JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

JOSEMAR RABELO, SEM ÓDIO E SEM MEDO

domingo, 14 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS

Para o Papai Josa Rabêlo

O dia da alegria chega
As tristezas vão embora
A felicidade aconchega
Não é com muita demora

Para ficar na memória
Este dia que é do PAI
Hoje fazemos história
Para você meu PAPAI


Um milhão de beijos das sua filhas?
Marianna Lays & Marya Fernnanda

FRASE DA SEMANA

"Quando fizer projetos para uma ano, plante arroz. 
Quando fizer projetos para dez anos, plante árvores.
Se os os projetos forem para a vida inteira, eduque uma pessoa."
(Provébio Chinês)

SEMANA DOS POETAS (COLETÂNEA DE VERSOS)


“O corpo inteiro da rosa
Grande mistério resume.
Cada pétala é parte nobre,
Mudando só o volume,
Porque mesmo sendo parte
Conserva o mesmo perfume”
(Dedé Monteiro)

“Olhando para nós dois
Muitas vezes me comovo,
Se acaso o nosso romance
Cair na boca do povo...
...Pode terminar agora,
Mas depois de uma hora,
Começa tudo de novo”.
(Felipe Jr.)

“Eu partir ainda novo
D’uma pra outra cidade.
Andei num “balão de sonhos”
Voei de contra vontade.
Quando o vento me parou
Veio o guarda e me multou,
Aqui não passa saudade”.
(Aldo Neves)

Tuparetama, 14/08/2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DEVOLVA MEU VIOLÃO!!!

DO POETA PAULO RABÊLO PARA HÉRCULES...

Meu poeta cantor, nossa amizade.
Vale mais que trezentos violões

"Este tema está aberto aos poetas de plantão"...

Um centavo de um riso vale mais
Que a falsa risada do milhão
Se a paz não estar na multidão
Eu prefiro sozinho ter a paz.
Tua voz é um quadro que se faz
Cor as cores mais belas das canções
Aflorando de fez as emoções
E pondo arrobas de peso na saudade.  
Meu poeta cantor, nossa amizade.
Vale mais que trezentos violões.

Mote e Glosa: Paulo Rabelo.

Não se mede com medidas nem tostões
O que vale um amigo de verdade
Pra dizer quanto vale uma amizade
O poeta fala até com seus botões
O poeta vem com motes e refrões
Neste canto de paz que agora ecoa
Sinto ainda dois acordes que magoa
Que destoa o equilíbrio e a razão
E o poeta que toca com o coração
Sabe bem quanto vale uma pessoa

É grandeza quem perde e ainda perdoa
Mas eu falo pelo bem de estimação
Digo a Hércules que esse violão
Para o dono já é quase uma pessoa
Falo em verso, poesia, canto e loa
Que esse dono perdoa, mas carece
Ele manda um recado e uma prece
Pra você sentir bem o que é uma dor
Meu amigo poeta, meu cantor
A viola é do bem de quem merece

O carinho de uma amizade amolece
Faz viola e canção mudar de cor
Fez poeta cantar a sua dor
Canta amor ao amigo que se esquece
Que a ausência da viola o adoece
Deixa o dono de noite sem dormir
Digo amigo sem somar nem dividir
Sem usar matemática nem ciência
Use amigo cantor a sua consciência
Que a gente quer ver o poeta sorrir

Petrolina/PE, 13/08/2011
Hélio Ferreira 



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

DESERTIFICAÇÃO IMINENTE

JESUS ?

O que mais se vê nas estradas no Pajeú, diariamente: caminhões carregados de madeira... o que menos se vê: fiscalização e controle contra o desmatamento ilegal
 DO BLOG: TÁRCIO VIU ASSIM 2



NO LOMBO DE UM CAMINHÃO...

A caatinga virou grana

Meu sertão ficou deserto
Meu chão ficou descoberto
Essa carga não me engana
Lá se vai dona imburana
Lá se vai minha aroeira
Lá se vai burra-leiteira
No lombo de um caminhão
Lá se vai o meu sertão
E minha vida catingueira

Petrolina/PE, 11.08.2011

Hélio Ferreira

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ENTRE UMA FLOR E UM ESPINHO

POETA MAVIAEL MELO

Entre uma Flor e um Espinho

Joguei um verso no ar
Buscando a sinceridade
Não procurando a verdade
Mas a verdade que há
E procurando encontrar
Se encontrando, entender
O fio que ainda vai tecer
A razão, talvez me iludo
Não tem nada como tudo
Quando a razão é querer

Não sei se vou compreender
Esse sistema fadado
Mas estarei do meu lado
Querendo sempre viver
Se apanhando, aprender
Olhando sempre pra frente
Sentindo cada batente
E cada olhar amiúde
Se eu não fui porque não pude,
Irei tentar novamente

Porém tentar diferente
Com outra força no traço
Aquecendo cada abraço
Conforme o coração sente
E doutro verso docente
Beber na fonte da alma
Virando a mão pra que a palma
Recolha a sabedoria
Para que noutra poesia
Eu possa encontrar a calma

E assim sentindo outro verso
Jogado ao ar pelo vento
Tecerei fios ao relento
Na razão desse universo
Onde eu encontro o acesso
Da pisada em meu caminho
Onde tecerei o linho
Para aquecer cada inverno
Nesse trilhar tão eterno
Entre uma flor e um espinho.


