade, sempre foi olhado com desconfiança pelas elites dirigentes. No entanto, hoje a obra de Manoel Xudu é estudada por pesquisadores da cultura popular. Louve-se a iniciativa da prefeitura de São José dos Ramos, de editar este livreto com o que de melhor produziu o poeta e foi gravado pela memória de alguns admiradores, além de versos de folhetos de cordel, como é exemplo a “Peleja de Manoel Xudu com Zezé Lulu”, publicado na íntegra neste opúsculo. Conhecendo-se a má vontade dos esquemas oficiais, quando se trata de apoio à produção artística e cultural dos pobres, damos graças aos deuses do Parnaso por São José dos Ramos ter um prefeito, Azenildo Ramos, amante da poesia e da cultura popular, ele que investiu na divulgação da história da vida e obra desse poeta simples, reconhecido hoje como um dos maiores repentistas de todos os tempos no Nordeste.
Em um festival de poetas no Clube Astrea, em João Pessoa, pediram uma definição de poesia. Manoel Xudu saiu-se com este improviso:
“Poesia tão linda e soberana
E tão pura, tão branca igual a um véu...
Está na terra, no mar, está no céu
E no pelo que tem a jitirana.
Ela está em quem vive a cortar cana
Quando volta pra casa ao meio dia...
Está num bolo de fava insossa e fria
Que um pobre mastiga com lingüiça.
Está na paz, no amor e na justiça
O mistério da doce poesia.
Eu mal havia completado dezessete anos, e já freqüentava as barracas que vendiam cachaça, galinha torrada e macaxeira, na beira da linha, em Itabaiana. Essas barracas permaneciam abertas a noite toda, nas segundas-feiras, véspera da grande feira de Itabaiana, para onde convergiam centenas de matutos de toda região. Eram redutos de violeiros e emboladores de coco, que passavam a noite bebendo e divertindo a matutada. Foi ali onde conheci Manoel Xudu, a quem devo o favor da minha iniciação nos segredos da belíssima arte do improviso, a sextilha, o setessílabo, o decassílabo, a gemedeira, o mourão perguntado, o martelo alagoano, o mote, o tema e outros detalhes do mundo mágico dos cantadores repentistas. A cultura na sua mais pura forma de ser, os magníficos poetas repentistas com seus jogos de palavra e seu raciocínio veloz em torneios semânticos que, às vezes, duravam dias e noites.
Manoel Xudu merece constar na galeria dos grandes artistas populares do Brasil. Esse fenômeno da poesia popular divulgou em versos geniais os valores sociais, políticos, religiosos, culturais e econômicos de sua terra, nas tradicionais cantorias que foram, durante muito tempo, a educação informal principalmente das comunidades do campo.
O saber do povo, a bem da verdade, sempre foi olhado com desconfiança pelas elites dirigentes. No entanto, hoje a obra de Manoel Xudu é estudada por pesquisadores da cultura popular. Louve-se a iniciativa da prefeitura de São José dos Ramos, de editar este livreto com o que de melhor produziu o poeta e foi gravado pela memória de alguns admiradores, além de versos de folhetos de cordel, como é exemplo a “Peleja de Manoel Xudu com Zezé Lulu”, publicado na íntegra neste opúsculo. Conhecendo-se a má vontade dos esquemas oficiais, quando se trata de apoio à produção artística e cultural dos pobres, damos graças aos deuses do Parnaso por São José dos Ramos ter um prefeito, Azenildo Ramos, amante da poesia e da cultura popular, ele que investiu na divulgação da história da vida e obra desse poeta simples, reconhecido hoje como um dos maiores repentistas de todos os tempos no Nordeste.
Em um festival de poetas no Clube Astrea, em João Pessoa, pediram uma definição de poesia. Manoel Xudu saiu-se com este improviso:
“Poesia tão linda e soberana
E tão pura, tão branca igual a um véu...
Está na terra, no mar, está no céu
E no pelo que tem a jitirana.
Ela está em quem vive a cortar cana
Quando volta pra casa ao meio dia...