FELIPE JR. POETISAUDOSIANO

PRA REFLETIR...



OUTRO CENÁRIO

Eu prefiro que não mais nos vejamos...
É difícil viver na ansiedade
De querer, vendo que nos separamos
Por trezentos quilômetros de saudade.

É verdade que nós nos desejamos

Através d’uma espontaneidade,
Mas o que mais maltrata é ver que estamos
Separados (metade sem metade).

Só te peço que leves na bagagem

Um soneto servindo de mensagem
Que terá: “Meu amor foi verdadeiro!”

Depois disso, num canto solitário,

Poderemos viver outro cenário...
Mas vai ser diferente do primeiro.

Felipe Júnior

Recife, 07 de agosto de 2011


DE CARA COM A POESIA - Felipe Júnior


A CAPELA DOS GROSSOS* FOI CENÁRIO
PRA HISTÓRIA DE AMOR QUE NÓS VIVEMOS


*Grossos: distrito de São José do Egito/PE
Na novela de amor que nós criamos
Cada um fez de si protagonista
E nas cenas tu foste a grande artista...
Fielmente nós dois nos entregamos.
Através dos olhares imploramos
Essa pura paixão que nós tivemos
Dentro de três palavras prometemos
Sermos um nesse mundo imaginário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Bem na frente se via uma capela
Em que Deus aprovava dando o visto
E depois assinava Jesus Cristo
Decretando a excelência da novela.
Nos meus braços olhava o corpo dela
E depois desse olhar nós dois pudemos
Contemplar um ao outro, então nos vemos
Num veículo de amor, nosso sacrário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Entre o quente do corpo e a noite fria,
Vendo o sol da paixão na madrugada,
Nossa temperatura em disparada,
Um pecado à metereologia.
E na pausa do beijo, uma poesia
(coisas que só nós dois é que entendemos)...
Bem depois de um soneto é que nós cremos
Que a paixão foi sem dúvida o itinerário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Teu olhar me fitava e eu senti
Que tu eras pra mim a minha meta
Não serei para ti mais um poeta,
Mas serei o poeta para ti.
Talvez não seja bom citar aqui
O conceito de amor que nós dois temos,
Pode ser que os sinônimos que dizemos
Não mais caiba no nosso dicionário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Como abelha distante do jardim,
Tentarei ser bem mais explicativo,
Eu me sinto até mesmo um morto-vivo
Sem teu corpo presente junto a mim.
Mas se acaso esse caso levar fim
A certeza que eu tenho é que perdemos
Assim é que nos distanciaremos
E o final do capítulo é sanguinário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Não serei da novela mais ator
Também não farei parte deste elenco
E na vida real é que eu despenco
Por motivos fiéis ao teu amor.
A caneta será da minha dor
Companheira fiel onde haveremos
De compor num papel que escreveremos:
“Eu te amei. Assinado, teu Nazário.”
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.

Poeta Felipe Júnior

Tabira, 28 de julho de 2011

ESTRADAS SERTANEJAS


domingo, 7 de agosto de 2011


TOMO NOTA EU FAÇO CONTA...














As estradas do pajeú (sertão pernambucano) parecem com o solo de morte, quer dizer de marte. Pensando bem, são de fato as 02 (duas) coisas. Pois a situação tem provocado acidentes e morte de quem  tenta trafegar nas estradas da região. Alguns blogueiros denunciam a falta de respeito e compromisso do governador Eduardo Campos "Arraes" em resolver a questão que perdura por muito tempo. Nos últimos dias ele (o governador - que eu votei por duas vezes) disse que iria resolver o problema e o povo mais uma vez acreditou, começou mal. Demonstrando total desprezo ao povo da região ordenou o serviço, porém com material vergonhosamente impróprio. Vejam na foto. Estão tapando os buracos com "barro". Material que não aguenta nem um chorinho do céu.

TOMO NOTA EU FAÇO CONTA

Digo agora sem mistério
Veja quanto despautério
Nada mais parece sério
Olhe bem pelo que eu vejo
O governo é tão bizarro
Tapar buracos com barro
É querer tirar um sarro
Com a cara do sertanejo

Porém falo nesse ensejo
Isso é falta de traquejo
Uma obra de caranguejo
Faz o povo andar pra trás
Se Arraes hoje desaponta
Tomo nota eu faço conta
E se isso é uma afronta
Nunca mais eu digo Arraes

Petrolina/PE, 07/08/2011
Hélio Ferreira

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ATENÇÃO!!! URGENTE!!!!!!!

RECEBI POR E-MAIL...


 
ASSUNTO: Vencimento CNH - novas regras - abril 2011.
 

VENCIMENTO DA CARTEIRA DE HABILITAÇÃO.
Leia e repasse.
NOVAS REGRAS:

A carteira só pode ser renovada durante o prazo de no máximo 30 dias após o vencimento da mesma.

Após este prazo, a carteira é cancelada automaticamente
e o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira. 

Esta lei não foi divulgada, e muitas pessoas já perderam suas carteiras de habilitação e terão de repetir todos os exames. 


Fiquem  atentos quanto ao vencimento  de sua CNH.
Fora a multapara tirar novamente a CNH fica por volta de R$ 1.200,00 e leva + ou - de 2 a 3 meses.

As mudanças começaram a valer no dia 1º de janeiro de 2011.Serão incluídos novos conteúdos,
além de uma nova carga horária.

O Diário Oficial da União (DOU) publicou (22/11/2008) 
uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito
(CONTRAN), que altera as regras para quem vai tirar a carteira de motorista. 

Entre as mudanças está a carga horária do curso teórico que vai passar de 
30 para 45 horas aula 
e a do prático, de 15 para 20 horas aula.
Serão incluídos novos conteúdos.

ALÉM DISSO: Providenciar com urgência a retirada do plástico do extintor. Mais uma regulamentação sem a devida divulgação!

O extintor de fogo obrigatório do carro tem que estar livre do plástico que acompanha a embalagem. 

Se um policial rodoviário parar seu carro e verificar que 
o extintor está protegido pelo saco plástico, ele vai te autuar – 5 pontos na carteira e mais R$ 127,50.

SOU NORDESTINO(A) SIM, E DAÍ!!


A VERGONHA QUE NÃO TENHO DE SER NORDESTINA

                                                                  Sheila Raposo - Jornalista

Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.
Sou nordestina. Nasci e me criei no coração do Cariri Paraibano, correndo de boi brabo, brincando com boneca de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para; ainda com os olhos tapados de remela, desabar pro curral e esperar pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.
Sou nordestina. Falo oxente, vote, e danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria-José! Proseio mi, a língua ligeira, que engole silabas e atropela a ortoépia das palavras. O meu falar é o mais fiel retrato. Os amigos acham até engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E olhe: acho que não vai sair é nunca”!
Sou nordestina. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-festa, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada, carne de sol... E mais uma ruma de comida boa, daquela que quando a gente termina de engolir o suor já está pingando nos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. E no outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na orêa de pau com café torrado em casa!
Sou nordestina. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas e que também são minhas. Também estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.
Sou nordestina. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.
Sou nordestina. Gosto de me lascar numa farra boa, ao som de xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio é bom demais. E fico nesse relabucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô negocio bom!
Sou nordestina. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.
Sou nordestina. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.
Sou nordestina. Sou apaixonada pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. Sou não sou apaixonada por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludribiando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.
Mas, apesar de tudo, eu ainda sou nordestina, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens. Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade. Para eles, ofereço estas linhas.

         Identidade Cultural

Quem não sente da terra seus fulgores
Nem percebe a cultura do lugar
E perdido, só vive a procurar,
Um lugar que tem outros esplendores.
Não conhece seu corpo de valores
Desconhece o sentido de onde mora
E copia a cultura do de fora
Esquecendo os valores do seu chão
Sendo apenas carbono imitação
Onde o traço vazio, pouco demora.

Quem não sente o pulsar da sua terra
Espargindo do povo lindas cores
Vive alheio num mundo sem sabores
Só provando um sentido que se encerra.
Seu lugar não se mostra como a serra
Mostra apenas um monte pequenino
Não enxerga o sentir bem cristalino
Que da terra revela o sentimento
Da cultura que serve de alimento
Como o brilho do riso do menino.

Quem não sente no peito a desventura
Dos que vivem no chão dos oprimidos
Quem não pulsa no corpo os sentidos
Da alegria do povo na ventura;
Desconhece da vida a arquitetura
Construída no solo do sensível;
Seu lugar no seu peito é invisível
Sem sabores, sem cheiros e sem cores,
Numa inércia dum corpo sem valores
Dum opaco mundo imperceptível.

É preciso sentir a cor do chão
Perceber o aroma do lugar
Os sabores da terra degustar
Através da cultura como ação.
Ter no peito pulsando o coração
Sobre o palco sensível da verdade
Revelar o poder da identidade
Numa dança brotada com vigor
Demonstrando seu corpo de valor
Sobre o campo da linda liberdade.
Postado por Gilmar