Está num bolo de fava insossa e fria
Que um pobre mastiga com lingüiça.
Está na paz, no amor e na justiça
O mistério da doce poesia.
Fábio Mozart
O Poeta Eduardo Rabello garimpou essa pedra rara:
Admiro 100 formigas
Um besouro carregando
40 puxa na frente
40 atrás empurrando
E as 20 que vão em cima
Pensam que estão ajudando
Manoel Xudú
Admiro 100 formigas
Um besouro carregando
40 puxa na frente
40 atrás empurrando
E as 20 que vão em cima
Pensam que estão ajudando
Manoel Xudú
Manoel Xudú
Mamãe pediu-me um beijo
Fui correndo e lhe dei dois
Ela sorriu de contente
Perdi a conta depois.
xx
Mamãe que me deu papa
Me deu leite, me deu bolo
Deu chupeta, deu consolo
Doce, bolacha e garapa
Um dia me deu um tapa
Mas depois se arrependeu
Deu um beijo onde bateu
Acabou-se a inchação
Quem perdeu mãe tem razão
De chorar porque perdeu.
Poeta Manoel Xudú
Fui correndo e lhe dei dois
Ela sorriu de contente
Perdi a conta depois.
xx
Mamãe que me deu papa
Me deu leite, me deu bolo
Deu chupeta, deu consolo
Doce, bolacha e garapa
Um dia me deu um tapa
Mas depois se arrependeu
Deu um beijo onde bateu
Acabou-se a inchação
Quem perdeu mãe tem razão
De chorar porque perdeu.
Poeta Manoel Xudú
O
CLUBE DO REPENTE vai todo mês homenagear um poeta, contando suas
histórias e seus brilhantes versos, esse quadro vai se chamar: "OS IMORTAIS DA POESIA".
Esse mês o homenageado é o grande poeta Manoel Xudu Sobrinho, Manoel
Xudu, ou, simplesmente, Xudu, nasceu em São José de Pilar-PB em 15 de
março de 1932 e faleceu em 1985, em Salgado de São Félix, onde residia.
Num recinto, onde Xudu deleitava a assistência com uma bonita cantoria, entra um bêbado com um copo de cerveja, o conduz à boca do festejado cantador, e pôe-se a repetir:
Num recinto, onde Xudu deleitava a assistência com uma bonita cantoria, entra um bêbado com um copo de cerveja, o conduz à boca do festejado cantador, e pôe-se a repetir:
- Comiiiiiiiigo ôce beeebe e caaanta, tá me ouvindo?
Impaciente, o parceiro de Xudu adverte-o:
Você abusa demais,
Já estou sem paciência.
E Xudu completou:
Deixe de tanta imprudência,
Deixe eu findar a peleja,
Como é que eu posso cantar,
Tocar e beber cerveja?
Quem tem três gostos é cachorro
Que corre, late e fareja.
Em outra cantoria o poeta Furiba entregou-lhe esta deixa:
Vê-se o pequeno saguim
Pulando de pau em pau
Xudu respondeu:
Admiro o pica-pau
Trepado num pé de angico,
Pulando de galho em galho
Tocô, tocô, tico, tico,
Nem sente dor de cabeça,
Nem quebra a ponta do bico.
Manoel Filó, admirável poeta, descrevendo com Xudu a vida dos pássaros, terminou uma sextilha assim:
Pra tão longe a ave voa,
De volta não erra o ninho.
Xudu, arrematando:
A arte do passarinho
Nos causa admiração:
Prepara o ninho de feno,
No meio bota algodão
Para os filhotes implumes
Não levarem um arranhão.
Postagem: Robério Vasconcelos
Fonte: Livro de Zé de Cazuza "POETAS ENCANTADORES"
Foto: Arquivo pessoal.
FILME DA SEMANA
![]() |
|
RECEITA DA SEMANA
Receita de Barreado
| Por Maria Clara |
Ingredientes
|
Fonte: Comida e Receitas -
FRASE DA SEMANA
"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não
tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de
opinião, quantas vezes eu quisesse".
(Friedrich Nietzsche)
sexta-feira, 22 de março de 2013
DEDÉ MONTEIRO REFERInDO AO INESQUECÍVEL MANOEL FILÓ!
O saudoso Manel Filo (esquerda) e Dedé Monteiro: dois mitos da poesia nordestina
MANOEL FILÓ
Manoel Filomeno de Menezes,
Uma vez você disse sem pensar
“Chora o cedro na gruta da floresta
Escutando o machado a trabalhar”
E “O crepúsculo no campo é tão bonito
Que até Deus se debruça pra olhar.”
Quem cria motes assim
E os glosa qual você faz
Por mais que tenha vivido
Tem que viver muito mais
Pra continuar brilhando
Sendo aplaudido e criando
Prodígios fenomenais.
Lamentando o cenário sertanejo
Quando o sol do verão nos apavora
Você fez uns milagres neste mote
Que quem lê sem chorar, por dentro chora
“O carão que cantava em meu baixio
Teve medo da seca e foi embora”.
Criou também um poema
De inspiração desmedida
Neste mote primoroso
Magoador de ferida
“Todo dia muda a cor
Do quadro da minha vida”.
Você nunca soltou o cabo liso
Do martelo sagrado da emoção
Fez com ele uma peça genial
Neste mote de rara inspiração
“Quando a gente magoa uma saudade
Incomoda demais o coração”.
Que o mundo se coisifique
Todos morremos de medo
Por isso, você que sabe
Do sentimento o segredo
Não pode sair de cena
Bote mais tinta na pena
Não diga adeus nem tão cedo.
Quando Zé Marcolino despediu-se
E o nordeste ficou de alma enlutada
Amargando a saudade imorredoura
Você disse exprimindo a dor de cada
“A estrada matou quem escreveu
O mais belo poema da estrada”.
Conquistando os corações
“Devagar, devagarinho”
Você foi duplo gigante
No gabinete e no pinho
Por isso a gente não sai
“Das curvas do seu caminho”.
Eis aqui outra prova incontestável
De grandeza e de sensibilidade
Você disse aos que a vida condenou
A viverem sofrendo atrás das grades
“Uma gota de pranto molha o riso
Quando o preso recebe a liberdade”.
Parabéns Manoel Filó
Por teu menino primeiro
Dois mil e cinco, o segundo
Dois mil e seis, o terceiro
E espero que Deus consinta
Que aos cem em dois mil e trinta
Você faça o derradeiro!
(Ddé Monteiro)
terça-feira, 19 de março de 2013
ALEGRIA NO SERTÃO
VEJO A MATA CINZENTA
FURTAR COR
O BAIXIO SEDENTO BEBER ÁGUA
O AÇUDE SANGRANDO QUE DESAGUA
ESPERANÇA PARA O AGRICULTOR
CARRO PIPA PARAR O SEU MOTOR
A COR CINZA DA MATA IR EMBORA
O VERDUME ASSUMINDO TODA FLORA
O ARADO CORTANDO O BARRO LISO
VEM A CHUVA MOSTRAR O SEU SORRISO
QUANDO A SECA TRISTONHA VAI EMBORA
(JOSA RABÊLO)
O BAIXIO SEDENTO BEBER ÁGUA
O AÇUDE SANGRANDO QUE DESAGUA
ESPERANÇA PARA O AGRICULTOR
CARRO PIPA PARAR O SEU MOTOR
A COR CINZA DA MATA IR EMBORA
O VERDUME ASSUMINDO TODA FLORA
O ARADO CORTANDO O BARRO LISO
VEM A CHUVA MOSTRAR O SEU SORRISO
QUANDO A SECA TRISTONHA VAI EMBORA
(JOSA RABÊLO)
segunda-feira, 18 de março de 2013
MARIA FERNANDA, FILHA DE DORINHA E FERNANDO
ESTIVE HOJE À TARDE/NOITE, VISITANDO MINHA AMIGA DORINHA BERNARDO E SUA PONTINHA DE RAMA MARIA FERNANDA, LINDA, A CARA DO AVÔ JACINTO, PELO MENOS O BRANCO DO OLHO.
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